24.11.11

APJCC soma experiências com IPHAN em evento bragantino

Oficina - Patrimônio Cultural e Produção Audiovisual

Conscientizar a comunidade para a noção de Patrimônio, a importância do Cidadão como agente histórico e o poder das ferramentas do Audiovisual como registro e memória. Tornar próximas essas noções e essas técnicas e promover a assimilação com postura crítica dessas habilidades e conceitos é o principal interesse dessa oficina.
Carga horária: 8h
Público-alvo: livre
Ministrantes: Mateus Moura e Samir Raoni

Balaio do Patrimônio 2011 - Bragança/ PA

A Superintendência do Iphan no Pará realizará, em parceria com a SECULT e a Prefeitura Municipal de Bragança, o Balaio do Patrimônio, na cidade de Bragança, entre os dias 28/11 e 02/12. O objetivo do evento é fomentar o debate acerca das políticas públicas na área de cultura.

Período: 28/11 a 02/12/2011 (5 dias)
Local: Salão São Benedito – Bragança/PA

28 de novembro de 2011
17:00 às 18:00 Credenciamento
18:00 às 19:00 Mesa de abertura (Representantes Iphan/Secult/Pref. Bragança)
19:00 às 21:00 Palestra de abertura – Sistema Nacional de Patrimônio e PACCH (Iphan)
21:00 às 22:00 Apresentação Cultural

29 de novembro de 2011
08:00 às 12:00 Mesa redonda 1:
Introdução ao Patrimônio: Conceitos e Práticas (Thaïs Toscano – Dphac/Secult)
Intervalo
Patrimônio Material – Políticas Públicas Federais (Tatiana Borges – Iphan/Pa)
Patrimônio Material – Políticas Públicas Estaduais (Thaïs Toscano – Dphac/Secult)
12:00 às 14:00 Intervalo Almoço
14:00 às 18:00 Os participantes poderão se inscrever nas oficinas 1 ou 2 durante o credenciamento. As oficinas terão
duração de 8 horas e serão realizadas nos dias 29 e 30, 14h às 18h.
Oficina 1: Políticas de financiamento à Cultura – Governo Estadual (Cleber Silva – Dphac/Secult) –
Módulo 1
Oficina 2: Educação Patrimonial (Sônia Florêncio – Ceduc/Iphan) – Módulo 1
Oficina 3: Patrimônio Cultural e Produção Audiovisual (Samir Raoni e Mateus Moura)
18:00 às 19:00 Apresentação Cultural

30 de novembro de 2011
08:00 às 12:00 Mesa redonda 2:
Patrimônio Imaterial – Políticas Públicas Federais (Angela Kurovski – Iphan/Pa)
Ao som do Curimbó: a experiência da salvaguarda do Carimbó no Pará (Júlia Morim – Iphan/Pa)
Patrimônio Arqueológico (Denise Rosário – Iphan/Pa)
Intervalo
Patrimônio Documental (Leonardo Torii – Arquivo Público do Estado do Pará)
Os escaninhos da memória e do patrimônio imaterial no início do século XX (Dário Benedito Rodrigues – FAHIST/UFPA/Bragança)
12:00 às 14:00 Intervalo Almoço
14:00 às 18:00 Os participantes poderão se inscrever nas oficinas 1 ou 2 durante o credenciamento. As oficinas terão
duração de 8 horas e serão realizadas nos dias 29 e 30, 14h às 18h.
Oficina 1: Políticas de financiamento à Cultura – Governo Federal (Delson Cruz – Regional Norte MinC) – Módulo 2
Oficina 2: Educação Patrimonial (Sabrina Costa – Dphac/Secult) – Módulo 2
Oficina 3: Patrimônio Cultural e Produção Audiovisual (Samir Raoni e Mateus Moura)
18:15 às 19:00 Apresentação Cultural

01 de dezembro de 2011
8:00 às 12:00 Mesa redonda 3: A preservação do Patrimônio na prática
Apresentação resultado oficina de audiovisual
Exposição dos municípios que compõem o PACCH sobre suas experiências exitosas. (Serão disponibilizados 15m de fala para os representantes dos municípios que solicitarem espaço para apresentar suas ações no âmbito da preservação do patrimônio cultural)
12:00 às 14:00 Intervalo Almoço
14:00 às 18:00 Centro de Memória da Amazônia (Otaviano Vieira – CMA/Ufpa)
Trilhos da memória: Patrimônio ferroviário no Pará (Carmem Trindade-Iphan/Pa e Renato–
Dphac/Secult)
Patrimônio Museal (Renata Maués-Sistema Integrado de Museus)
Brasil Memória em Rede: uma experiência sobre tecnologia social da memória (Samir Raoni)
18:00 às 19:00 Mesa de encerramento (representantes Iphan/Secult/Pref. Bragança)
19:00 às 20:00 Apresentação Cultural

Texto: Blog Educação Patrimonial



Mais Informações e inscrições:
Superintendência do Iphan no Ceará
Telefone: (91) 3224-1825/3224-0699
E-mail: iphan-pa@iphan.gov.br ,carla.cruz@iphan.gov.br

23.11.11

Cine CCBEU apresenta "Terror na Ópera", de Dario Argento


Sinopse:

Betty é uma jovem e insegura cantora de ópera que ganha sua grande chance quando a diva Mara Cecova, atriz principal de uma montagem de MacBeth, de Verdi, é atropelada e quebra uma perna. Chamada para substituí-la, Betty aceita, apesar de sentir um mau pressentimento. Sua performance é saudada por todos, enquanto um assassinato acontece em um dos balcões do teatro. A partir daí, o assassino, obcecado por Betty, começa a matar todos os que tentam se aproximar dela. Em seus crimes, ele emprega ainda um requinte de crueldade: faz questão de que ela seja sua espectadora.

