12.12.10
Inovacine finaliza atividades de 2010
A perspectiva de discussão democrática a partir da construção de uma comunidade de olhar crítico é mais uma vez o viés do debate que será conduzido pelo coordenador do projeto Francisco Weyl nesta quarta-feira no Iphan.
Mais de 100 novos cineclubistas nascidos dos 10 municípios visitados neste ano compõem o coro de uma nova cultura cinematográfica no Estado. Mateus Moura agradece, pois, segundo ele, aprendeu muito mais que ensinou. Miguel Haoni assina embaixo, e afirma que “o processo de aprendizagem não pode parar”.
É com muita alegria e satisfação que mais uma vez o INOVACINE saúda a emergência desta nova cultura cinematográfica no Estado, seja de espectadores, críticos, cineastas ou claquetistas.
A convocação para prestigiar os filmes deste paraense é feita a todos que se interessam. A entrada, assim como a conversa, como sempre, são francas. Todos são bem-vindos ao brinde final. Vida longa à cultura.
Entrega de certificados
Aproveitamos a oportunidade para entregar os certificados daqueles que fizeram as oficinas do INOVACINE na região metropolitana de Belém (Marambaia, Guamá e CENTUR).
Sinopses:
Rocinha Brasil 77 (18 minutos – 16/35mm) Sinopse: Investigação sobre hábitos e qualidade de vida da maior favela da América Latina. A câmera passeia, enquanto em off, ouve-se reflexões de moradores sobre questões do dia-a-dia da comunidade.
Ñanderu, Panorâmica Tupinambá (10 min/35mm)Sinopse: Resgate poético da memória de nossos antepassados Tupinambá. Considerados extintos ainda no século XVI. O filme conta com o depoimento de Verá Miri, Cacique/Pajé da tribo Guarani Mimbiá.
Marajó, O Movimento das Águas (20 min/35mm)Sinopse: Filme iniciado em 1991, interrompido, por problemas técnicos e finalizado em 2010. A câmera percorre as margens do Amazonas, focando a diversidade da flora virgem. Caminha entre trilhas de gravetos culminando com a marcha folclorica dos ritmos marajoaras. O filme é uma homenagem a professora Lindalva Caetano, pesquisadora do Folclore Marajoara.
Serviço:
15/12 (quarta-feira)
19:00
No IPHAN - Tv. Rui Barbosa, esquina da Av. Governador José Malcher
ENTRADA FRANCA
Realização: INOVACINE
Apoio: IPHAN
Informações: (91) 8717-5666
29.11.10
O cinema marginal de Ozualdo Candeias no Inovacine
A Margem. Ozualdo Candeias. 1967. p/b.
“A margem foi o seguinte: eu inventei a porra da história a partir de umas coisas que eu tinha lido num jornal – que eu também leio jornais –, daí eu cato essas coisas e enfio na história.” (Ozualdo Candeias)
O que seria um “cinema marginal”? Algo que está à margem é algo que, não podendo seguir a correnteza, resta. Resta por opção ou pelos espinhos da estrada? Por condição ou sobrevivência? Fazer cinema, para um cara chamado Ozualdo Candeias, era simplesmente um ato poético e necessário, um trampo da alma. As suas condições eram as mais precárias possíveis, e é desse limite que nasce a sua liberdade: a responsabilidade de assumir esteticamente a condição de existência à margem, e se expressar cinematograficamente.
O que seria o “cinema marginal”? Produtos audiovisuais surgidos na Boca do Lixo em São Paulo, que inclui tanto filmes experimentais de cineastas como Sganzerla, Bressane e Reichembach até pornochanchadas de apelo notadamente meramente comercial. Candeias, denominado por Jairo Ferreira “marginal dos marginais”, é, na verdade, não o “pai dos marginais” (título concedido mais ao Mojica), mas um filho sem pai, um marginal dos marginais mesmo, um objeto não-identificado, um solitário, um anjo do arrabalde.
“A Margem”, seu primeiro filme, lançado em 67, trata dos “marginais” de forma existencial. Atravessando o discurso afinado da elite intelectual burguesa cinemanovista espetacularizadora da fome, Candeias não procura legitimar sociologicamente as brutas imagens que explodem na tela. Elas simplesmente são o que são: fruto de uma busca humilde e digna de um cinepoeta por seu estilo; subjaz no contexto estético os quilos da realidade vivida, que não pesam mais que a mão de uma criança abandonada, o olhar de uma prostituta sem perspectiva e o franzido cenho de um trabalhador explorado. Como disse Inácio Araújo, “não é filme sobre os marginais, mas entre eles, com eles”.
