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19.12.14

Mostra Melhores de 2014 - 7 anos de APJCC

Nunca antes a Mostra de Melhores Filmes do Ano da APJCC esteve tão de acordo com o gosto que a nossa breve (mas já marcante) história demonstrou ser o nosso. Figuram na lista abaixo vários nomes que, nos últimos sete anos, entraram no panteão de autores celebrados pela nossa associação. Abel Ferrara, Richard Linklater, Wes Anderson, Bong Joon-ho e o primeiro lugar James Gray são velhas apostas que já nos encheram de alegria e que ainda servem para nos lembrar do porque ainda devemos amar e devotar a nossa vida ao cinema. Entre os novatos em nossa tradicional lista, mestres foram finalmente descobertos pelos membros: o português guru do cinema contemporâneo Pedro Costa, o bressoniano místico Eugène Green e a sensação francesa Abdellatif Kechiche. Juntando-se a eles, aparece uma merecida homenagem ao maior estúdio de animação de todos os tempos, com as obras crepusculares de seus autores-ícones, Hayao Miyazaki e Isao Takahata. Infelizmente, devido a questões estruturais, a Mostra, neste ano, contará com apenas cinco filmes (os cinco primeiros colocados), mas, ainda assim, será a celebração já conhecida. Celebrar o cinema é celebrar o que ele representa, o poder de criar a vida.
É refletindo sobre o passado que melhor conseguimos viver o presente e prever o futuro. Feliz 2015!

Cauby Monteiro - APJCC 2014

Melhores do Ano APJCC 2014
1º The Immigrant, de James Gray
2º Boyhood, de Richard Linklater
3º Vidas ao Vento, de Hayao Miyazaki
4º Bem vindo à Nova York, de Abel Ferrara
5º O Conto da princesa Kaguya, de Isao Takahata
6º O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson
7º Snowpiercer, de Bong Joon-Ho
8º Cavalo Dinheiro, de Pedro Costa
9º La Sapienza, de Eugène Green
10º Azul é a cor mais quente, de Abdellatif Kechiche

Mostra Melhores de 2014 - 7 anos de APJCC

Dia 05/01 (segunda-feira)
O Conto da Princesa Kaguya, de Isao Takahata  (5º lugar)



Dia 06/01 (terça-feira)
Bem-vindo a Nova Iorque, de Abel Ferrara (4º lugar)






















07/01 (quarta-feira)
Vidas ao Vento, de Hayao Miyazaki (3º lugar)





















08/01 (quinta-feira)
Boyhood, de Richard Linklater (2º lugar)





















09/01 (sexta-feira)
The Immigrant, de James Gray (1º lugar)



Serviço:
Mostra Melhores de 2014 - 7 anos de APJCC
De 05 a 09 de janeiro (segunda a sexta) de 2015, às 18h30
No Cine Teatro do CCBEU (Travessa Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA

Coordenação e Curadoria: APJCC
Realização: CCBEU e APJCC
Mais informações.

11.3.14

Mateus Moura ministra mini-curso de Cinema e Tarô em São Paulo


Em meu percurso individual de contato com os mistérios do mundo, houveram duas sendas particulares que se destacaram enquanto oráculos mais fecundos e reveladores. Na Estrada da Percepção e nas Veredas do Auto-Conhecimento, o Cinema e o Tarô se firmaram íntimos mestres, sempiternas esfinges.
A ideia deste curso é justamente-encruzilhar esses saberes, para colher – no ponto onde as linhas se cruzam – a sua substância-comum.
Cinema & Tarô. Ambos lidam, acima e sobretudo, com os signos visuais; ambos propõem, a pesar e além do nada, um mergulho no (coletivo) imaginário. Adentrar, consciente, os arcanos da Visão e da Hermenêutica das Imagens, é, por excelência, a liturgia de comunhão com os arquétipos humanos. Não existe abecedário visual mais completo que o tarô, e/ou mais infinito que o cinema.
A programação do curso não poderia ter sido decidida de outra forma. Dita a cartilha que o aprendiz de tarô deve se desenvolver em duas vias: a tarologia (estudo analítico das lâminas) e a taromancia (o jogo oracular). Quem rege a primeira via é o entendimento (o pai), a segunda, a intuição (a mãe), este filho que se busca encontro é a sabedoria.
O mesmo binário análogo se aplica ao cinema: saber receber/saber jogar. “Criar” e “contemplar” são verbos que se encontram na mesma moeda, quando nos percebemos, plenamente, parte da invenção.
As lâminas foram deitadas: VI - O enamorado (“Two lovers”, de James Gray, 2008); XIII – A Morte (“Filme demência”, de Carlos Reichenbach, 1986) e XXI – O Mundo (“L’Atalante”, de Jean Vigo, 1931).
Depois do estudo e do acaso, as obras. As sombras brilharão mais uma vez no fundo da caverna. O resto é interpretação.



Instrutor: Mateus Moura (APJCC)
(aprendiz-realizador de cinema, música, teatro, poesia, entre outros saberes e jogos. Trabalha ministrando cursos e oficinas nestes assuntos, e prestando serviços de free-lancer em edição e cinegrafia. É membro-fundador da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, crítico blogueiro e estudante de cinema na Universidade Federal do Pará)

SERVIÇO:
no Estudio Lâmina
(São João, 108, sala 41 - metrô são bento)
dias 13, 14 e 15 de março
de 9h às 12h
Entrada franca
Inscreva-se: cursocinemaetaro@gmail.com

22.12.13

Mostra Melhores de 2013 – 6 anos de APJCC


Em 2013, pela primeira vez, um filme brasileiro ocupa o topo desde que a APJCC assumiu a proposta de listar as melhores produções cinematográficas do ano. A diversidade de nacionalidades também é uma marca dos 12 filmes que dividem as 10 colocações da lista: além do brasileiro, há cinema americano, francês, português, chinês (Hong Kong), sul-coreano. À exceção do primeiro lugar, que contou com larga vantagem, a votação que levou a esta relação de filmes foi bastante acirrada, tanto que era impossível prevê-la antes de que todos os votos estivessem contabilizados. Esta votação apertada já era esperada quando da divulgação das listas individuais, em que poucas eram as unanimidades - dissonância esta que nos foi muito bem vinda. Pivô de um empate, o 10º lugar fica dividido entre três filmes: o americano "Soldado Universal 4", o sul-coreano "A visitante francesa" e o brasileiro "A Ilha". A impossibilidade de exibir os três filmes durante a Mostra, entretanto, exigiu o desempate. Falando nela, a Mostra Melhores de 2013 acontece nas 2ª e 3ª semanas de janeiro no CCBEU, sempre com duas sessões diárias e entrada franca.

Dia 09/01 (quinta-feira)


16h - Soldado Universal 4: Juízo Final, de John Hyams

Na sequência de abertura de “Soldado Universal 4: Juízo Final”, o espectador recebe um belo presente, tamanha a riqueza da composição nas cenas. Filmada inteiramente com o recurso da câmera subjetiva, é difícil não se entregar ao primor que ela despeja. Joguem fora a violência estilizada que pulula hoje nos filmes de ação, acrescentem frieza e uma direção redonda, de um maluco chamado John Hyams, que soube injetar  ânimo  e estofo cinematográfico  em um filme que é a sequência de uma franquia capenga iniciada pelo astro Van Damme no início dos anos 90. “Soldado Universal: Juízo Final” é brutal, denso e transpira cinema.