Sobre o filme:

Desde sempre a sétima arte convive com a vontade de parte dos cineastas, críticos e público de agregar ao cinema a chancela acadêmica (filosofia, psicologia, sociologia, história) ou atrelá-lo a um projeto moralizante com fins "humanitários".  Isto revela uma desesperada busca  por dar credibilidade e seriedade a este "divertimento de feira", esta "molecagem", através de um uso covarde de muletas teóricas.
Tal perspectiva resulta da absoluta falta de fé destes falsos amantes no cinema e em seu valor específico - o mesmo desprezo que autoriza o senso-comum a afirmar que tal história em quadrinhos é tão boa que parece literatura ou que reduz vergonhosamente uma obra-prima cinematográfica, como o recente "A Árvore da Vida", a um veículo para mensagens de amor e solidariedade.
Dario Argento, um dos maiores gênios do cinema, afirma neste "Terror na Ópera" de 1987, a absoluta nobreza do movimento, da sombra e das cores. O filme extrai sua poesia não de cristais ou rizomas, mas de travellings e close-ups (estas sim categorias essenciais do cinema, apesar de insistentemente desprezadas).
A história é a de sempre: jovem frígida é perseguida por assassino sádico. Ambos estão conectados por traumas de infância no mais superficial freudismo.
A beleza do filme, entretanto, está em como Argento manipula esta matéria batida na construção de uma escrita cinematográfica excitante, perturbadora e profunda, promovendo um vôo onírico e violento pelo reino das imagens.
Dario Argento convida o espectador a ousar um mergulho num cinema puro e a descobrir a força transcendente desta desrespeitada tradição artística.
Miguel Haoni (APJCC - 2011)

* * *

CINE CCBEU: espaço de exibição de grandes obras da cinematografia mundial e fórum regular de debates sobre arte, cultura e cinema.
Numa parceria entre Centro Cultural Brasil Estados Unidos, Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Cineclube Amazonas Douro, o Cine CCBEU funciona às quintas-feiras,18:30, e apresenta dia 24 de novembro o filme "Terror na Ópera" de Dario Argento.
Em dezembro o cineclube desenvolve uma programação especial: a "Mostra Melhores de 2011 - 4 anos de APJCC" com sessões de 7 a 11 (quarta à domingo, às 15h e 18h30). Programação no blog apjcc.blogspot.com.
Sempre com entrada franca!

Serviço:
24 de novembro (quinta)
às 18h30
no cineteatro do CCBEU - Tv. Padre Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA

Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

Mais informações:
Comunidade e Perfil
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Twitter da APJCC
Facebook da APJCC
Fone: (91) 8717-9683

15.11.11

Cine CCBEU apresenta: Mostra Melhores de 2011 - 4 anos de APJCC

Selecionar 10 filmes e chamá-los os melhores do ano não é tarefa fácil. Primeiramente, porque ninguém consegue assistir a todos os filmes lançados em um ano. Talvez, daqui a um tempo, olhemos esta lista e nos perguntemos como pudemos não ter incluído determinado filme. O processo de revisão, na verdade, já até começou: “As canções”, de Eduardo Coutinho, infelizmente não foi visto a tempo de figurar aqui. Acreditamos, todavia, na força e na importância de todas as obras da lista. E ficamos felizes em ver sua abrangência: do horror ao western ao blockbuster ao filme “de arte” não deve haver fronteiras. Tudo é cinema. E, neste caso, tudo de primeira qualidade. Aí, surge o segundo problema. De uma seleção já imparcial, resta hierarquizar os itens, classificar os melhores dentre os melhores. No caso desta lista, o processo sempre envolve um cálculo feito a partir das posições que cada filme ocupa nas listas de cada integrante da APJCC. É a melhor forma? Lógico que não; é a mais prática. A melhor é aquela para a qual convidamos todos: a argumentação, o conflito, o diálogo. É essencialmente para isso que, de 07 a 11 de dezembro, a APJCC realiza a Mostra Melhores de 2011 - 4 anos de APJCC. Sentiu falta de algum filme na lista, não concorda com alguma posição? Vá às sessões, provoque, conteste, argumente. Afinal, listas não são incontestáveis. É aí que está a graça de fazê-las









Programação e sinopses

07/12 (quarta-feira)
15h - Filme Socialismo
Godard em 16:9.
Cauby Monteiro

18h30 - Pânico 4
Pânico 4 é um filme grávido de si. É uma longa, deliciosa e necessária auto-carícia que celebra a existência do universo que ele ajudou a criar. É terror de tripas espalhadas, assassinos caricatos e beleza indiscutível – porque precisamos entender que o amor no terror se mostra na forma de violência, sofrimento e diversão, daí que este filme seja também uma carta das mais românticas feitas nos últimos anos: carta endereçada ao slasher, à survival girl, ao serial killer alucinado e, principalmente, ao público que se despe dos preconceitos (que, como todo preconceito, é estúpido) para abraçar o filme pelo que ele é: um músculo cheio de sangue, como todo coração que ainda pulsa.
Felipe Cruz 

08/12 (quinta-feira)
15h - O Vencedor
“The Proud of Lowell is back”
O Vencedor, filme de David O. Russel, não é apenas um clichê sobre boxe e superação. É também um retrato sobre família e o que ela tem de mais forte e vulgar.  É sobre a violência verbal e física dos subúrbios fudidos. É sobre um Cristian Bale inacreditável. É sobre os Estados Unidos de seja lá o que for.
Gabriel Gaya 
18h30 - Cisne Negro
Nina esta prestes a se tornar a Primeira Bailarina, de uma conceituado Ballet, com uma mãe superprotetora e um coreógrafo extremamente perfeccionista; ela irá submergir em um universo obscuro de auto-decoberta em busca da perfeição.
Guimarães Neto 