Ruy Gardnier afirma que “Candeias, é, mais que tudo, um ‘cineasta de sobrevivência’”. Concordo. Fazia a câmera, fotografia, roteiro, montagem; respirava cinema para não morrer, sob o signo de escorpião.
Há mais coisas entre Glauber e Meirelles do que sonha a nossa vã ignorância enquanto público de cinema brasileiro (e falo aqui do brasileiro que assiste cinema!). Conhecer Candeias é tão essencial quanto conhecer Vigo, Buñuel, Jesus Franco, Jean Rollin, e tantos outros poetas do cinema “pobre”. Contra todas as convenções inúteis se insurge o cinema dos vagabundos que por aí vanguardeiam, os que por ele são tocados eu convoco para prestigiar a sessão: lá, um dos notáveis desconhecidos se apresentará em suspiro poético audiovisual. Essa sessão é dedicada não aos que escolhem o cinema, mas aos que por ele são escolhidos.
Mateus Moura (APJCC – 2010)
Serviço:
1º de dezembro (quarta)
às 18h30
No auditório do IPHAN - Tv. Rui Barbosa, esquina da Av. Governador José Malcher
ENTRADA FRANCA
Realização: INOVACINE
Apoio: IPHAN
Informações: (91) 8717-5666
16.11.10
Os OVNIs de Colares no Inovacine
"Chupa-chupa: A história que veio do céu". Roger Elarrat e Adriano Barroso. 2007.
Chupa-chupa é a expressão atribuída, pelos moradores da ilha de Colares, no Pará, a Objetos Voadores Não Identificados que, em 1977, teriam feito aparições nos céus da cidade e até sugado o sangue de alguns colonos. O episódio chamou a atenção do poder público e das autoridades militares, que teriam montado a maior operação militar em torno de um evento ufológico que se tem notícia no Brasil. Chupa-Chupa: A História que veio do Céu reconta a história 30 anos depois, através do olhar e do imaginário dos colarenses, como a obra de Mestre Pacau, pescador e compositor de carimbó sobre o Chupa-chupa.
Serviço:
17 de novembro (quarta)
às 18h30
No auditório do IPHAN (Travessa Rui Barbosa, esquina da Avenida Governador José Malcher)
ENTRADA FRANCA
Realização: INOVACINE
Apoio: IPHAN
Informações: (91) 8717-5666
1.11.10
A obra-prima de Andrea Tonacci no Inovacine
Serviço:
03 de novembro (quarta)
às 18h30
No auditório do IPHAN - Tv Rui Barbosa, esquina da Av Governador José Malcher
ENTRADA FRANCA
Realização: INOVACINE
Apoio: IPHAN
Informações: (91) 8813-1891
5.10.10
"Fabricando Tom Zé" na tela do INOVACINE
"Fabricando Tom Zé", de Décio Matos Jr.
Quando o jovem produtor e diretor, Décio Matos Júnior resolve fazer um documentário sobre a vida e a obra de Tom Zé acompanhando sua turnê pela Europa em 2005, ele, mais ou menos consciente, erige uma declaração de amor à Arte. Através da Arte, o que é muito melhor!
A relação orgânica do documentarista-criador com o fenômeno que pretende registrar na sua hora e meia de filme, transcende a pretensão média sub-jornalística do gênero e fabrica uma outra História do Brasil: a do homem velho, sábio, simples, baiano que tem seus altos e baixos e nunca foi totalmente assimilado pelos seus pares.
A sensibilidade do registro e a visceralidade do registrado dão ao documentário brasileiro um dos seus instantes máximos de catarse. A ampla aceitação popular do filme no país é a prova disso. É a mea-culpa de um Brasil que nunca deu a atenção devida a este grande artista em particular e a outros grandes artistas em geral.