Aerton Martins



18h30 - Django Livre, de Quentin Tarantino

Esqueçam a pataquada à época do lançamento de “Django Livre” nos cinemas, quando críticos incautos o compararam ao filme de Sergio Corbucci. Do filme do diretor italiano apenas a força do nome do personagem baila no ar. Tarantino é acusado de ser  um dos grandes gatunos da  da sétima-arte.  E, na vasta história de todas as artes, quem não foi? O cineasta foi um rato de locadora que não precisou da academia a fim de aprender que a defesa de um conteúdo nas telas deve prioritariamente empunhar o cinema, e poucos o operam com tamanho ardor. “Django Livre” é tão ingênuo, frágil, quanto selvagem. O cinema precisa cuspir provocação e “Django Livre” purula sua fração, doa a quem doer.

Aerton Martins

Dia 10/01 (sexta-feira)



16h - Blind Detective, de Johnnie To

Tal qual toda tradição de cinema popular, o cinema de Hong Kong se faz em gêneros. “Blind Detective” é não apenas um, mas todos os gêneros consagrados pelo território hoje reincorporado à China. Johnnie To faz, em sua montanha russa de emoções, comédia, romance, policial, suspense, melodrama. É importante não perder o verbo de vista: “Blind Detective” não tem todos esses gêneros; ele é todos eles. E, sendo assim, acho que dá para dizer: “Blind Detective” é o cinema de Hong Kong.

Juliana Maués



18h30 - Drug War, de Johnnie To

Bresson está vivo. Um condenado à morte não escapou.

Mateus Moura


Dia 15/01 (quarta-feira)


16h – Passion, de Brian de Palma

“Passion”, de Brian de Palma, é um filme sobre o olhar: o olhar que olha, o olhar que é olhado e o olhar que olha enquanto é olhado. Ele afirma que até as partes do corpo livres de visão ganham olhos, vigiam. É por ter essa noção do poder do olhar que de Palma é o único cineasta vivo com o direito de usar o split-screen. Essa técnica impõe uma fratura na natureza, o olhar separa-se, quebra o espaço-tempo, move-se livremente no campo cinematográfico. Ele dilacera o cinema como um assassino dilacera sua vítima. Como bom aluno de Hitchcock que é, de Palma sabe que esse assassino é ele e, acima de tudo, nós.

Cauby Monteiro


18h30 - Antes da meia-noite, de Richard Linklater

Amanhecer: fé no frescor; afeto pelo que está por vir.
Pôr do sol: espanto diante do sol que ainda brilha; maturidade que ainda sonha.
Meia-noite: transformação no breu; salto cego na fé incerta de que voltará a amanhecer.

Felipe Cruz

Dia 16/01 – quinta-feira


16h – Tabu, de Miguel Gomes

Aparentemente, um filme sobre a relação de três mulheres em um prédio antigo de Lisboa, e que se revela um recorte poético, épico sobre Aurora, seu nascimento, juventude, maturidade e morte; um filme sobre o que nos tornamos, sobre o que é esquecido e em seguida lembrado.

Guimarães Neto


18h30 - A garota de lugar nenhum, de Jean-Claude Brisseau

Os velhos mestres, nessa virada de década, apostam na pedagogia do olhar (aprender a ver, antes de aprender a ler) para fazer com que a juventude (a humanidade, meus caros) reaprenda a “ver”. Se, como afirma Bressane, o obsceno é a nova sensibilidade, esses senhores aceitaram a missão de educar-nos, para melhor compreendermos que o tempo é o da História. Brisseau filma aos 69 como se tivesse 19, em seu apartamento, com uma equipe minúscula, com uma câmera semi-profissional e fazendo travellings com carrinhos de bebê. É brincando que se ensina e é essa noção meliesiana de fazer cinema - com amor, com a simples vontade de fazer - a grande lição de Jean-Claude Brisseau. De mostrar que para viajar ao espaço precisa-se apenas de um carrinho de bebê, estrelas pintadas em uma tela e a busca, cada vez mais esquecida, daquilo que é transcendental - ou seja: eterno e belo.

Cauby Monteiro


Dia 17/01 (sexta-feira)


15h30 (excepcionalmente) - O Mestre, de Paul Thomas Anderson

Um filme sobre jornadas estilhaçadas com os pés sobre o manto da dor e farsa. A força de “O Mestre” se encontra no espelho incerto que une os dois personagens principais. Ambos correm para alcançar algo que conforte suas almas. Em meio à loucura e à pregação, o cineasta Paul Thomas Anderson nos concedeu o maior embate do ano nas telas. Dodd e Freddie dançam em cacos na narrativa ousada de um dos grandes cineastas do século.

Aerton Martins


18h30 –  O som ao redor, de Kleber Mendonça Filho

Um filme de horror disfarçado de drama familiar. Aferir “O Som ao Redor”, do cineasta Kleber Mendonça, como um filme do "horror" não seria exagero, levando em consideração que seu realizador fez o curta-metragem “Vinil Verde” (2004)  e que a palavra vem do sentimento de “repulsa”, o real contém o “horror”. O que salta das telas é a permanência do horror em nosso doce e, por vezes, aborrecido cotidiano. "O Som ao Redor" é o barulho silencioso que o cinema nacional precisava.

Aerton Martins

Serviço:
Mostra Melhores de 2013 - 6 anos de APJCC
Dias 09 e 10 (quinta e sexta) e de 15 a 17 (quarta a sexta) de janeiro
Sessões às 16h e 19h (dia 17, excepcionalmente, às 15h30 e 19h)
Local: Cine-teatro do CCBEU - Tv. Pe. Eutíquio, 1309
Entrada franca

Realização: APJCC e CCBEU

10.12.13

Integrantes da APJCC divulgam listas de Melhores do Ano

2013 está próximo do fim e a APJCC já está organizando a sua tradicional Mostra Melhores do Ano. Enquanto preparamos o evento, previsto para janeiro de 2014, aproveitamos para divulgar as listas individuais elaboradas pelos integrantes da Associação. O critério geral que norteia a elaboração das listas é  o de que o filme tenha estreado em 2013, seja em circuito internacional, nacional ou local.







Aerton Martins
1. Soldado Universal 4 - Juizo Final, de John Hyams
2. O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
3. Tabu, de Miguel Gomes
4. O Mestre, de Paul Thomas Anderson
5. Antes da Meia-Noite, de Richard Linklater
6. A Ilha, de Mateus Moura
7. Capitão Phillips, de Paul Greengrass
8. Evil Dead, de Fede Alvarez 
9. Faroeste Caboclo, de René Sampaio
10. Blue Jasmine, de Woody Allen


Cauby Monteiro
1. A Garota de Lugar Nenhum, de Jean Claude Brisseau
2. O Estranho Caso de Angélica, de Manoel de Oliveira
3. Drug War, de Johnnie To
4. Nobody's Daughter Haewon, de Sang-soo Hong
5. Passion, de Brian De Palma
6. Blind Detective, de Johnnie To
7. Alvo Duplo, de Walter Hill
8. Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky
9. Barbara, de Christian Petzold
10. Noite, de Bruno Andrade.