09/12 (sexta-feira)
15h - Super 8
No verão de 1979, um grupo de amigos de uma pequena cidade de Ohio testemunham um acidente de trem catastrófico enquanto  realizam  um filme com uma super 8, e suspeitam que não foi um acidente. Estranhos desaparecimentos e eventos inexplicáveis começam a ocorrer na cidade, e o xerife tenta descobrir a verdade - mais aterrorizante do que qualquer um deles poderia ter imaginado.
Aerton Martins 
18h30 - Meia-noite em Paris
Imagens de paris conduzidas por um ritmo lento e requintado com o costumeiro jazz ao fundo iniciam outra obra incrível do mago mestre da narrativa Woody Allen nos créditos iniciais do seu ultimo filme, Meia noite em Paris, 2010.Owen alter Wilson Ego, é o romântico de esquerda que mesmo com todas as improbabilidades ainda acredita em magia, é a magia neste caso é a arte.Paris o palco de toda a descoberta a alguma coisa que chamo agora de liberdade, apresentada em um grande filme que te dá vontade de procurar vários outros portais pra passados que nunca vimos.
Luah Sampaio 

10/12 (sábado) 
15h - Um lugar qualquer
“Sweet, sweet smile that’s fading fast; Everybody gone at last” (Ellioth Smith, No name nº5)
Relato mais contemplativo dentro da filmografia de Sofia Copolla, Somewhere retrata um pouco da graça e do vazio da vida nos arredores de Hollywood mostrando as desventuras cotidianas do lacônico Johny Marco uma “estrela” de cinema ao lado de sua filha Cléo. O filme explora a força da cumplicidade possível entre os dois para a composição de imagens belas e singelas. Neste filme, Sofia Copolla aposta pela primeira vez em uma trilha sonora econômica, baseada mais no som ambiente dos lugares (com exceção de uma ou duas cenas) em vez de seu usual arsenal discográfico que garantia a seus filmes sempre uma potência cinemática latente e um verdadeiro deleite para os indies.
Gabriel Gaya 
18h30 - Cópia Fiel
A arte contemporânea é, talvez, a arte do espelhamento, da auto-reflexão, da auto-referência. Tendências que podem se converter no mais puro egoísmo ou na mais sincera beleza. Cópia Fiel é exemplar inconfundível do segundo caso. Um homem e uma mulher se defrontam e se desdobram diante de seus (nossos) olhos, vivendo uma mentira para sentir a verdade, ou mentindo (o) que sentem para imaginar o verdadeiro. Cinema é cópia, imagem é ilusão, palavras são desvios de sentido – tudo envolvido no melhor tipo de rigor: aquele que se submete às possibilidades infinitas desse espelho embaçado que chamamos arte.
Felipe Cruz 

11/12 (domingo)
15h - Bravura Indômita
Ver uma imagem não basta. É preciso olhar. Olhar até o ponto em que ela nos olha de volta. Porém, quanto maior a familiaridade com essa imagem, mais rara se torna essa troca. Apenas passamos o olho. Que dizer, então, de um gênero cuja iconologia é tão marcada quanto o western? Assistir a esse Bravura Indômita nos incita a despir nossos olhos, não apenas pelos novos rumos tomados por Joel e Ethan Coen nessas terras áridas já tão exploradas, mas para podermos apreciar o deslumbramento que nos oferece um céu estrelado ou uma silhueta contra o poente. Um conto de vingança, de amadurecimento, de companheirismo; violento, cruel, sensível; Bravura Indômita segue a linha do western clássico, mas está bem longe de ser nostálgico ou de se afiliar aos tão pós-modernamente aclamados pastiche e paródia. Digamos que ele é apenas anacrônico - se for para referir ao tempo, melhor que, como tudo o que vale algo nessa vida, não seja o cronológico.
Juliana Maués 
18h30 - A Árvore da Vida
A Árvore da Vida acompanha a jornada da vida do filho mais velho de uma família,  Jack, por meio da inocência da infância até sua idade adulta, enquanto ele tenta conciliar uma relação complicada com seu pai. Jack encontra-se perdido em seus questionamentos, buscando respostas para as origens e o significado da vida. O cineasta Terrence Malick  despeja brutalidade e espiritualidade em um dos filmes mais arriscados e ousados desta década.
Aerton Martins 

Serviço:

Cine CCBEU apresenta "Mostra Melhores de 2011 - 4 anos de APJCC"
De 07 a 11 de dezembro (quarta a domingo)
No cine-teatro do CCBEU - Tv. Pe Eutíquio, 1309
Sessões às 15h e às 18h30
Entrada franca

Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

Cine CCBEU apresenta: "O Pagador de Promessas" de Anselmo Duarte


Zé do Burro é um homem humilde que enfrenta a intransigência da Igreja ao tentar cumprir a promessa feita em um terreiro de candomblé de carregar uma pesada cruz por um longo percurso.
Zé do Burro é o dono de um pequeno pedaço de terra no Nordeste do Brasil. Seu melhor amigo é um burro. Quando este adoece, Zé faz uma promessa à uma mãe de santo do candomblé: se seu burro se recuperar, promete dividir sua terra igualmente entre os mais pobres e carregará uma cruz desde sua terra até a Igreja de Santa Bárbara em Salvador, onde a oferecerá ao padre local. Assim que seu burro se recupera, Zé dá início à sua jornada.
O filme se inicia com Zé, seguido fielmente pela esposa Rosa, chegando à catedral de madrugada. O padre local recusa a cruz de Zé após ouvir dele a razão pela qual a carregou e as circunstâncias "pagãs" em que a promessa foi feita. Todos em Salvador tentam se aproveitar do inocente e ingênuo Zé. Os praticantes de candomblé querem usá-lo como líder contra a discriminação que sofrem da Igreja Católica, os jornais sensacionalistas transformam sua promessa de dar a terra aos pobres em grito pela reforma agrária. A polícia é chamada para prevenir a entrada de Zé na Igreja, e ele acaba assassinado em um confronto violento entre policiais e manifestantes a seu favor. Na última cena do filme, os manifestantes colocam o corpo morto de Zé em cima da cruz e entram à força na catedral.
 