Aqui cabe talvez um parêntese pessoalíssimo: mesmo a América sendo a terra do cinema, a crítica americana nunca conseguiu assimilar dignamente artistas como Chaplin, Hitchcock e os diretores de Western. Gente que devotou a sua vida a dar ao cinema americano aquilo que ele tem de mais vital e criativo eram tratados como "mercadoria" dentro da politicagem hollywoodiana. Observar Orson Welles, autor do melhor filme de todos os tempos, ter que, no final da vida, pedir "pelo-amor-de-deus" à burrocracia cinematografica mundial para conseguir realizar seus filmes é ABSOLUTAMENTE REVOLTANTE! Num mundo em que o artista é a escória e o farsante é coroado não podemos jamais ser condescendentes com os "Avatares" da vida. Num país em que Glauber Rocha é um quase-total desconhecido e Ozualdo Candeias nem tem mais o quase, não dá pra continuar rindo das graças de Guel Arraes! E isso falando só de cinema! A Humanidade já sabe que a arte é importante mas continua jogando pro Artista o osso duro do esquecimento enquanto que os agentes da mediocridade abundam confortavelmente à mesa da cultura.
Voltando ao Tom Zé, ele é tudo e mais que isso e o filme de Décio Matos Júnior nos põe em conflito direto com este grande sujeito.
O Inovacine orgulhosamente apresenta "Fabricando Tom Zé". Cinema brasileiro engarrafado, já vem pronto e tabelado, é somente requentar. E usar.
Miguel Haoni (APJCC - 2010)
Serviço:
06 de outubro (quarta)
às 18h30
No auditório do IPHAN (Travessa Rui Barbosa, esquina da Avenida Governador José Malcher)
ENTRADA FRANCA
Realização: INOVACINE
Apoio: IPHAN
Informações: (91) 8813-1891
22.9.10
Inovacine faz 1 ano e se firma como projeto social
A dimensão desta análise pode ser facilmente contabilizada: em um ano, o Inovacine organizou 7 mostras de cinema (“Glauber Rocha”; “Cinema Paraense”; “O novo cinema paraense”; “O negro no cinema de Nelson pereira dos santos”, “Invasão Beto Brant”; “Cinema Novo”; “Cinema Marginal”), tendo formado mais de 100 cineclubistas nas oficinas realizadas em 12 municípios, aonde aconteceram 73 sessões cineclubistas, com a projeção de 86 filmes, sendo 38 paraenses, 27 nacionais e 20 estrangeiros.
E para marcar o primeiro ano do Inovacine, os organizadores do projeto realizaram uma consulta pública para saber qual filme passar no dia 22 de setembro de 2010. O filme selecionado foi “A poeta da praia”, de Márcio Barradas. A sessão acontecerá às 18H30min no auditório do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com entrada e diálogo francos.
Sobre este realizador, o coordenador do Inovacine, Francisco Weyl escreveu um texto crítico denominado “O realizador da ilha”, que transcrevemos abaixo:
“Um realizador de cinema independente é como uma ilha, entretanto, mais que terra ele é pedra, mas não cercada de água e sim por montanhas, por todos os lados.
E se o mundo é uma ilha, margeada, por tsunamis, o realizador independente, à margem, também constrói terremotos submarinos.
Isolado, mas não solitário, o realizador independente é capaz de sobreviver a todas estas intempéries produzidas pelo subcinema comercial.
Porque assim ele (d)escreve a sua a gramatologia fílmica, por entre experimentalismos e narrativas, forjados à vigília e lapidados em pedras que depois se tornam esculturas.
As ilhas de tão distantes, paradisíacas, são pinturas de sonhos, imagens. Assim é Mosqueiro”.
A Poeta da praia (Sinopse): Filósofa moradora de rua vive refugiada numa ilha, fugindo do contato humano. Passa seus dias perambulando pelas praias escrevendo seus pensamentos na areia. Não demora muito para ser notada pela população local, que não entende as atitudes da estranha mulher e passa a hostilizá-la. Sua vida, então, fica mais exposta às mazelas de uma sociedade contraditória e violenta.
SERVIÇO – 1 ano do Projeto INOVACINE. Projeção de “A poeta da praia”, de Márcio Barradas. Dia 22, 18H30min. No auditório do Iphan. Entrada e diálogos francos.