Fábia Martins
1. Django Livre, de Quentin Tarantino
2. Antes da Meia-Noite, de Richard Linklater
3. Amor Pleno, de Terrence Malick
4. Amor, de Michael Haneke
5. O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
6. Tetro, de Francis Coppola
7. O Mestre, de Paul Thomas Anderson
8. Blue Jasmine, de Woody Allen
9. Monstros S/A – Universidade Monstros, de Dan Scanlon
10. A Hora Mais Escura, de Kathryn Bigelow


Felipe Cruz
1. Antes da Meia-Noite, de Richard Linklater.
2.  Like Someone in Love, de Abbas Kiarostami.
3. O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho.
4. A Garota de Lugar Nenhum, de Jean-Claude Brisseau.
5. A Visitante Francesa, de Hong Sang-Soo.
6. Frances Ha, de Noah Baumbach.
7. A Ilha, de Mateus Moura.
8. Monstros S/A - Universidade Monstros,de  Dan Scanlon.
9. O Mestre, de Paul Thomas Anderson.
10. O Abismo Prateado, de Karim Aïnouz.


Guimarães Neto:
1. Django Livre, de Quentin Tarantino
 2. Tabu, de Miguel Gomes
3. A Garota de Lugar Nenhum, de Jean Claude Brisseau
4. Passion, de Brian De Palma
5. Anna Karenina, de Joe Wright
6. Barbara, de Christian Petzold
7. Blue Jasmine, de Woody Allen
8. O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
9. As Vantagens de Ser Inivisível, de Stephen Chbosky
10. Os Amantes Passageiros, de Pedro Almodóvar


João Cunha:
1. O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
2. Tabu, de Miguel Gomes
3. Blind Detective, de Johnnie To
4. A Bela que Dorme, de Marco Bellocchio
5. O Mestre, de Paul Thomas Anderson
6. Passion, de Brian de Palma
7. A Visitante Francesa, de Sang Soo-Hong
8. Depois de Maio, de Olivier Assayas
9. O Ato de Matar, de Joshua Oppenheimer e Christine Cynn
10. Círculo de Fogo, de Guillermo Del Toro


Juliana Maués
1. Drug War, de Johnnie To
2. Blind Detective, de Johnnie To
3. A Garota de Lugar Nenhum , de Jean Claude Brisseau
4. O Estranho Caso de Angélica, de Manoel de Oliveira 
5. Caverna dos Sonhos Esquecidos, de Werner Herzog 
6. Tabu, de Miguel Gomes 
7. Passion, de Brian De Palma
8. A Visitante Francesa, de Hong Sang-Soo
9. Killer Joe, de William Friedkin 
10. Alvo Duplo, de Walter Hill


Mateus Moura
1. A Ilha, de Mateus Moura 
2. O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho 
3. A Garota de Lugar Nenhum, de Jean Claude Brisseau 
4. Tabu, de Miguel Gomes
5. Into the Abyss, de Werner Herzog 
6. Drug War, de Johnnie To
7. O Mestre, de Paul Thomas Anderson 
8. Antes da Meia-Noite, de Richard Linklater 
9. O Estranho Caso de Angélica, de Manoel de Oliveira 
10. A Visitante Francesa, de Hong Sang-Soo


Max Andreone
1. Soldado Universal 4 - O Juizo Final, de John Hyams
2. A Garota de Lugar Nenhum, de Jean Claude Brisseau
3. Drug War,  de Johnnie To
4. The World's End, de Edgar Whright
5. Star Trek - Além da Escuridão, de J.J. Abrams 
6. O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho 
7. O Mestre, de Paul Thomas Anderson
8. Segredos de Sangue, de Chan-wook Park
9. Passion, de Brian De Palma
10. Tabu , de Miguel Gomes


Miguel Haoni
1.O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
2. Educação Sentimental, de Julio Bressane
3. Tabu, de Miguel Gomes
4. O Duplo, de Juliana Rojas
5. Menino do Cinco, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira
6. Xico + Xana, de Fakano 
I think this is the closest to how the footage looked, de Yuval Hameiri
7. O Mestre, de Paul Thomas Anderson
8. Monstros S/A - Universidade Monstros, de Dan Scanlon
9. Antes da Meia-Noite, de Richard Linklater
10. Caverna dos Sonhos Esquecidos, de Werner Herzog


Rodrigo Cruz
1. O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
2. O Mestre, de Paul Thomas Anderson
3. Antes da Meia-Noite, de Richard Linklater
4. A Hora Mais Escura, de Kathryn Bigelow 
5. Vocês Ainda Não Viram Nada!, de Alain Resnais
6. Django Livre, de Quentin Tarantino
7. Passion, de Brian de Palma
8. Gravidade, de Alfonso Cuarón
9. Tatuagem, de Hilton Lacerda
10. The Bling Ring, de Sofia Coppola 


Sávio Oliveira
1. O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
2. Blind Detective, de Jonhnie To
3. O Mestre, de Paul Thomas Anderson
4. Passion, de Brian De Palma
5. A Garota de Lugar Nenhum, de Jean-Claude Brisseau
6. Drug War, de Jonnhie To
7. Segredos de Sangue, de Chan-wook Park
8. Lesson of the Evil, de Takashi Miike
9. O Capital, de Costa-Gavras
10. Só Deus Perdoa, de Nicolas Winding Refn


Tiago Freitas
1. O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho 
2. Antes da Meia-Noite, de Richard Linklater
3. O Mestre, de Paul Thomas Anderson
4. Tabu, de Miguel Gomes
5. Frances Ha, de Noah Baumbach
6. Monstros S/A - Universidade Monstros, de Dan Scanlon
7. Invocação do Mal, de James Wan
8. A Visitante Francesa, de Hong Sang-Soo
9. Abismo Prateado, de Karim Ainouz
10. Os Suspeitos, de Denis Villeneuve

4.11.13

Matadouro de volta com maratona "Sem Limites!"



Em "Thunder Road" (A lei da montanha - 1958), Lucas Doolin (Robert Mitchum) é um transportador de bebidas em plena lei seca que possui o talento de jamais ser pego. Doolin define em poucas palavras o palco de sua tragédia ao dizer a sua namorada: "Você está em um extremo e o Vale Rillow em outro. Eu me movo rapidamente entre um e outro. É a natureza do meu negócio.” Esse senso do inevitável que transforma a fuga constante em um estado natural, coloca "Thunder Road" como uma das obras seminais do cinema de perseguição.

A maratona "Sem Limites!" apresenta três clássicos do cinema de perseguição da década de 70, um panorama da maturidade que o gênero vai atingir em filmes como: Vanishing Point (1971) de Richard C. Sarafian, onde o destino humano se revela em uma jornada sem rumo; ou mesmo Dirty Mary, Crazy Larry (1974) de John Hough, que deliberadamente funde o ranger dos dentes com o rugido do motor. Excitante e frenético, coração e motor; finalizando com Gone in 60 Seconds (1974) do artesão H.B. Halicki, dublê e diretor do filme que ficou lembrado por seus 40 minutos finais que registram quase 100 acidentes, a ode absoluta ao cinema de perseguição e seu virtuosismo.