* * *
CINE CCBEU: espaço de exibição de grandes obras da cinematografia mundial e fórum regular de debates sobre arte, cultura e cinema.
Numa parceria entre Centro Cultural Brasil Estados Unidos, Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Cineclube Amazonas Douro, o Cine CCBEU funciona às quintas-feiras,18:30, e apresenta dia 17 de novembro o filme "O Pagador de Promessas" de Anselmo Duarte.
No dia 24 de novembro é a vez de "Terror na Ópera" de Dario Argento.
Sempre com entrada franca!

* * *
Serviço:
17 de novembro (quinta)
às 18h30
no cineteatro do CCBEU - Tv. Padre Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA

Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

Mais informações:
Comunidade e Perfil
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Twitter da APJCC
Facebook da APJCC
Fone:: (91) 8717-9683

2.11.11

Novembro no Cine CCBEU



17/11 - "O Pagador de Promessas", de Anselmo Duarte
            
24/11 - "Terror na Ópera", de Dario Argento

Serviço:

Sessões às quintas-feiras
às 18h30
No Cine-teatro do CCBEU - Tv Pe Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA

Cartaz: José Viana
Realização: APJCC e CCBEU 
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

21.10.11

APJCC e SESC promovem curso de crítica cinematográfica

Cinema é a arte das imagens em movimento. Como arte é o canal de expressão de homens e mulheres que concebem o mundo sob um prisma poético. Como imagens é o espelho da humanidade nos últimos 115 anos: suas ilusões, vergonhas, vitórias e medos projetados em 24 quadros por segundo. E como movimento é a música da luz, a montanha russa nas mais impressionantes paisagens do inconsciente. 
Tudo isso, porém, quase sempre passa batido na nossa convencional  fruição de filmes. A dieta viciada de audiovisual imposta pela indústria massiva de imagens, nos impede de observar o universo por trás dos "roteiros e atuações".
Poesia em cinema é feita de zoom e travelling; do comportamento da câmera à mise-en-scène; do enquadramento criativo à duração do plano. Em resumo: da forma como se manipula a linguagem cinematográfica.
Nesse sentido o Centro Cultural SESC Boulevard propõe o Curso de Crítica Cinematográfica (ministrado por Miguel Haoni da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema), que com a ajuda da História Contemporânea e da Filosofia da Arte pretende lançar um outro olhar sobre o fenômeno audiovisual artístico.
O curso pretende, através de três unidades ( I Cinema Clássico Hollywoodiano; II Vanguardas de 20; e III Cinema Novo brasileiro) observar como diferentes cineastas concebiam a arte em momentos chave de sua evolução histórica.
 A partir do debate crítico, leitura de textos e análise de filmes ("Sua Esposa e o Mundo" de Frank Capra e "Iracema - Uma Transa Amazônica" de Jorge Bodanzky e Orlando Senna) o curso pretende desvendar de que maneira esta linguagem de imagens é tecida na construção de discursos e sensações, configurando parte fundamental de nossa experiência no mundo contemporâneo.


Sobre as unidades:

Unidade I: Artífices da transparência: o cinema clássico
Após a sua conturbada gênese, o cinema atravessou um processo de moralização simultâneo ao desenvolvimento de sua linguagem específica. Protagonizado por cineastas americanos, o "cinema clássico" representou a libertação dos códigos cinematográficos de seus correlatos nas outras artes. Apesar da domesticação posterior, sua criação entretanto, representou um dos momentos mais criativos na história.

Unidade II: A imagem fluida ou as Vanguardas de 1920
Na Europa dos anos 20, enquanto o cinema se enrijecia num padrão clássico, diversas cinematografias nacionais propunham novas formas de abordagem audiovisual. O impressionismo e o surrealismo na França, o expressionismo na Alemanha e as pesquisas de montagem na União Soviética ofereciam uma oposição selvagem ao modelo cinematográfico hegemônico.
 
Unidade III: Uma câmera na mão e muita raiva: Glauber Rocha e o Cinema Novo

Após o lançamento do filme Rio 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos, o cinema brasileiro havia entrado definitivamente por uma nova vereda. O contato entre grupos de jovens cineastas na Bahia e no Rio de Janeiro afinava aquilo que desencadearia um dos movimentos cinematogáficos mais importantes do 3° mundo. O Cinema Novo brasileiro deixou um legado valiosíssimo para o audiovisual latino americano e através da trajetória de seu maior mestre, Glauber Rocha, acompanharemos como a revolução chegou às telas do país.
 
Serviço:  

Centro Cultural SESC Boulevard apresenta: Curso de Crítica Cinematográfica (12 horas/aula). 
Ministrante: Miguel Haoni (APJCC)
De 25 a 27 de outubro (terça a quinta), das 18 às 22 horas no auditório do SESC Boulevard (Boulevard Castilho França, n°522/523)
Informações pelo fone: 3224-5654/5305
INSCRIÇÕES GRATUITAS NO LOCAL
VAGAS LIMITADAS
Realização: CCBEU e APJCC

Jan Svankmajer no dia da animação!