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FONTE: Ascom/Fapespa
6.9.10
Doc-ficção de Afonso Galindo é cartaz do Inovacine
Doc-ficção sobre o processo de pesquisa de Vicente Salles (pesquisador) para publicação de sua importante obra “O Negro no Pará – Sob o Regime da Escravidão”. Com depoimentos de remanescentes do quilombo de Petimandeua (Castanhal -Pará), pesquisadoras e integrante do movimento Negro no Pará, em busca do percurso dessa investigação histórica. Conta também com o depoimento de Clea Simões, atriz paraense e membro da comunidade barbadiana.
Ficha técnica
Direção: Afonso Gallindo
Roteiro: Afonso Gallindo/Rose Silveira
Produção Executiva: Rose Silveira
Edição: Afonso Gallindo /André Mardock
Produção: Maria Christina
Fotografia: Marcelo Rodrigues
Mixagem Aúdio: Léo Bitar
Elenco: Dani Sá e Ronald Bergman (in memoriam)
Realização/Patrocínio: Instituto de Artes do Pará (IAP) / Projeto Raízes
Serviço:
“O Negro no Pará - Cinco Décadas Depois”, de Afonso Galindo
Dia 08 de setembro (quarta-feira)
Às 18h30
No auditório do IPHAN - Tv Rui Barbosa, esquina da Avenida Governador José Malcher.
Realização: INOVACINE.
Apoio: IPHAN.
Informações: (91) 8813-1891
ENTRADA FRANCA
23.8.10
INOVACINE traz Machado de Assis pela câmera de Julio Bressane
"Brás Cubas", de Julio Bressane
Machado de Assis foi, e ainda é, o maior romancista do Brasil. Suas obras punham a nu o mito do "bom brasileiro" ao retratarem a cretinice, o egoísmo e a covardia do povo. "Memórias Póstumas de Brás Cubas" é seu testamento poético. Ao recapitular a vida e morte de um legítimo e vazio burguês perdido na côrte, Machado analisa com humor e coragem o espírito humano em seus aspectos mais pífios e embaraçosos.
Julio Bressane é o fauno do cinema underground brasileiro. Erotismo e ironia são os ingredientes principais na sua experimentação cinepoética. "Matou a Família e Foi ao Cinema", um dos maiores filmes da história do cinema brasileiro, é uma cuspida audiovisual no olho da mediocridade. Seu rigor cênico e seu despojamento são a prova cabal de que é possível realizar obras-primas sem dinheiro nenhum. Uma verdadeira lição aos pseudo-cineastas pobres, ricos e de classe-média.
O encontro do grande mestre com o pequeno gênio resultou em um filme bestial. "Brás Cubas" é um orgasmo de experimentação, ousadia e lirismo. Machado de Assis sadomasoquista encontra a sacanagem demolidora do grupo teatral "Asdrúbal Trouxe o Trombone" e do epidérmico Luís Fernando Guimarães. O filme em si revela o olhar de Bressane sobre o Rio de Janeiro ao retratar em Brás Cubas o primeiro garotão da Zona Sul, e o Paço Imperial como palco da pornochanchada realista.
"Brás Cubas" é a releitura cinestética de (quase) todos os capítulos do livro. Um filme gigantesco de baixíssimo orçamento que escorre arte dentro do acuado cinema brasileiro dos anos 80.
Miguel Haoni
(APJCC - 2010)
Serviço:
“Brás Cubas”, de Julio Bressane
Data: 25 de agosto (quarta-feira) às 18h30
Lcal: Auditório do IPHAN - Tv Rui Barbosa, esquina da Avenida Governador José Malcher.
Realização: INOVACINE
Apoio: IPHAN
Informações: (91) 8813-1891
17.8.10
Pequena Mostra do Essencial Desconhecido traz obras raras do cinema
Esta Pequena Mostra do Essencial Desconhecido começa com o clássico noir “Anjo do Mal”, do 'contrabandista' Samuel Fuller; segue com o vanguardista “Limite”, do brasileiro Mário Peixoto; continua com o onírico “Lisa e o Diabo" do maestro italiano Mario Bava; vai ao oriente com o mestre contemporâneo Hou Hsiao-Hsien e sua homenagem a Yasujiro Ozu com “Café Lumiére”; e finaliza, como sempre, com uma sessão paraense de curtas, o documentário de denúncia “Dezinho”, de Evandro Medeiros e a ficção fantástica “Matinta Perera”, de Jorge Vidal.