Max Andreone (APJCC - 2013)


Serviço:

Maratona "Sem Limites!"
Dia 09/11/2013 (sábado)
Às 14h
Na Escola de Música da UFPA
Entrada franca

24.8.13

Maldita exibe documentário sobre lendário cantor do underground punk



GG Allin  cambaleava pelas cidades dos Estados Unidos feito um indigente, maltrapilho. Seus shows, realizados da forma mais imunda possível, tinham propaganda nas ruas. Perto de Allin, Marilyn Manson, Sid Vicius ou mesmo o velhinho Ozzy, são apresentadores de programa infantil como Patati e Patatá. Seus shows eram uma porralouquice desenfreada, o cantor se arrebentava no palco, usava pedaços de madeira para a automutilação, instrumentos, o microfone, cacos de vidro, tudo fazia parte de sua pancadaria espiritual, selvagem e sem limites.
A Sessão Maldita leva ao público um documentário forte sobre a jornada apocalíptica deste lendário animal da cena punk underground dos EUA. Uma manifestação grotesca, hiperbólica, sanguinolenta, vinda dos pulsos de um individuo que não usou o termo punk para cantar as menininhas e seus confrades, mas para afugentar os fantasmas que os perseguiam. Sejam quais forem, cada qual usa as armas que possui a fim de espantar os seus. GG Allin empunhou seu palco, corpo e música.

Aerton Martins (APJCC)

Classificação: 18 anos.

Serviço:
Sexta-feira, dia 30 de agosto
Às 21h, no Cine Líbero Luxardo (Centur - Avenida Gentil Bittencourt, 650)
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine Líbero Luxardo
Curadoria: Aerton Martins
Apoio: APJCC

20.7.13

Sessão Daqui realiza Mostra Cinema e Miritismo no Sesc Boulevard


Mostra Cinema e Miritismo

Rorschach
8m50s

Spaghetti Eisenstein
2m40s

Pega Não Me Larga
1m

Tereza e a Crítica
8m38s

A "Sessão Daqui" é um projeto do Sesc Boulevard em parceria com a APJCC (Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema) que tem o intuito de dar visibilidade aos realizadores do cenário audiovisual paraense.

Serviço:
31 de julho, quarta-feira
Às 19h, no Sesc Boulevard
(Avenida Boulevard Castilho França, 522/523-Campina)
ENTRADA FRANCA

Realização: APJCC e SESC Boulevard
Curadoria: Tiago Freitas (APJCC)

Mais informações
Blog do Sesc Boulevard
Facebook da APJCC
(91) 8374-9497
(91) 3224-5654

28.6.13

Em Julho, a carta da APJCC é o Cinema Contemporâneo

CURSO DE CINEMA ASIÁTICO CONTEMPORÂNEO: ENFIM ÀS ÍNDIAS

Se houve vezes na História do Cinema em que os EUA trouxeram a novidade, ou a França, a Itália, o Brasil, a URSS, hoje, sem dúvida, é dos países do Extremo Oriente que surgem os objetos mais notadamente não-identificados. Afora o movimento forte de vanguarda, parece vir de lá, como se não bastasse, o melhor “cinema clássico”, assim como o melhor “cinema comercial”.
Tais cinematografias, por se tratarem de obras experimentais e/ou distantes, tem circulação restrita a poucos circuitos alternativos. Devido a essa falta de acesso, acabamos creditando a outrem o pódio que outros mereciam ocupar.
O “Curso de Cinema Asiático Contemporâneo: enfim às Índias” propõe uma grande navegação a esse inexplorado continente, tão rico e fascinante. A cartografia deverá ser crítica, os olhos nus e a vontade de exploração criativa. Serão 4 módulos, 2 cineastas perseguidos em cada. Enfim às Índias, sem sair do lugar.


Módulo 2: A vida como ela é, uma vez
(HONG SANG SOO & JIA ZHANG-KE E A ORIGEM DO MUNDO)


Se gênios do cinema como Yasujiro Ozu, Roberto Rossellini, Eric Rohmer, Jean Eustache acreditaram na máquina audiovisual como esse aparato que ao revelar o mundo constrói um universo, é porque seguiam a máxima hermética que o que está do lado de fora é como o que está do lado de dentro. Verdadeiros mensageiros alados, ao deslizar as encostas do caminho que trilharam, engendraram em seus momentos de comunicação com o mundo, fiéis epifanias, tecidas de arte e milagre.
Hong Sang-Soo e Jia Zhang-Ke, herdeiros contundentes deste cinema que Louis Lumiére, Robert Flaherty, André Bazin, Cesare Zavattini sonharam outrora, são, enquanto orientais (ocidentais), indivíduos ícones de nossa era.
Os personagens do primeiro são sempre homens-artistas-perdidos, perdidos com sua mente e a vontade inelutável de criar, perdidos com sua pica e a vontade inexorável de copular... Em “Noite e dia”, em cena antológica e ontológica, numa exposição dos quadros do realista Gustave Courbet, o casal discute, perscrutando o quadro, se ele se chama “A Origem do Mundo” ou “A Origem do Homem”. O diretor coreano Hong Sang-Soo, ao originar o seu mundo no espaço do tempo de um plano, retorna sempre às origens do homem & ao originar no personagem o homem segue sempre em direção ao mundo. Assim como o quadro que está na parede do museu não é nada além de uma superfície com tintas, o universo que se projeta fantasmático não é nada mais que luz de um outrora aprisionado. A vida como ela é, uma vez.
O segundo, o chinês Jia Zhang-Ke, impressiona com o seu faro de observador atento das superfícies mais profundas. Vê no cinema, claramente, sacro ofício de uma função: registrar o Mundo. Tarefa paradoxal em sua subjetividade-objetividade, labiríntica em suas entranhas, a arte de gravar é, em seu livre-arbítrio, problema ético dos mais complexos.
Em “Em busca da Vida”, filme onde registra o drama de cidadãos se adequando às decisões da nação, Jia traz a tona o homem em sua relação mais direta com a existência. Lembrando sempre da ficção inerente à construção artística, não obstante, nos recorda sempre que há um narrador, e que toda verdade só pode brilhar envolta neste olhar terno e desconfiado chamado mentira. A vida como ela é, uma vez.
Era uma vez...

Idealização e texto: Mateus Moura (APJCC – 2013)


SERVIÇO:


Módulo II – A vida como ela é, uma vez
09, 10, 11 e 12 de julho
De 10h as 13h
No Sesc Boulevard
(Av. Boulevard Castilho França, 522-523 – Campina)

INSCRIÇÕES ABERTAS – de 02 a 12 de julho, das 10h as 18h – no Sesc Boulevard 
CURSO GRATUITO COM VAGAS LIMITADAS
Realização: SESC e APJCC

obs: Não é preciso ter feito o módulo I para cursar este módulo.


MINI-CURSO DE CINEMA CONTEMPORÂNEO

O mini-curso pretende através do percurso instituído pelo Mestre Luiz Carlos Gonçalves de Oliveira Júnior em seus textos "A estética de fluxo no cinema contemporâneo e O cinema de fluxo e a "mise-en scene" analisar um recorte da produção cinematográfica contemporânea sob a luz dos conceitos de plano-fluxo, dispositivo e instalação, e mise en scene. De que maneira os filmes de Hou Hsiao-hsien, Gus Van Sant, Claire Denis, Apichatpong Weerasethakul entre outros, são reveladores de uma contemporânea "crise da cena" e de uma sensibilidade neo-primitiva em relação ao mundo e ao fazer cinematográfico? O problema vai do cinematógrafo Lumière aos efeitos em CGI, passando pela longa historiografia da mise en scene clássica. Interessa ao mini-curso, entretanto avaliar de que maneira os realizadores "do fluxo" impõem uma alternativa sensorial ao reino da linguagem.


