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11.3.14
Cine CCBEU homenageia Philip Seymour Hoffman e Eduardo Coutinho
A programação de março do Cine CCBEU fará homenagens póstumas à duas grandes figuras do cenário cinematográfico que nos deixaram recentemente: o ator Philip Seymour Hoffman, que está presente em "Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto", e ao grande cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, com o filme "Edifício Master".
Dia 13/03:"Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto", de Sidney Lumet
Sinopse:Nova York. Andrew "Andy" Hanson (Philip Seymour Hoffman) é um viciado em drogas cuja carreira de executivo está desmoronando. Para se livrar de uma auditoria, que demonstrará graves problemas na sua área, convence o irmão Hank (Ethan Hawke), que também tem problemas financeiros (deve três meses da pensão da sua filha, cuja guarda está com a ex-mulher), a assaltar a joalheria dos pais deles, Charles (Albert Finney) e Nanette (Rosemary Harris). O plano parece fácil, pois eles conhecem bem o funcionamento do lugar. Na hora da ação, os dois esperavam encontrar apenas uma idosa funcionária, mas sua mãe aparece de surpresa na hora do roubo. O cúmplice de Hank acaba ferindo-a tão gravemente que ela, apesar de não falecer, é considerada clinicamente morta. Charles jura se vingar a qualquer custo dos culpados, sem saber que está à caça de seus próprios filhos. Agora os dois irmãos precisarão lidar com as repercussões do seu trágico plano.
País:EUA
Ano:2007
Duração: 117 minutos
12 anos
Dia 20/03:"Edifício Master", de Eduardo Coutinho
Sinopse:O cotidiano dos moradores do Edifício Master, situado em Copacabana, a um quarteirão da praia. O prédio tem 12 andares e 23 apartamentos por andar. Ao todo são 276 conjugados, onde moram cerca de 500 pessoas. Eduardo Coutinho e sua equipe entrevistaram 37 moradores e conseguiram extrair histórias íntimas e reveladoras de suas vidas.
País: Brasil
Ano: 2002
Duração: 110 minutos
12 anos
Serviço:
Quintas-feiras, às 18h30
No Cine Teatro do CCBEU
(Travessa Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA
Coordenação e Curadoria: Tiago Freitas e Max Andreone (APJCC)
Realização: CCBEU e APJCC
Mais informações:
cineccbeu.blogspot.com
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Twitter da APJCC: http://twitter.com/ apjccnews
Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100001008778896
8374-9497
8158-1840
(Tiago Freitas)
Filme "proibido" de Eduardo Coutinho em única exibição na Sessão Maldita
“Um Dia na Vida” tem sessão no dia 14 de março, às 20h, com entrada franca.
“Um resumo forçado da TV onde o espectador não tem o controle para mudar”. Assim, Coutinho tenta descrever “Um dia na vida”.
A TV aberta é violenta? É Bizarra? “A TV fala dela mesma, mas a percepção está na mente de cada espectador, não sabemos e ninguém sabe o que ela provoca na mente de cada indivíduo”, disse Coutinho. O diretor adorava descobrir e sentir o ser humano!
“Um Dia na Vida” ficou conhecido como o “proibidão de Coutinho”, uma espécie de pesquisa, obra, objeto, reflexo. Imagens extraídas da TV aberta, enxertos de novela, peças publicitárias, desenhos, rede globo, SBT, rede TV, a nação brasileira e a bandeja diversa que encontramos ao encarar a programação nas emissoras. Mas, desta vez, o poder de mudar o canal não reside em nossas mãos; é Eduardo Coutinho quem comanda! Em homenagem ao gigante do cinema nacional, a Sessão Maldita oferece “Um dia na vida”.
Aerton Martins (APJCC - 2014)
Serviço:
Dia 14 de março (Sexta) - 20h
ENTRADA FRANCA
Classificação: 18 anos
Cine Líbero Luxardo (Centur) - Avenida Gentil Bittencourt, 650.
Realização: APJCC
Organização: Aerton Martins
Apoio: Cine Líbero Luxardo
30.1.14
Programação de fevereiro do Cine CCBEU
Dia 06/02 – "Thomas Crown-A Arte do crime" de John McTiernan
*Comentários: Cauby Monteiro(APJCC)
País: EUA
Ano: 1999
Duração: 105 minutos
12 anos
Dia 20/02 -"Veludo Azul" de David Lynch
Sinopse:Jeffrey Beaumont (Kyle MacLachlan), um rapaz simplório que acaba de voltar à cidade, envolve-se em uma perigosa investigação sobre os negócios de um traficante de drogas (Dennis Hopper) que mantém uma sádica relação com a bela cantora de cabaré Dorothy Vallens (Isabella Rossellini).