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| 23 de agosto: Anjo do Mal, de Samuel Fuller |
Agenda do INOVACINE privilegia cinema marginal
O INOVACINE anuncia que a Oficina de Formação Cineclubista acontecerá, em seu maior formato, para todos os interessados residentes da região metropolitana de Belém. Serão ofertadas 80 vagas, número correspondente à lotação do Cine-Teatro Líbero Luxardo. De 23 a 27 de agosto, das 9h às 12h, os inscritos participarão da programação, que tem como conteúdo a instrumentalização prática de se tocar um cineclube (da pré à pós produção) e o aprofundamento na teoria cinematográfica através de sua História.
À tarde, das 14h às 18h, a programação continua com exibição de filmes. As sessões complementam as aulas da manhã, mas são também abertas ao público que não participa da Oficina. Na curadoria das obras, foi escolhido o viés da maldição (confira a programação aqui).
* * *
O INOVACINE, projeto fruto da parceria entre a FAPESPA e a APJCC, tem como norte, neste segundo semestre, manter regularidade de, pelo menos, uma ação a cada 15 dias em Belém e uma viagem todo mês a outras cidades do Estado.
Antes do evento no Centur, nos dias 20, 21 e 22 de agosto o INOVACINE ministra, em formato mais reduzido, a mesma Oficina na UEPa de Igarapé-Açú. Na programação, o gênero do fantástico será privilegiado. Além da sessão paraense, que exibirá o premiado “Chama Verequete”, de Luiz Arnaldo e Rogério Parreira, serão exibidos a ficção científica “2001: Uma Odisséia no Espaço”, de Stanley Kubrick, e o terror “O despertar da besta”, de José Mojica Marins.
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As inscrições para a programação em Belém podem ser feitas por e-mail (comunica@fapespa.pa.gov.br) com o assunto INSCRIÇÃO. No conteúdo, devem constar apenas o nome completo e o contato telefônico do interessado. Qualquer dúvida ligar para (91) 8114-8146 e falar com Francisco Weyl, assessor de comunicação da Fapespa e coordenador do INOVACINE.
A inscrição é gratuita, a conversa é franca.
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Serviço:
Belém
Cine Líbero Luxardo, na Fundação Tancredo Neves (Centur) - Av. Gentil Bittencourt,650, Térreo
Dias: 23 a 27 de agosto
Horário: 9h às 12h/ 14h às 17h.
Igarapé-Açu:
Campus da UEPa
Dias: 20 a 22 de agosto
Horário: 9h às 12h/ 18h às 21h.
Todas as programações têm entrada franca
Realização: INOVACINE / Parceria: FAPESPA/APJCC
10.8.10
Inovacine/ Iphan apresenta "Cabanos", de Sebastião Pereira
8.8.10
Testemunho sobre a Mostra Novo Cinema Paraense*
30.7.10
Mostra Novo Cinema Paraense estreia o cineclube Inovacine/IPHAN
Em maior ou menor nível, todo realizador paraense é essencialmente um guerreiro. A luta por condições de produção e distribuição transforma cada processo/filme num trabalho hercúleo de resistência e paixão. Obviamente, isso significaria muito pouco se na base das obras não houvesse a sensibilidade estética e a inventividade necessárias para a constituição de um Cinema Paraense maiúsculo, livre da muleta da indulgência histérica regionalista.
Existe um cinema paraense? Qual a relevância deste movimento para a arte cinematográfica nacional e mundial? De que maneira tais obras representam os anseios poéticos dos amazônidas em pleno século XXI? Tais reflexões estão na base da "Mostra do Novo Cinema Paraense", uma realização do INOVACINE em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) e com 9 dos melhores realizadores locais que, em 3 dias, exibirão suas obras e discutirão com o público os principios artísticos e éticos que regem seus trabalhos.
Quem quiser venha ver, ouvir, pensar e discutir. A mostra acontece nos dias 4, 5 e 6 de agosto no Auditório do IPHAN (Av. Governador José Malcher, 563 - Nazaré) a partir das 18h30 com entrada e conversa franca.