Mini-curso de Cinema Contemporâneo

com Miguel Haoni (Coletivo Atalante)
10 à 12 de julho (quarta a sexta)
das 14h às 18h, no auditório do CCBEU
(Tv. Padre Eutíquio, 1309)

Inscrições: 50 R$

VAGAS LIMITADAS

Realização: Centro Cultural Brasil-Estados Unidos

Apoio: APJCC e Coletivo Atalante

Sessão Maldita exibe filme de Peter Fleischmann




Em “A Vingança de Dorothea”, diretor que fez parte do Novo Cinema Alemão realiza provocante obra surrealista.

Um ovo quebrado em primeiro plano. Um homem sedento retira o líquido podre repetidas vezes para saciar sua vontade. A cena seria grotesca se não fosse medida em tom humorístico. A certa altura, um professor explica à sua aluna que a sexualidade costumava ser escancarada sem nenhum temor: “Cleópatra teve 108 amantes”, “a rainha da bizantina adorava ter orgasmos em público”, e complementa, “houve um tempo que a sexualidade não era suja, o homem a sujou...”.
A narrativa, em “A Vingança de Dorothea”, 1974, é modorrenta, arrastada, sacana, abjeta. Carrega, na ‘sujeira’ de sua trama, uma garota e seus amigos realizando filmes educativos sobre a biologia do corpo, aventuras carnais. Genitálias dançando na tela, vovozinhos se entregando em bacanais, cortes bruscos entre as imagens e intertítulos fazem parte da obra do cineasta alemão Peter Fleishchmann, com roteiro do famoso Jean-Claude Carrière, grande parceiro do mestre espanhol Luis Buñuel.
Fleischmann fez parte do Novo Cinema Alemão e foi aclamado por Alejandro Jodorowsky e Fernando Arrabal. Alguns mobilizam a expressão “surreal” para “A Vingança de Dorothea”. Nada mais real do que sentir a estranheza que constrói o ser humano.

Aerton Martins (APJCC- 2013)

Sinopse - Dorothea, uma jovem burguesa de 17 anos, brinca com amigos de ambos os sexos, imitando a produção de filmes adultos. Logo tais brincadeiras parecem insuficientes para saciar a curiosidade da garota quanto ao sexo, o que a leva a fazer uma jornada pelo submundo da dominação, pornografia e prostituição.
Classificação: 18 anos.

Serviço:
Sexta-feira, dia 28 de junho
Às 21h, no Cine Líbero Luxardo
(Centur - Avenida Gentil Bittencourt, 650-Nazaré)
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine Líbero Luxardo
Curadoria: Aerton Martins
Apoio: APJCC

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1.4.13

[SESSÃO CANCELADA] Sessão Maldita apresenta "O último golpe", de Michael Cimino




[A seguinte sessão foi cancelada devido a problemas técnicos. Agradecemos a compreensão do público e pedimos que aguardem nova data.]

Michael Cimino: gênio e monstro da Nova Hollywood

Um totem derretido, uma nódoa conspurcada e nociva, um monstro que enterrou a si mesmo, um homem com uma crença profunda nas imagens. Antes de arrebatar os meandros do cinema com o dilacerante “O Franco Atirador” e fazer com que a poderosa United Artists fosse à falência em função dos problemas que envolveram o épico e maldito “O Portal do Paraíso”, o diretor Michael Cimino estreou atrás das câmeras com uma das obras mais pulsantes da história do cinema: “O Último Golpe”, de 1974.
Ainda inédito no mercado brasileiro, “O Último Golpe” possui, dentro de sua vigorosa direção, um enredo simples. Um ladrão profissional, “Thunderbolt”, vivido por Clint Eastwood, une-se ao aventureiro “Lightfoot” (Jeff Bridges) e seus parceiros para armar um assalto. Vários ingredientes acompanham a narrativa desconexa: salto de cortes, interlúdios cômicos, roadmovie, thriller, um pistoleiro que se diz padre, mulheres nuas invadindo a toda hora o enquadramento, o cheiro da violência, a sensibilidade escorrendo dos planos. O painel americano povoado por seres estranhos e sonhadores. É sobre a destruição das relações que Cimino opera. A conexão sensível de dois homens que se encontram por acaso.
O gigante Clint Eastwood, co-roteirista do filme, aparece em uma de suas performances mais relaxadas e agradáveis. Cimino cria o sentido do espetáculo cinematográfico no conceito que estabelece em seu soberbo controle sobre o que tateia na tela, filma, e na relação entre os personagens e o espaço. Visualmente, um dos grandes delírios que o cinema da década de 70 carrega. Não existe pior maldição para um artista ver que sua obra não chegou ao olhar do público. Dentro da Nova Hollywood* Cimino obteve sua arma, o poder de sua câmera e o atrevimento nos temas. No caso de “O Último Golpe”, os olhos calam diante de tamanha devastação, resultado da devoção de um homem que soube se ajoelhar perante sua arte.

Sobre a Nova Hollywood

No inicio dos anos 70, Hollywood passava por uma grave crise financeira. A maioria dos grandes estúdios via sua autonomia descer pelo bueiro; muitas salas de exibição transformaram-se em estacionamentos e supermercados, outras instalações eram alugadas à televisão, uma das opções que os chefões enxergavam para tentar frear o desespero financeiro.
Paralelamente, o quadro político americano contraía feridas que marcariam profundamente seu povo. É nesse contexto que nasce a chamada ‘Nova Hollywood’: cineastas que marcariam suas obras com uma estética furiosa, deixando nas telas o caráter angustiante por qual o país passava. Munidos com um arsenal interminável, os senhores da nova onda americana levaram temas fortes às telas. Para alguns, foi o nascimento das trevas, para outros, o começo da liberdade.
Obras amplificaram os problemas políticos e morais; as drogas em “Operação França”, 1971, de William Friedkin; corrupção da polícia em “Serpico”, 1973, de Sidney Lumet; a miséria e violência em “Caminhos Perigosos”, 1973, e “Taxi Driver”, 1978, ambos de Martin Scorsese; o poder da máfia em “O Poderoso Chefão”, 1972, de Francis Ford Coppola; o impacto da guerra no Vietnã é visto no épico “O Franco-Atirador”, 1978, filme do genial Michael Cimino.

(Aerton Martins - APJCC 2013)

Serviço:
Sexta-feira, dia 05 de Abril
Excepcionalmente, às 21h30, no Cine Líbero Luxardo
(Centur-Avenida Gentil Bittencourt, 650-Nazaré)
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine Líbero Luxardo
Curadoria: Aerton Martins
Apoio: APJCC

27.3.13

APJCC e SESC Boulevard realizam oficina sobre o cinema francês



A proposta da programação é percorrer o caminho do desenvolvimento da linguagem cinematográfica dentro do cinema francês. Nesse sentido, serão abordadas desde as controvérsias a respeito do nascimento do cinema pelas mãos dos irmãos Lumière até a primeira incursão dessa, então, nova tecnologia, no mundo do entretenimento através do ilusionista Georges Méliès. Ainda seguindo uma linha cronológica do desenvolvimento do cinema francês, a oficina passará pelo Impressionismo dos anos 20, pelo Surrealismo surgido no final dessa mesma década, pelo Realismo poético dos anos 30 e 40, pela sua modernização com a Nouvelle Vague e pelo papel da Cahiers du Cinéma, finalizando com uma explanação do atual cenário francês. O trabalho dos cineastas mais significativos também será abordado de forma específica.