Alice de Jan Svankmajer(1998) é umas das outras leituras sobre a obra de Lewis Carroll, feita pelo Checo, dito surrealista. Há uma Alice que é uma garota real entrando no típico mundo de Svankmeyer.
Essa Alice de carne e osso se transforma em alguns momentos em uma boneca antiga, o coelho atrasado é um coelho real empalhado. O mundo fantasioso de uma casa, com objetos possíveis de se ver no cotidiano, mas, que inseridos nessa atmosfera viram mais que reais, super reais, surreais.
O que se concentra dentro deste filme é um grande trabalho de autor. Além de ter como referencia outra animação que utiliza outra técnica, “Alice no País das Maravilhas” da Disney, e por isso, sendo a animação esta linguagem onde se faz mundos, comemoraremos nesse grande 28 de outubro, dia da animação, com Alice.

Comentários: Luah Sampaio e Luana Beatriz

Serviço:
Dia 28/10 (sexta-feira)
Às 18h30
No cineteatro do CCBEU - Tv. Pe Eutíquio 1309
Entrada franca

Realização Projeto Animar
Apoio: APJCC e CCBEU

18.10.11

Melhores do Ano 2011

A já tradicional lista de melhores do ano da APJCC acaba de ficar pronta. A seleção, feita com base em listas individuais elaboradas por integrantes da associação, compõe a programação de uma mostra a realizar-se nas primeiras semanas de dezembro.











Listas Individuais

Aerton Martins:
1. A Árvore da Vida, de Terrence Mallick.
2. Bravura Indômita, de Joel e Ethan Coen.
3. Super 8, de J. J. Abrams

Cauby Monteiro
1. Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami
2. Filme Socialismo, de Jean-Luc Godard
3. Super 8, de J. J. Abrams
4. A Fuga da Mulher Gorila, de Felipe Bragança e Marina Meliande
5. Pânico 4, de Wes Craven
6. Bravura Indômita, de Joel e Ethan Coen
7. O Vencedor, de David O. Russell
8. Cisne Negro, de Darren Aronofsky
9. Serbian Film-Terror sem Limites, de Srdan Spasojevic

Felipe Cruz
1. Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami.
2. A Árvore da Vida, de Terrence Mallick.
3. Um Lugar Qualquer, de Sofia Coppola.
4. Bravura Indômita, de Joel e Ethan Coen.
5. Super 8, de J. J. Abrams.
6. Meia-Noite em Paris, de Woody Allen.
7. Pânico 4, de Wes Craven.
8. Film Socilalism, de Jean-Luc Godard.
9. O Mágico, de Sylvain Chomet

Gabriel Gaya
1. Bravura Indômita, de Joel e Ethan Coen
2. O Vencedor, de David O. Russell
3. Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami
4. Um Lugar Qualquer, de Sofia Coppola
5. Os Comparsas de Marcio Barradas.

Glenda Marinho
1. Meia-Noite em Paris, de Woody Allen
2. Um Lugar Qualquer, de Sofia Coppola
3. Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami
4. Pânico 4, de Wes Craven
5. Kronos, de Rodolfo Mendonça

Guimarães Neto
1. A Árvore da Vida, de Terrence Mallick
2. Melancolia, de Lars Von Trier
3. Cisne Negro, de Darren Aronofsky
4. Bravura Indômita, de Joel e Ethan Coen
5. Meia-noite em Paris, de Woody Allen
6. Um lugar qualquer, de Sofia Coppola
7. O Mágico, de Sylvain Chomet

Juliana Maués
1. Bravura Indômita, de Joel e Ethan Coen e Drive, de Nicholas Winding Refn
2. A Árvore da Vida, de Terrence Mallick e Super 8, de J. J. Abrams
3. Road to Nowhere, de Monte Hellman
4. O Mágico, de Sylvain Chomet
5. X-men Primeira Classe, de Matthew Vaughn
7. O Vencedor, de David O. Russell
8. A Hora do Espanto, de Craig Gillespie

Max Andreone
1. A Árvore da Vida, de Terrence Mallick.
2. Hobo whitg a shotgun, de Jason Eisener.
3. Cisne Negro, de Darren Aronofsky.
4. Red state, de Kevin Smith.
5. Bravura Indômita, de Joel e Ethan Coen.
6. Attack the block, de Joe Cornish.
7. O Vencedor, de David O. Russell

Miguel Haoni
1. A Árvore da Vida, de Terrence Mallick
2. Bravura Indômita, de Joel e Ethan Coen
3. Meia-Noite em Paris, de Woody Allen
4. Um Lugar Qualquer, de Sofia Coppola
5. Kronos, de Rodolfo Mendonça
6. Os Comparsas, de Marcio Barradas
7. À Margem do Xingu - Vozes não consideradas, de Damiá Puig
8. Cisne Negro, de Darren Aronofski e O Vencedor, de David O. Russell
9. O Discurso do Rei, de Tom Hooper

Rodrigo Cruz
1. Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami
2. Filme Socialismo, de Jean Luc Godard
3. Tio Boonmee que pode recordar suas vidas passadas, de Apichatpong Weerasethakul
4. A Árvore da Vida, de Terrence Mallick
5. Cisne Negro, de Darren Aronofsky
6. Pânico 4, de Wes Craven
7. Um lugar qualquer, de Sofia Coppola
8. Meia Noite em Paris, de Woody Allen
9. Turnê, de Mathieu Almaric
10. O Mágico, de Sylvain Chomet

Mostra Melhores do Ano - Programação

07/12 (quarta-feira)
15h - Filme Socialismo
18h30 - Pânico 4

08/12 (quinta-feira)
15h - O Vencedor
18h30 - Cisne Negro

09/12 (sexta-feira)
15h - Super 8
18h30 - Meia-noite em Paris

10/12 (sábado)
15h - Um lugar qualquer
18h30 - Cópia Fiel

11/12 (domingo)
15h - Bravura Indômita
18h30 - A Árvore da Vida

Serviço:

APJCC apresenta "Mostra Melhores do Ano"
De 07 a 11 de dezembro (quarta a domingo)
No cine-teatro do CCBEU - Tv. Pe Eutíquio, 1309
Sessões às 15h e às 18h30
Entrada franca

Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

17.10.11

APJCC ministra mini-curso em Curitiba

Centro Acadêmico Zé do Caixão e Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema apresentam:

Mini-curso de Introdução à Linguagem Cinematográfica (O Estilo no filme de Gênero)

Cinema é a arte das imagens em movimento. Como arte é o canal de expressão de homens e mulheres que concebem o mundo sob um prisma poético. Como imagens é o espelho da humanidade nos últimos 115 anos: suas ilusões, vergonhas, vitórias e medos projetados em 24 quadros por segundo. E como movimento é a música da luz, a montanha russa nas mais impressionantes paisagens do inconsciente.
Tudo isso, porém, quase sempre passa batido na nossa convencional fruição de filmes. A dieta viciada de audiovisual imposta pela indústria massiva de imagens, nos impede de perceber o universo por trás dos "roteiros e atuações".
Poesia em cinema é feita de zoom e travelling; do comportamento da câmera à mise-en-scène; do enquadramento criativo à duração do plano. Em resumo: da forma como se manipula a linguagem cinematográfica.
Nesse sentido, o Centro Acadêmico Zé do Caixão e a APJCC, propõem o Mini-curso de Introdução à Linguagem Cinematográfica (ministrado por Cauby Monteiro e Miguel Haoni*), que com a ajuda da História Contemporânea e da Filosofia da Arte pretende lançar um outro olhar sobre o fenômeno audiovisual artístico.
O curso pretende, através da análise estilística do "Filme de Gênero" observar como diferentes cineastas concebiam a arte em momentos chave de sua evolução histórica.
A partir do debate crítico, leitura de textos e análise do filme "Rastros de Ódio" de John Ford , o curso pretende desvendar de que maneira esta linguagem de imagens é tecida na construção de discursos e sensações, configurando parte fundamental de nossa experiência no mundo contemporâneo.

*Cauby Monteiro 
Idealizador e fundador da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema e membro do "Cinema em Transformação". Coordenou entre 2008 e 2009, a Sessão Maldita no Cine Líbero Luxardo. Tem uma produtora de filmes independentes chamada Antifilmes produções.


Miguel Haoni
Cineclubista e diretor da APJCC. Coordenou os projetos Cine Uepa, Cinema na Casa e INOVACINE/FAPESPA e atualmente, coordena o Cine CCBEU, o projeto APJCC Debate de intervenção crítica no meio digital e ministra Cursos de História(s) do Cinema na capital paraense.

Serviço:
Centro Acadêmico Zé do Caixão e Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema apresentam: Mini-curso de Introdução à Linguagem Cinematográfica (O Estilo no filme de Gênero)
8 horas/aula
Ministrantes: Cauby Monteiro e Miguel Haoni (APJCC)
dias 3 e 4 de novembro (quinta e sexta)
das 14 às 18 horas
no auditório da FAP (Faculdade de Artes do Paraná) - Rua dos Funcionários, 1357 - Cabral

Informações pelo fone (41) 3250-7313
Investimento: 10 R$
VAGAS LIMITADAS

Realização: Cineclube Zé do Caixão e APJCC
Apoio institucional: FAP e Cinemateca de Curitiba

APJCC na Amazônia Comicon

De 28 a 30 de outubro, acontece, em vários espaços a Amazônia Comicon, evento que tem a proposta de divulgar a promover a arte das histórias em quadrinho no Pará. A APJCC contribui em dois momentos. Nos dias 28 e 29, com a Oficina "Linguagens e Segredos do Cinema aos Quadrinhos", que inclui a exibição do filme "Mirageman". E, no dia 28, às 16h, com a palestra "Quadrinhos e Cinema". Ambas serão ministradas por Aerton Martins.

Obtenha informações sobre inscrição pelos números: (91) 88906669 ou (91) 81522588
Consulte toda a programação na imagem abaixo (clique para ampliar):

15.10.11

APJCC leva cinema paraense a Curitiba

A Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e a Cinemateca de Curitiba promovem nos dias 29 e 30 de outubro (sábado e domingo) uma ação arte-educativa de cunho cineclubista na capital paranaense O projeto de intercâmbio cultural visa à troca de olhares e experiências na fruição crítica de obras cinematográficas através da 2° Mostra APJCC de Cinema Paraense, na qual diversas produções amazônicas serão exibidas e debatidas.

Além de viabilizar o acesso democrático a um capítulo importante e ignorado do audiovisual artístico nacional, a atividade permite o aprofundamento crítico e reflexivo sobre as funções estéticas e políticas da prática cineclubista. O movimento cineclubista brasileiro é um dos mais expressivos dentro do contexto internacional, seja através das políticas públicas de incentivo e da histórica militância da crítica independente. Entretanto, o problema de comunicação e integração destas práticas é patente, espelho de uma “cultura nacional” centralizada, que desconhece a dimensão da cena no país. Pequenas iniciativas, como o intercâmbio firmado entre APJCC e a Cinemateca, mostram que a possibilidade de trocas de perspectivas é simples e imprescindível para o fortalecimento do cinema e do cineclubismo brasileiro.