Miguel Haoni (APJCC - 2010)
A partir de agosto, o cineclube funcionará quinzenalmente às quartas-feiras, às 18h30, no Auditório do IPHAN (Av. Governador José Malcher, 563) e continuará o projeto de reflexão e debate sobre o cinema documental, o cinema brasileiro e o cinema paraense - sempre contando com a colaboração dos realizadores locais.
O Inovacine - uma parceria entre Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (FAPESPA) e Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) - abre sua programação com a mostra especial "Novo Cinema Paraense" nos dias 4, 5 e 6 de agosto (quarta a sexta) sempre com entrada franca.
I)"Puzzle" de Marcelo Marat
II)"Invisiveis prazeres cotidianos" de Jorane Castro
III)"Salvaterra - Terra de Negro" de Priscila Brasil
05/08 (quinta):
I) "Semiótica-nossa-de-cada-dia" de Darcel Andrade
II) "Mãos de Outubro" de Vitor Souza Lima
III)"A Poeta da Praia" de Márcio Barradas
06/08 (sexta):
I) "Dias" de Fernando Segtowick
II)"Contracorrente" de Francisco Weyl
III)"A Descoberta da Amazônia pelos Turcos Encantados" de Luiz Arnaldo Campos
Dias 4, 5 e 6 de agosto (quarta, quinta e sexta)
Sessões às 18h30 (seguidas de debates com os realizadores)
no IPHAN (Av. Governador José Malcher, 563 - Nazaré)
ENTRADA FRANCA
Realização: Inovacine
Parceria: IPHAN
Informações: (91) 8813-1891
21.7.10
I JOPACINE realiza discussão de eixos temáticos
Organizado por representantes de diversas entidades cineclubistas, como O INOVACINE/FAPESPA e a APJCC (Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema), o JOPACINE irá tratar de assuntos de interesse comum ao movimento, tais como a fundação da Federação Paraense de Cineclubes (ParáCINE), a aprovação de seu estatuto, eleição da diretoria, além da discussão de políticas públicas de incentivo aos cineclubes, e estratégias de desenvolvimento da atividade cineclubista no Estado do Pará, entre outros tópicos.
Podem participar do JOPACINE todas as organizações cineclubistas atuantes no Estado do Pará, filiados ou não ao CNC (Conselho Nacional de Cineclubes), representantes de instituições públicas e particulares, entidades da sociedade civil e outras nas quais sejam desenvolvidas atividades de caráter cineclubista. As inscrições estão abertas até o dia 23 de julho, 19 horas, no Colégio Davi . O material de inscrição pode ser enviado para o e-mail jopacine@gmail.com ou para a Comissão Organizadora da Jornada Paraense de Cineclubes – JOPACINE – Presidente Vargas, 1020, Centro – CEP: 66017-000 Belém – PA.
Serviço:
I Jornada Paraense de Cineclubes
Data: 23 a 25 de julho (sexta a domingo)
Horário: A Partir das 8h
Local: Escola Estadual Davi Salomão Mufarrej - Av. Alm. Tamandaré, 256
Inscrições até 22 de julho
Informações: http://jopacine.wordpress.com/
13.7.10
Bragacine vive o cinema no Museu da Marujada
Ai que vida”, de Cícero Filho, é o filme escolhido para abrir a programação do BRAGACINE. Sucesso de público onde tem sido exibida, esta narrativa audiovisual se passa na fictícia cidade de Poço Fundo, no interior do Nordeste, sob um verdadeiro caos por causa da administração de um prefeito corrupto, até que uma moradora se revolta e decide “acordar” o povo sobre a atual situação da cidade.
As datas das próximas sessões do BRAGACINE já estão definidas: dias 04/09, 25/09, 16/10, 06/11, 27/11 e 18/12 às 19h. Mas o espaço destas sessões ainda está a ser articulado pela equipe organizadora do BRAGACINE, na qual se destacam alguns jovens formados pela oficina cineclubista desenvolvida em abril pelo Projeto INOVACINE no Município.
Entre os jovens da equipe organizadora estão: Adria Larissa Belém da Silva, Alex Jean Ferreira da Silva, Alex Luan Brito Macedo, Andriele Cavalcante Alves, Euclides Gonçalves dos Santos Neto, Jayne Andrade de Oliveira, Luciane Batista de Sousa, Luiz Alan Melo, Maria Genailze de Oliveira Ribeiro, Nayna Gisella Sousa Costa, Tamiris Milena Da Silva, Thiago do Socorro dos Santos Ferreira. Grande parte deles já confirmou presença em Belém na Jornada Paraense de Cineclubes, dias 23 e 25 de julho.