Metodologia

A oficina será executada por meio de textos de caráter histórico e ensaios críticos sobre as várias fases do cinema francês, seus principais realizadores, e as obras de maior influência. A exposição será alternada com a exibição de trechos de filmes que elucidem cronologicamente o desenvolvimento da linguagem cinematográfica na França desde 1895 até os dias atuais.

Agenda

17/04................O Nascimento do Cinema na França | O Impressionismo

18/04................O Surrealismo | O Realismo Poético

19/04................A Cahiers du Cinéma e a Nouvelle Vague

20/04................Mise-en-scène dos Cineastas franceses | Panorama do Cinema Francês Contemporâneo


Sobre o ministrante:

Guimarães Neto é colaborador junto à APJCC no movimento cineclubista em Belém entre 2008 e 2009; membro oficial da APJCC desde de 2010, já tendo atuado nos projetos CineUEPA, Cine Aliança Francesa, Cine CASA e Cine CCBEU. Realizou dois vídeos de curta duração  (Escorpião, câncer e ságitario e Estudos Sobre o Erotismo vol.1) em novembro/dezembro de 2011 e, entre agosto e novembro de 2012, o documentário de média duração "O espectador comum".

Serviço:

Oficina "Retrospectiva sobre o cinema francês"
De 17 a 20 de Abril (quarta a sábado)
Das 10h às 13h
No Sesc Boulevard (Boulevard Castilho França, 522/523)
Inscrições de de 02 a 16/04 apenas no local
ATIVIDADE GRATUITA

9.3.13

O barulho silencioso

O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho  

por Aerton Martins (APJCC - 2013)



Poderíamos, grosseiramente, colocar o filme “O Som ao Redor”, do cineasta Kleber Mendonça Filho, na seara de filmes onde a crônica social pinta o meio por onde suas personagens dançam em suas paranoias. Mas correríamos o risco de enquadrar a linda obra do diretor pernambucano no grupo de alguns desordeiros, que utilizam as muletas fincadas em uma temática supostamente “séria”, “comprometida”, a fim, apenas, de levar seus paquidérmicos e estéreis filmes a um patamar isento de quaisquer questionamentos e pedras nos bolsos. Kleber Mendonça Filho se entrega à sétima-arte. Nós, brasileiros, adornados por uma síndrome de vagabundo e cachorro sarnento, precisamos nos afirmar como algo que existe, ser-nação, alma multicolorida e rica, que inala oxigênio, politizados e que também respira cultura e sabe comer de talheres. Seu filme não deseja afirmar e é sobre o indivíduo. Acende o som que tentamos propagar ou anular em nossos poros. Um drama do indivíduo disfarçado de crítica social. Com facilidade, as imagens saltam aos olhos, vide a cena de abertura, onde planos em preto e branco instauram um lugar, espaço, que, outrora, carregado de sofrimento com o cheiro sanguinolento do pesadelo em suas almas, permite a leitura de um dos microcosmos que cintilam na obra. Corte para uma garota de patins, símbolo de movimento e que carrega o corpo, apenas, para outro lugar, mas que leva a mesma força da inação do espírito, vazio, sem direção. Uma fatia de um condomínio, babás e suas crianças tateando o gosto pela “liberdade”, bolas, bambolês, meninos agrupados em um canto do enquadramento, a tentativa de refrear o esmagamento da construção e seus ruídos, a motosserra irritante queima e provoca inquietação. Talvez seja essa a palavra para descrever a construção de “O Som ao Redor”: inquietação.


 A narrativa acontece em torno de um quarteirão. A rua, usada como painel de declarações, dizeres grafados no asfalto, é a única detentora da aparente racionalidade. É ela quem testemunha o mundo insano e o medo irracional que os moradores sentem. Os seguranças que chegam ao local, com o suposto objetivo de trazer paz aos moradores, oferecem proteção; os “anjos da guarda” sentem receio do mal estar de uma mulher que sai do carro para vomitar e de uma criança trepada na árvore.Thriller soprando a vizinhança. O ronco do marido, os latidos do cachorro, os filhos debruçados sobre a aula de Chinês, fazem a moradora querer a máquina de lavar roupa invadindo seus desejos carnais. O carinho oferecido pela máquina em um plano próximo da parte intima da angustiada mulher cria essa proporção da tensão. O morador que defende o porteiro das acusações de estar dormindo no trabalho é o mesmo que desconfia dos pés nus do filho de sua empregada, largados e deitados no sofá de sua casa. O Scope, alargamento da tela, usado em “O Som ao Redor” potencializa esse torpor, reduz o homem a obedecer e admitir sua pequenez perante o espaço ambiente; a força misteriosa que rege nosso redor, a bola “não” utilizada, o aparelho importado queimado acidentalmente pela empregada, o som roubado do carro. A massagem dos filhos na mãe, alinhados como uma máquina sobre um corpo corroído pelo estresse, traz o barulho, a música. Relaxar corpo e mente em meio ao grito da canção, a voz alterada. A música alivia, porém também tensiona; o vendedor de discos piratas e seu carrinho alto incomodando a vizinhança.


Um filme de horror disfarçado de drama familiar. Aferir o novo trabalho de Kleber Mendonça como um filme do "horror" não seria exagero, levando em consideração que seu realizador fez o curta-metragem “Vinil Verde”, 2004, e que a palavra vem do sentimento de “repulsa”, o real contém o “horror”. Se no curta o que acontece nos corredores, cômodos da casa, onde a menina é proibida de escutar o vinil que dá nome ao título, provoca arrepios, agora, o ambiente, em “O Som ao Redor”, fabrica-os; é um plano entrecortado pelo vulto de uma criança no corredor, a espera  incômoda dos guardas na cozinha do patriarca, os corredores brancos do prédio que mais se “parecem uma fábrica”, diz a certa altura um personagem. A cena do sonho traduz o medo, temor, constante que habita o ser humano. Quando Kleber Mendonça mostrou Halloween (1978, de John Carpenter), Amantes (2008, de James Gray) e outras obras para sua equipe e seu diretor de fotografia, Pedro Sotero, sua intenção era sugerir um aprendizado sobre a arquitetura da vizinhança em uma tela larga e sentir o realismo filmado à maneira da Hollywood clássica, sem “falcatruas”, como declarou o cineasta. Em Amantes, o classudo cineasta James Gray mancha na tela suas personagens com o gosto agridoce do real, palpável, onde a câmera se aquieta e observa o percurso dolorido por qual o personagem de Joaquim Phoenix é obrigado a trilhar. Observar. É o que a câmera em “O Som ao Redor” opera. O que salta das telas é a permanência do horror em nosso doce e, por vezes, aborrecido cotidiano. "O Som ao Redor" é o barulho silencioso que o cinema brasileiro precisava.