2° Mostra APJCC de Cinema Paraense

Curadoria: Miguel Haoni e Cauby Monteiro (Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema)
Período: 29 e 30 de outubro (sábado e domingo)
Às 18 e 20 horas
Local: Cinemateca de Curitiba
Rua Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco
ENTRADA FRANCA

Informações: (41) 3321-3252 - (41) 3321-3270
Realização: APJCC e Cinemateca de Curitiba
Apoio: Centro Acadêmico Zé do Caixão

A mostra oferece, em três sessões, uma fatia do que de mais interessante se produziu no Estado do Pará nos últimos anos em matéria de cinema.


Programação:

Dia 29/10 (sábado)
18h: Palestra: Cinema e cineclubismo na Amazônia: desafios e perspectivas
20h: Exibição seguida de debate dos curtas:

1. “Açaí com Jabá”, de Alan Rodrigues, Marcos Daibes e Walério Duarte (13 min)
Um duelo entre um paraense e um turista para ver quem consegue tomar mais açaí com jabá. Baseado nesse costume do homem da Amazônia.






2. “Puzzle, de Marcelo Marat (12 min.)
Vídeo baseado no livro de contos do ator, diretor de teatro e escritor Saulo Sisnando: "A idéia da adaptação veio de Brenda Oliveira, atriz de Conto de Sangue, outra produção da Abuso. No projeto original seriam feitos quatro vídeos, mas os inevitáveis problemas durante a produção iniciada em outubro de 2009) me fizeram mudar para um só, com inspiração óbvia nos filmes de David Lynch".

3. “Quero Ser Anjo”, de Marta Nassar: (14 min.)
O filme conta a história de desejo, traição e revolta, tendo como pano de fundo a procissão do Círio de Nazaré, em Belém do Pará, uma das maiores festas religiosas do Brasil e do mundo.

4. “Os Comparsas”, de Marcio Barradas (16 min.)
O cineasta alemão Fritz Lang apresentou, no conjunto de sua obra, uma idéia particular: em determinado momento a realidade sempre consegue ser pior que o pior dos pesadelos. Ele também dizia que num mundo sem Deus, a única forma de atingir o cognitivo das platéias era através da dor física. E esta era sempre resultado da violência.
Inspirado pelos mesmos princípios, o cineasta paraense Marcio Barradas destila este "Os Comparsas", mais novo capítulo de seu "Ciclo mosqueirense", também composto por "A Poeta da Praia", "O Mastro de São Caralho" e "O Filho de Xangô".
Adaptado da história em quadrinhos do alemão Matthias Schultheiss (que por sua vez é a releitura do conto "Os Assassinos" do também alemão Charles Bukowski), "Os Comparsas" encontra suas raízes germânicas ao compor sua plasticidade sobre o conflito luz x sombra, tão caro à vanguarda expressionista dos anos 20.
O protagonista Pedro, por exemplo (interpretado pelo econômico e expressivo Solano Costa), atua como um oficial reformado da República de Weimar. Apesar do deslocamento descompassado, nunca senta de costas para a porta, nem deixa uma dama acender o próprio cigarro em público.
A gratuidade da violência, um dos aspectos mais reais da condição humana, surge no filme como o cruzamento estéril do humor negro na arte exploitation e a vulgaridade das páginas policiais. Tudo alinhado sob o rigoroso olhar da câmera.
Os planos fixos e os cortes rápidos dão a sensação de correr com os olhos as amareladas folhas dos quadrinhos pulp, nos quais o filme se inspira.
Apesar do realizador conduzir praticamente sozinho todo o processo com uma criatividade gritada, o resultado é de um distanciamento claustrofóbico. "Os Comparsas" é um mergulho gelado no mar de sangue, um idílico passeio no inferno.
Na última parte do filme, desenrola-se um tour de force entre a selvageria do crime e a plácida indiferença da casa – esta, um dos principais personagens da narrativa. Aqui os inserts tão comuns no cinema de Barradas atingem um paroxismo quase eisensteiniano: cinema como resultado criativo do choque de imagens.
Marcio Barradas, neste "Os Comparsas", mais uma vez nos relembra o óbvio: na pequena ou grande produção, o cinema só existe quando dá forma a uma visão forte. Fugindo da tecnocracia e do acanhamento, Barradas ousa interessar-se pelo cinema. Por mais absurdo que isso seja.

5. “Matinta”, de Fernando Segtowick (20 min.)
Quem é daqui do mato, tem que ter muito cuidado com o encantado, quem quer ter paz na vida, não se mete com Matinta, mesmo na morte a bicha é perigosa, se responder o chamado dela não tem reza que dê jeito, tá com fardo de virar MATINTA.





Dia 30/10 (domingo):
18h - Exibição do longa “À Margem do Xingu- Vozes Não consideradas” de Damiá Puig (90 min.) seguido de debate.

Em viagem pelo rio Xingu encontramos inúmeras pessoas, moradores de toda uma vida, que serão atingidos pela possível construção da hidrelétrica de Belo Monte. Relatos de ribeirinhos, indígenas, agricultores, habitantes da região de Altamira na Amazônia, assim como especialistas da área compõem parte deste complexo quebra-cabeça. São reflexões sobre o passado obscuro deste polêmico projeto e que elucidam o futuro incerto da região e destas pessoas às margens do Xingu.


Documentário que trata do projeto de construção da Usina Hidroeletrica de Belo Monte que causará grande impacto ambiental destruindo locais de cultura ancestral indígena e dizimando povos tradicionais provocando um grande desequilibrio ambiental de proporções incalculáveis e irreparáveis.

20h - Exibição seguida de debate dos filmes:

1. “Kronos” de Rodolfo Mendonça (2 min.)
Kronos é o Deus-Titã que, assim como o tempo, devora os seus filhos.