País:EUA
Ano:1986
Duração: 120 minutos
12 anos
Serviço:
Quintas-feiras, às 18h30
No Cine Teatro do CCBEU
(Travessa Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA
Coordenação e Curadoria: Tiago Freitas e Max Andreone(APJCC)
Realização: CCBEU e APJCC
Mais informações:
cineccbeu.blogspot.com
E-mail: cineccbeu@gmail.com
(91) 8374-9497
(91) 8158-1840
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Sessão Maldita apresenta "O dia da desforra", de Sergio Sollima
Jonathan Corbett (Lee Van Cleef) é o mais impecável dos caçadores de recompensas. Ele é tão capaz na caça aos criminosos que sua popularidade na região faz com que um milionário resolva financiar sua candidatura ao senado. Antes disso, porém, Corbett se coloca a caçar Cuchillo (Tomas Millian), jovem mexicano acusado de estuprar e matar uma menina de doze anos. O jogo de gato e rato entre Corbett e Cuchillo, porém, vai aos pouco desfazendo as boas maneiras do cada vez mais exasperado caçador de recompensas, assim como criando questões sobre a verdadeira culpa do fugitivo. Entre os realizadores que se dedicaram ao faroeste político, nenhum filmou de forma mais incisiva do que o grande Sergio Sollima. O Dia da Desforra parte de uma premissa farsesca, uma série de encontros e perseguições em que o grande homem da lei segue incapaz de capturar a sua presa. Mas, aos poucos, Corbett vai realizando que este não é um trabalho como qualquer outro, e que a determinação de Cuchillo em não ser capturado esconde algo maior. Da mesma forma, O Dia da Desforra está mais interessado em questionar o verdadeiro sentido da justiça. Sollima transformaria o grande sucesso de O Dia da Desforra em uma série de outros filmes ainda mais incisivos, incluindo uma seqüência – Corre, Homem, Corre – em que Cuchillo é reimaginado como um revolucionário.
(Texto de Filipe Furtado. Fonte: http://www.faroestespaghetti.com.br/filme04.html)
(La Resa dei Conti, Sergio Sollima, 1966, 107', Ita/Esp, 14 anos)
Serviço:
Dia: 31/01 (sexta-feira)
Horário: 21h
Entrada Franca
End: Av. Gentil Bittencourt, 650, Térreo - Fcptn
Realização: Cine Líbero Luxardo
Apoio: APJCC
22.12.13
Mostra Melhores de 2013 – 6 anos de APJCC
Em 2013, pela primeira vez, um filme brasileiro ocupa o topo desde que a APJCC assumiu a proposta de listar as melhores produções cinematográficas do ano. A diversidade de nacionalidades também é uma marca dos 12 filmes que dividem as 10 colocações da lista: além do brasileiro, há cinema americano, francês, português, chinês (Hong Kong), sul-coreano. À exceção do primeiro lugar, que contou com larga vantagem, a votação que levou a esta relação de filmes foi bastante acirrada, tanto que era impossível prevê-la antes de que todos os votos estivessem contabilizados. Esta votação apertada já era esperada quando da divulgação das listas individuais, em que poucas eram as unanimidades - dissonância esta que nos foi muito bem vinda. Pivô de um empate, o 10º lugar fica dividido entre três filmes: o americano "Soldado Universal 4", o sul-coreano "A visitante francesa" e o brasileiro "A Ilha". A impossibilidade de exibir os três filmes durante a Mostra, entretanto, exigiu o desempate. Falando nela, a Mostra Melhores de 2013 acontece nas 2ª e 3ª semanas de janeiro no CCBEU, sempre com duas sessões diárias e entrada franca.
Dia 09/01 (quinta-feira)
16h - Soldado Universal 4: Juízo Final, de John Hyams
Na sequência de abertura de “Soldado Universal 4: Juízo Final”, o espectador recebe um belo presente, tamanha a riqueza da composição nas cenas. Filmada inteiramente com o recurso da câmera subjetiva, é difícil não se entregar ao primor que ela despeja. Joguem fora a violência estilizada que pulula hoje nos filmes de ação, acrescentem frieza e uma direção redonda, de um maluco chamado John Hyams, que soube injetar ânimo e estofo cinematográfico em um filme que é a sequência de uma franquia capenga iniciada pelo astro Van Damme no início dos anos 90. “Soldado Universal: Juízo Final” é brutal, denso e transpira cinema.
Aerton Martins
18h30 - Django Livre, de Quentin Tarantino
Esqueçam a pataquada à época do lançamento de “Django Livre” nos cinemas, quando críticos incautos o compararam ao filme de Sergio Corbucci. Do filme do diretor italiano apenas a força do nome do personagem baila no ar. Tarantino é acusado de ser um dos grandes gatunos da da sétima-arte. E, na vasta história de todas as artes, quem não foi? O cineasta foi um rato de locadora que não precisou da academia a fim de aprender que a defesa de um conteúdo nas telas deve prioritariamente empunhar o cinema, e poucos o operam com tamanho ardor. “Django Livre” é tão ingênuo, frágil, quanto selvagem. O cinema precisa cuspir provocação e “Django Livre” purula sua fração, doa a quem doer.