29.12.12

Mostra Melhores de 2012 - 5 anos de APJCC




Em 2012, a APJCC comemora meia década de vida. Nesses cinco anos, foram várias as mudanças: novos integrantes foram agregados; integrantes antigos, e fundamentais, se mudaram de Belém; cineclubes nasceram, cresceram e, alguns, morreram, não sem antes frutificar. Algo persiste, entretanto, sem alteração em todos esses anos: o amor – pelo cinema, antes de tudo, e pelo debate. A materialização mais evidente desse amor é a Mostra Melhores do Ano, realizada ininterruptamente todo dezembro, mês de aniversário da APJCC, como uma retrospectiva dos grandes filmes que chegaram às telas brasileiras – sejam as dos cinemas ou as de nossos computadores – no ano que termina. A sensação, para nós, é a de rever velhos amigos, que nos proporcionaram grandes momentos durante o ano, e de poder apresentá-los a novas pessoas, torcendo para que essa amizade se espalhe e vire amor – porque grandes amizades são grandes amores. Questões infraestruturais impediram que a mostra de 2012 acontecesse em dezembro e ela migrou para janeiro de 2013. O amor, todavia, é o mesmo. Compartilhem!

Programação

09 de janeiro, quarta-feira


16h  
10º - Precisamos falar sobre o Kevin, de Lynne Ramsay 
Um adolescente promove um massacre na escola em que estuda. "Precisamos fala sobre o Kevin" trata disso a partir da perspectiva da mãe. Um filme lindo e violento como o próprio cinema, Tilda Swinton e Ezra Miller em performances únicas.
Guimarães Neto (APJCC)

18h30
9° - Caminho para o nada, de Monte Hellman
Lauren Graham é uma atriz que interpreta Velma Duran, uma descendente cubana que se envolveu com um milionário, cometendo duplo suicídio em nome desse amor proibido. Velma Duran é uma cubana lutando contra a opressão, morta pelos seus ideais, seu pai contrata Lauren Graham para interpretá-la e para morrer no lugar dela, preservando assim seus companheiros de luta. Mitchell Haven é um diretor de cinema, ele se apaixona por Lauren Graham, o que põe em risco seu “shitty hollywood movie”. Laurie Bird foi uma atriz, atuou em poucos filmes, mas dois foram suficientes para fazer um diretor se apaixonar perdidamente por ela. Hellman, o homem do inferno, Haven, heaven, talvez. Bird morreu muito nova, o problema é que o amor não tem idade pra morrer. A subida ao céu de Monte é para encontrar essa imagem perdida, por que no fim é isso e o tempo é cruel. Velma Duran, Lauren Graham, Laurie Bird são todas Shannyn Sossamon, habitam de maneira destrutiva esse corpo. “You and I know who killed Madeleine.” O engraçado é que o filme noir sempre tratou das mulheres fantasmas, nada de novo aqui.
Cauby Monteiro (APJCC)

10 de janeiro, quinta-feira


16h
8°- Cosmópolis, de David Cronenberg 
Filme problema do ano – me inquietou na poltrona em cada segundo das suas inacreditáveis uma hora e meia (parecia ter vivido toda uma vida naquela sessão). Metáforas, alegorias, símbolos e signos são abundantes, mas não é deles que quero falar. Acho mais urgente o reconhecimento de uma costura tão exata e hermética operada por Cronenberg, que diante de um material tão esmagador poderia entregar simplesmente um filme-tese, e entregou um filme-cinema.
Estética do desagradável? Sim. Niilismo no campo/contracampo? Sem dúvida. Afetuosa e sincera tentativa de recuperar algo que há muito se perdeu e que nem se tem a ideia do que seja? Aham. Cosmópolis parece uma daquelas balas que ao entrarem no corpo espalham-se por todo canto – incluindo o coração.
Felipe Cruz (APJCC)

18h30
7° - 4:44 Last Day on Earth, de Abel Ferrara 
O profano ortodoxo Abel Ferrara instiga o fim do mundo no cinema, através do cinema, pro cinema (e o cinema é e sempre será, o mundo). Cada instante de 4.44 pode ser o fim, como pode ser o meio e o início. Os problemas são os mesmos, crises infantis de ciúme, problemas com drogas, a relação homem/mulher. Adão e Eva vivem não no paraíso mas em um flat artístico em Nova York, conjugados a um problema só, obrigados pelos laços do amor a viver seus últimos instantes juntos. O medo da morte, ao ver nela só o que resta, o único futuro possível, será realmente medo? Ou será a consciência de si e de como nos ligamos a esse planeta de forma infinita e irremediável? Mesmo com todas as suas blasfêmias não existe maior crente que Abel Ferrara.
Cauby Monteiro (APJCC)

11 de janeiro, sexta-feira


16h
6°- Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca
Esfinge – imagem que ronda e assombra a humanidade já há muitos milênios. Encantamo-nos com seu enigma justamente porque o sabemos indecifrável. Olhamos o mais fixamente possível em seus olhos abissais para que os olhos do abismo se voltem para dentro de nós. A encontramos para nos perder – porque perder-se é, também, uma forma de salvar-se.
A Esfinge-Lavínia suga e revigora a essência do simplório Cauby (simplório não por condição, mas por comparação), a quem – reles mortal – não resta nada a não ser observá-la e representá-la. Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios é do gênero milagre; resultado de uma alquimia sensível em que todos os envolvidos parecem igualmente responsáveis por sua beleza ofuscante. Beleza do sexo, do desespero, do amor, da memória. Beleza do ser humano – pela qual a Esfinge, enquanto entidade imortal, encontra-se irremediavelmente também fascinada.
Felipe Cruz (APJCC)

18h30
5°- Millenium – Os homens que não amavam as mulheres, de David Fincher
“É o gay rapaz !!!! O homem que não ama as mulheres” (Conversa do Bar do Horto, mesa ao lado)
“Há algo de podre no Reino da Dinamarca” (Shakespeare)
Existe toda uma mística em torno da deep web e seu universo de violência gratuita e de uso radical das possibilidades “proibidas” da internet dentro desse contexto sobrevivendo em meio a esse caos a figura do “outsider” representado em Millenium pela imagem gélida de Lisbeth (grande trunfo do filme em relação a construção de personagens). Em meio a genealogias familiares reviradas e torturas nazistas regadas a “New Age” se esconde o amor que irá crescer para sempre ...
Gabriel Gaya (APJCC)

17 de janeiro, quinta-feira


16h
4°- O Espião que sabia demais, de Tomas Alfredson
Passado em 1973, em plena Guerra Fria, o longa gira em torno de George Smiley (Gary Oldman), um veterano da divisão de elite do serviço secreto inglês conhecida como Circo. Após a morte de seu ex-chefe e de alguns fracassos em missões internacionais, ele é chamado para desvendar um mistério sobre a identidade do agente duplo que, durante anos, trabalhou também para os soviéticos. Todos à sua volta são suspeitos, mas, como bons espiões que são, foram treinados para dissimular e trabalhar em condições de extrema tensão.