2. “Brega S/A”, de Gustavo Godinho e Vlad Cunha (113 min.)
Gravado entre os anos de 2006 e 2009, o documentário Brega S/A fala sobre a cena tecnobrega de Belém do Pará. Feito por artistas pobres, gravado em estúdios de fundo de quintal e com relações profundas com a pirataria e a informalidade, o tecnobrega é a trilha sonora da periferia da cidade, uma espécie de adaptação digital da música romântica dos anos 70 e 80.
No filme, vemos qual a relação entre o tecnobrega e a popularização da tecnologia a partir do final da década de 90, bem como a maneira como esse estilo musical se associou à pirataria para criar uma rede de distribuição alternativa ao modelo proposto pelas grandes gravadoras.
Entre os principais personagens estão o MC de tecnobrega Marcos Maderito, o “Garoto Alucinado”; DJ Maluquinho, uma espécie de Iggy Pop brega da periferia de Belém; e os DJs Dinho, Ellysson e Juninho, ídolos das aparelhagens, enormes sistemas de som que realizam festas itinerantes pelos bairros mais pobres da cidade.

12.10.11

Cine CCBEU apresenta dois documentários franceses

"Sangue das Bestas", de Georges Franju 

Sangue das Bestas: Um dos primeiros exemplos de ultra-realismo. Este filme contrasta a tranquila e apática vida na periferia de Paris do pós guerra com a dura e ensanguentada condição de dentro dos matadouros. Descreve o destino sangrento dos animais abatidos de maneira extrema.
A carnificina é explanada feito um manual de aprendizagem. Os açougueiros, já indiferentes ao martírio dos bichos devido aos anos de prática, são um a um apresentados pelo nome e sobrenome, como campeões de natação a poucos minutos de um torneio olímpico. O jeito como eles reduzem um boi com mais de 200 quilos a pequenos filés é admirado tal qual um gênero artístico à parte. É penoso observar uma fileira de corpos decapitados se debatendo, os nervos ainda vivos, lançando centelhas elétricas às patas, todas frenéticas, enquanto o sangue jorra das fendas provocadas por facões afiados. Mas existe algo de especial nessa plasticidade toda, algo poético, por mais bizarro que isso possa soar. Além disso, a repugnância dos atos retratados faz nossa atenção voltar-se, claro, para a imundície na qual esses estabelecimentos funcionavam (poças de sangue por todos os lados, estômagos e fígados esvaziados entre um gancho e outro, cabeças postas lado a lado no chão, a serem carimbadas e numeradas). A narração abafa o som natural, todavia é possível presumir os gritos e ruídos assustadores que de lá emanavam constantemente. Franju maneja seu objeto de trabalho (a câmera) com a mesma frieza com que seus açougueiros-protagonistas movimentam a faca ou os demais utensílios de extermínio; por fim, a natureza e seus apelos alimentícios são exibidos sem atenuações, tudo em ponto de cru, uma obra de difícil digestão.
 

"Os Mestres Loucos", de Jean Rouch

Os Mestres Loucos: Filmado em apenas um dia, o filme revela as práticas rituais de uma seita religiosa. Os praticantes do culto Haouka, trabalhadores nigerienses reunidos em Accra, se reúnem à ocasião de sua grande cerimônia anual. Na ‘concessão do grande padre Mountbyéba, após uma confissão pública, começa o rito da possessão. Saliva, tremedeiras, respiração ofegante…são os signos da chegada dos ‘espíritos da força’, personificações emblemáticas da dominação colonial : o cabo da polícia, o governador, o doutor, a mulher do capitão, o general, o condutor da locomotiva, etc… A cerimônia atinge seu ápice com o sacrifício de um cão, o qual será devorado pelos possuídos. No dia seguinte, os iniciados retornam às suas atividades cotidianas.




Sobre os filmes:

Os títulos aqui reunidos, além das evidentes intenções em documentar fenômenos desconfortáveis para o tendencioso olhar da "civilização" capitalista, atingem lugares esquecidos do inconsciente e levantam reflexões profundas sobre a poesia latente da realidade filmada.
Radicalizando o ideal clássico de que o Belo artístico confunde-se com o Bom e o Verdadeiro e o ideal barroco que concebe este mesmo Belo a partir da desarmonia, do conflito entre profanação e transcendência, Franju e Rouch abordam os fenômenos ao mesmo tempo com absoluto rigor estético, claras intenções discursivas e também com uma virgindade de olhar que busca incessantemente a eloquência primordial e inerente das próprias imagens.
É precisa antes de tudo olhar, como dizia Jean-Luc Godard.
O mal-estar derivado da violência e imundície destas imagens obriga o espectador portanto a contemplar seus próprios abismos e o frágil alcance de sua confortável hipocrisia.
Recusando qualquer beleza que não provenha do real em sua totalidade, "Sangue das Bestas" e "Os Mestres Loucos" apontam despreocupadamente a nudez do Rei e este reconhecimento ressoa diretamente na guerra de nervos entre o cinema como espetáculo oco para os nossos sentidos e a poesia de imagens livres e libertadoras.

Miguel Haoni (APJCC - 2011)

Serviço:
13 de outubro (quinta)
às 18h30
no cineteatro do CCBEU - Tv. Padre Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA

Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

Mais informações:
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E-mail: cineccbeu@gmail.com
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Fone: (91) 8717-9683

4.10.11

Programação de outubro do Cine CCBEU




13/10 - Dois documentários franceses:
"Sangue das Bestas", de Georges Franju e
"Os Mestres Loucos", de Jean Rouch

27/10 - "O Mistério do n°17" de Alfred Hitchcock

Serviço:
Sessões quinzenais às quintas-feiras
18h30
No Cine-teatro do CCBEU - Tv. Padre Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA

Cartaz: Max Andreone
Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

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