Aerton Martins
Dia 10/01 (sexta-feira)
16h - Blind Detective, de Johnnie To
Tal qual toda tradição de cinema popular, o cinema de Hong Kong se faz em gêneros. “Blind Detective” é não apenas um, mas todos os gêneros consagrados pelo território hoje reincorporado à China. Johnnie To faz, em sua montanha russa de emoções, comédia, romance, policial, suspense, melodrama. É importante não perder o verbo de vista: “Blind Detective” não tem todos esses gêneros; ele é todos eles. E, sendo assim, acho que dá para dizer: “Blind Detective” é o cinema de Hong Kong.
Juliana Maués
18h30 - Drug War, de Johnnie To
Bresson está vivo. Um condenado à morte não escapou.
Mateus Moura
Dia 15/01 (quarta-feira)
16h – Passion, de Brian de Palma
“Passion”, de Brian de Palma, é um filme sobre o olhar: o olhar que olha, o olhar que é olhado e o olhar que olha enquanto é olhado. Ele afirma que até as partes do corpo livres de visão ganham olhos, vigiam. É por ter essa noção do poder do olhar que de Palma é o único cineasta vivo com o direito de usar o split-screen. Essa técnica impõe uma fratura na natureza, o olhar separa-se, quebra o espaço-tempo, move-se livremente no campo cinematográfico. Ele dilacera o cinema como um assassino dilacera sua vítima. Como bom aluno de Hitchcock que é, de Palma sabe que esse assassino é ele e, acima de tudo, nós.
Cauby Monteiro
18h30 - Antes da meia-noite, de Richard Linklater
Amanhecer: fé no frescor; afeto pelo que está por vir.
Pôr do sol: espanto diante do sol que ainda brilha; maturidade que ainda sonha.
Meia-noite: transformação no breu; salto cego na fé incerta de que voltará a amanhecer.
Felipe Cruz
Dia 16/01 – quinta-feira
16h – Tabu, de Miguel Gomes
Aparentemente, um filme sobre a relação de três mulheres em um prédio antigo de Lisboa, e que se revela um recorte poético, épico sobre Aurora, seu nascimento, juventude, maturidade e morte; um filme sobre o que nos tornamos, sobre o que é esquecido e em seguida lembrado.
Guimarães Neto
18h30 - A garota de lugar nenhum, de Jean-Claude Brisseau
Os velhos mestres, nessa virada de década, apostam na pedagogia do olhar (aprender a ver, antes de aprender a ler) para fazer com que a juventude (a humanidade, meus caros) reaprenda a “ver”. Se, como afirma Bressane, o obsceno é a nova sensibilidade, esses senhores aceitaram a missão de educar-nos, para melhor compreendermos que o tempo é o da História. Brisseau filma aos 69 como se tivesse 19, em seu apartamento, com uma equipe minúscula, com uma câmera semi-profissional e fazendo travellings com carrinhos de bebê. É brincando que se ensina e é essa noção meliesiana de fazer cinema - com amor, com a simples vontade de fazer - a grande lição de Jean-Claude Brisseau. De mostrar que para viajar ao espaço precisa-se apenas de um carrinho de bebê, estrelas pintadas em uma tela e a busca, cada vez mais esquecida, daquilo que é transcendental - ou seja: eterno e belo.
Cauby Monteiro
Dia 17/01 (sexta-feira)
15h30 (excepcionalmente) - O Mestre, de Paul Thomas Anderson
Um filme sobre jornadas estilhaçadas com os pés sobre o manto da dor e farsa. A força de “O Mestre” se encontra no espelho incerto que une os dois personagens principais. Ambos correm para alcançar algo que conforte suas almas. Em meio à loucura e à pregação, o cineasta Paul Thomas Anderson nos concedeu o maior embate do ano nas telas. Dodd e Freddie dançam em cacos na narrativa ousada de um dos grandes cineastas do século.
Aerton Martins
18h30 – O som ao redor, de Kleber Mendonça Filho
Um filme de horror disfarçado de drama familiar. Aferir “O Som ao Redor”, do cineasta Kleber Mendonça, como um filme do "horror" não seria exagero, levando em consideração que seu realizador fez o curta-metragem “Vinil Verde” (2004) e que a palavra vem do sentimento de “repulsa”, o real contém o “horror”. O que salta das telas é a permanência do horror em nosso doce e, por vezes, aborrecido cotidiano. "O Som ao Redor" é o barulho silencioso que o cinema nacional precisava.
Aerton Martins
Serviço:
Mostra Melhores de 2013 - 6 anos de APJCC
Dias 09 e 10 (quinta e sexta) e de 15 a 17 (quarta a sexta) de janeiro
Sessões às 16h e 19h (dia 17, excepcionalmente, às 15h30 e 19h)
Local: Cine-teatro do CCBEU - Tv. Pe. Eutíquio, 1309
Entrada franca
Realização: APJCC e CCBEU
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