SERVIÇO: Inauguração do Cineclube BRAGACINE. Museu da Marujada. Bragança. Dia 16 de julho de 2010. A partir das 19H. Entrada e diálogo francos. Realização: BRAGACINE. Apoio: Projeto Aluno Repórter, Inovacine-Fapespa, Secretaria de Educação do Estado do Pará.
Fonte: Ascom/ Fapespa
24.2.10
Profissão : Cineclubista
Acabamos de exibir Luzes da cidade para mais de 30 crianças na periferia de Santarém. O equipamento - que pertence à Fapespa e ao saudoso Chico Weyl - é garantia de botar sessão onde a gente quiser (a APJCC ainda sonha com essa autonomia - e acreditamos que não está longe).
A obra-prima de Charlie Chaplin não estava na programação. Estava programado "A grande ilusão" de Jean Renoir. Pro obra do destino, e da incomunicabilidade, o espaço foi avisado que a sessão seria infantil. Enquanto "montamos o circo" discutimos: e então, passar ou não passar o filme do francês? No fim, coincidentemente, um plano B surgiu no meu porta-dvd: Charles Chaplin... Renoir sem dúvida aprovaria a substituição, e se sentaria feliz no meio da criançada.
Nenhuma das presentes tinha ido ao cinema, só tinham visto filmes na tv. Mudo, preto e branco, várias novidades. A maioria tão nova que não tinha iniciado o bê-a-bá, eu fiquei na condição de leitor dos poucos letreiros do filme.
Risadas, atenção, maravilhamento... foi um sonho. No fim, a tentativa de conversa... lona! Como eu tinha imaginado, esse é o último nível do aprendizado, a didática com o público infantil é só pra samurai faixa vermelha mesmo. Um dia a gente chega lá.
O filme não foi discutido ou analisado. As crianças só se manifestaram - com um gesto, como Carlitos ensinou - para responder a uma pergunta: "- Vocês querem mais? Queriam ver mais cinema, mais filmes como esse?". A resposta foi o bom e velho "ok".
Texto: Mateus Moura (APJCC - 2010)
Imagens: Miguel Haoni (APJCC - 2010)
19.12.09
"Iracema, uma transa amazônica" na tela do INOVACINE
Iracema, uma transa amazônica
O Brasil é o país dos dilaceramentos. A realidade geopolítica é tão ancorada em disparidades que por vezes o brasileiro se surpreende com um país alienígena, que também é seu. Em 1974, uma equipe de filmagem resolveu mergulhar no desafio de construir uma narrativa tomando esta premissa como base, cujo resultado - o filme "Iracema, uma transa amazônica" - é talvez o trabalho mais inovador sobre os limites entre documentário e ficção já feito.
Paulo César Pereio e Edna de Cássia representam o abismo entre o "Brasil Grande" propagandeado pelo regime e a precariedade do povo que sobrevive à margem da ilusão de progresso. Orlando Senna desenvolve tal roteiro não numa escrita de ferro mas, sobretudo, no suor dos personagens.
Nesta perspectiva destaca-se, entretanto, o cine-olho de Jorge Bodanzky que ao resignificar a "realidade tomada de improviso" vertoviana dá novo sentido ao método da entrevista e das relações entre a equipe de filmagem e o universo registrado/representado.
Reexibir "Iracema" em Belém é oportunidade, não só para celebrar os 35 anos desta obra-prima, como também para reavaliarmos enquanto amazônidas o dilaceramento que abandona no meio da estrada, prostituído e banguela, este Brasil alienígena que sempre foi o nosso.
Miguel Haoni (APJCC - 2009)
SERVIÇO:
Local: Loja Ná Figueiredo (Av. Gentil Bittencourt, 449)
Data: 21/12/09 (segunda-feira)
Hora: 18:30
Entrada franca.