18h30
3°- J.Edgar, de Clint Eastwood
Sendo sincero, eu já estava me chateando com o Clint Eastwood. Invictus e Além da Vida foram filmes que não me desceram e eu simplesmente não entedia o que se passava com o diretor de Menina de Ouro, A Troca e Gran Torino.
Então veio o quase preto e branco de J. Edgar e as coisas voltaram a fazer sentido. Voltaram a sensibilidade, a delicadeza, a força, a contundência, o rigor, Cint voltou (alguns poderão dizer que ele não havia se ido de todo, mas eu estava com saudade de uma boa parte). Afinal, existem histórias de amor, e existem histórias de amor dirigidas por Clint Eastwood. E, como em cada um dos seus maravilhosos filmes anteriores, aqui o beijo (único) também vem acompanhado de uma enxurrada de socos e pontapés – daí jamais ser esquecido, daí ser eterno.
Felipe Cruz (APJCC)

Dia 18 de janeiro, sexta-feira


16h
2°- Drive, de Nicolas Winding Refn
“Do amor romântico ao terror catártico em questão de segundos”
O filme que subverteu o gênero “Ação” e que entrou no circuito de cinema oficial em 2012 causou comoção ainda em 2011 quando vazou na internet . O boca a boca gerado na blogsfera,conversas de bar, redes sociais e sites especializados acabou fazendo o filme crescer em público...O tratamento elegante dado as cenas de violência e afeto protagonizadas por um herói lacônico dão a tonica do filme junto a um forte apelo revivalista do universo “Synth”.
Gabriel Gaya (APJCC)

18h30
1°- Moonrise Kingdom, de Wes Anderson
Re- inventor do humor chuvoso a La “Peanuts” Wes Anderson retoma perifericamente ao tema da orfandade em seu último filme “Moonrise Kingdom”, um libelo sobre a crueza do amor infanto-juvenil feito por quem nunca subestimou (assim como a supracitada tira de quadrinhos/desenho animado) a sensibilidade das crianças grandes que somos todos nós.
Gabriel Gaya (APJCC)

Serviço:

Dia 09, 10, 11, 17 e 18 de janeiro
Sessões às 16h e 18h30 no Cine Teatro do CCBEU
(Travessa Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA
Realização: APJCC e CCBEU

Mais informações:
cineccbeu.blogspot.com
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Twitter da APJCC
Facebook
(91) 8374-9497
(91) 8158-1840

5.12.12

Melhores do Ano 2012

Depois de algum tempo sem atualizações, o blog da APJCC retoma as atividades com boas notícias: vem aí mais uma Mostra Melhores do Ano! Enquanto acertamos os últimos detalhes, aproveitamos para divulgar as listas individuais dos melhores filmes de 2012, segundo os integrantes da Associação. Nas listas, constam tanto filmes deste ano quanto outros feitos em anos anteriores, mas que apenas há poucos meses estrearam no circuito brasileiro.
Concordem, discordem.
Opinem


AERTON MARTINS

1- O espião que sabia demais, de Tomas Alfredson
2- Millenium - os homens que não amavam as mulheres, de David Fincher
3- J. Edgar, de Clint Eastwood
4- Drive, de Nicolas Winding Refn




CAUBY MONTEIRO
1 - Caminho para o nada, de Monte Hellman
      Cosmopolis, de David Cronenberg
      Holy motors, de Leos Carax
      Mistérios de Lisboa, de Raul Ruíz 
      4:44 Last Day on Earth, de Abel Ferrara
2 - Moonrise Kingdom, de Wes Anderson
     Espião que sabia demais, Thomas Alfredson
3 - Em outro país, de Hong Sang-soo
4 - Habemus papam, de Nanni Moretti
5 - Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant



FÁBIA MARTINS
1 - Drive, de Nicolas Winding Refn
2 - J.Edgar, de Clint Eastwood
3 - Millenium – os homens que não amavam as mulheres, David Fincher
4 - Precisamos falar sobre o Kevin, de Lynne Ramsay
5 - A invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese
6 – Valente, de Brenda Chapman
7 – Prometeus, de Ridley Scott
8 – A perseguição, de Joe Carnahan
9 - Um método perigoso, de David Cronenberg
10 – Shame, de Steve Mcqueen



FELIPE CRUZ
1- Moonrise Kingdom, de Wes Anderson
2- Caminho para o nada, de Monte Hellman
3- Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant
4- J. Edgar, de Clint Eastwood
5- Espião que Sabia Demais, de Tomas Alfredson
6- Pina, de Wim Wenders
7- Drive, de Nicolas Winding Refn
8- Deus da Carnificina, de Roman Polasnki
9- A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese
10- Valente, de Brenda Chapman
      As vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky



GABRIEL GAYA
1- Eva no Verão, de Dodô Azevedo (curta)
2- Moonrise Kingdom, de  Wes Anderson
3- Millenniun - os homens que não amavam as mulheres, de David Fincher
4- Drive, de Nicolas Winding Refn
5- Remixtexturas, de Lucas Gouvea e Mateus Moura




GUIMARÃES NETO
1. Precisamos Falar Sobre o Kevin, de Lynne Ramsay
2. Drive, de Nicolas Winding Refn
3. J Edgar, de Clint Eastwood
4. Moonrise Kingdom, de Wes Anderson






JULIANA MAUÉS
1 - Cosmopolis, de David Cronenberg
2 - Caminho para o nada, de Monte Hellman 
3 - Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant
4 - J.Edgar, de Clint Eastwood
5 - 4:44 Last Day on Earth, de Abel Ferrara
     O homem da máfia, de Andrew Dominik    
     Drive, de Nicolas Winding Refn
     O espetacular homem aranha, de Marc Webb
6 - Pina, de Wim Wenders
     A invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese




LUAH SAMPAIO
1 - Moonrise Kingdom, de Wes Anderson
2 - Drive, de Nicolas Winding Refn
3 - O céu sobre os ombros, de Sergio Borges.








MATEUS MOURA
1 - A morte de Carlão Reichenbach
2 - Um alguém apaixonado, de Abbas Kiarostami
3 - Moonrise kingdom, de Wes Anderson
4 - Drive, de Nicolas Winding Refn








MAX ANDREONE
1 - The Dark Knight Rises, de Christopher Nolan
2- J. Edgar, de Clint Eastwood
3 - O espião que sabia demais, de Tomas Alfredson
4 - 4:44 Last Day on Earth, de Abel Ferrara
5 - Moonrise Kingdom, de Wes Anderson
6 - Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant



MIGUEL HAONI
1 - Moonrise Kingdom, de Wes Anderson
2 - Millenium - Os Homens Que não Amavam as Mulheres, de David Fincher
3 - J. Edgar, de Clint Eastwood
4 - A Fábrica, de Aly Muritiba








RODRIGO CRUZ
1 - Cosmópolis, de David Cronenberg
2 - A Febre do Rato, de Cláudio Assis
3 - Drive, de Nicolas Winding Refn
4 - Um alguém Apaixonado, de Abbas Kiarostami
5 - Um método perigoso, de David Cronenberg
6 - Millenium - os homens que não amavam as mulheres, de David Fincher
7 - Pina, de Wim Wenders
8 - Shame, de Steve Mcqueen
9 - Moonrise Kingdom, de Wes Anderson
10 - A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese



TIAGO FREITAS
1- Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant
2-Drive, de Nicolas Winding Refn
3- Espião que sabia demais, de Tomas Alfredson
4- Moonrise Kingdom, de Wes Anderson
5- 4:44 Last Day on Earth, de Abel Ferrara
6-O Céu sobre os ombros, de Sergio Borges
7-Pina, de Wim Wenders
8- Shame, de Steve Mcqueen