REALIZAÇÃO: FAPESPA
PARCERIA: APJCC
APOIO: LOJAS NÁ FIGUEIREDO
21.10.09
Obra-prima do cinema nacional na tela do INOVACINE
INOVACINE apresenta:
Eles não usam black-tie
A adaptação da peça de Gianfrancesco Guarnieri coloca em foco as agruras da classe operária no mundo cão que foi o Brasil brasileiro em fins dos anos 70. Após a experiência reveladora na produção do documentário "ABC da Greve", Leon Hirszman parte para a ficção com o engajamento e a humildade que sempre estiveram presentes em sua trajetória. Seu estilo clássico e seu rigor humanista contribuem para a consistência irretocável de "Eles não usam black-tie".
Entretanto, é nas articulações entre dramas públicos e lugares privados que o filme estabelece suas bases. Conflitos e paixões familiares desenrolam-se sob o olhar não-sectário da câmera na constatação de que o encanto também tem suas rotinas.
"Eles não usam black-tie" é um filme direto, transparente, que fala de um país (e seu cinema) que poderia ter sido mas não foi.
Miguel Haoni
(APJCC - 2009)
Serviço:
Local: Loja Ná Figueiredo (Av. Gentil Bittencourt, 449, entre Dr. Moraes e Rui Barbosa)
Data: 27/10/09 (excepcionalmente na terça-feira)
Hora: 18:30
Entrada franca
Realização: FAPESPA
Parceria: APJCC
Apoio: Lojas Ná Figueredo
15.10.09
INOVACINE lota “Ná Figueredo”
O espaço cultural Ná Figueredo foi pequeno para o quem assistiu ao filme “Serra pelada – esperança não é sonho”, da paraense Priscilla Brasil. A seguir a projeção, que começou às 18h30min, a realizadora enfrentou uma bateria de perguntas do público jovem que tem acompanhado o INOVACINE. E as questões sociais que envolvem o garimpo de Serra Pelada tornaram-se o centro dos debates, que, aliás, caracterizam as atividades cineclubistas, mas a estética, entretanto, não ficou de fora.
Arquiteta com pós-graduação em marketing e negócios do audiovisual, Priscila Brasil tem 31 anos, iniciou sua carreira em 2004 e desponta na cena cinematográfica paraense como diretora de documentários.
No debate após a sessão, a realizadora disse que o garimpo sempre fez parte de sua vida, desde quando adolescente, até que decidiu filmar Serra Pelada, onde a princípio se sentiu amarrada a um roteiro, mas que, admitiu, aquela realidade transformou a sua perspectiva, pelo que ela abriu mão de uma rota de entrevistas, colocando-se, enquanto realizadora, em confronto com o próprio fazer cinematográfico, motivo pelo qual ela considera o seu filme uma narrativa de conflitos: conflito pessoal, conflito ético, conflito entre garimpeiros e Vale, conflito de informações sobre este problema social.
Priscilla Brasil, que também é realizadora do doc “As Filhas da Chiquita” e fez produção executiva para o “Brega S/A” disse que aposta no acaso, motivo pelo qual ela afirma não ter respostas para o que acontece no garimpo. Humilde, ela diz que a leitura narrativa de seu filme é subjetiva e não pretende encontrar respostas, mas indagações. E uma destas indagações refere-se à própria ética humana do artista, quando este se abandona para imergir em sua obra. No caso particular de Priscila Brasil, uma gravidez de cinco meses
O diretor da Associação Paraense dos Jovens Críticos de Cinema (APJCC), Mateus Moura, avalia que os debates tem sido positivos. Moura, que também é um dos curadores do INOVACINE, diz que a Fapespa faz a coisa certa ao investir neste projeto, que, segundo ele, abre uma nova janela ao cinema paraense e nacional - no gênero documental. Na opinião dele, o INOVACINE marca um diferencial na cena cineclubista na medida em que coloca realizadores e produtores locais em contato direto com o público da terra.
“O fato é que o cinema paraense há muito reivindica o seu espaço nos circuitos cineclubistas que estão a se espalhar na cidade, tanto em instituições, organizações não-governamentais, quanto na rua, portanto, havia uma lacuna que precisava ser ocupada, e a Fapespa, junto com a APJCC e o Ná Figueredo, soube perceber isso na hora certa, respondendo também a uma aspiração do público, motivo pelo qual as sessões estão a se tornar um sucesso, seja pela presença cada vez maior da comunidade nas sessões, seja pela qualidade dos conteúdos que emergem nos debates que realizamos logo após as sessões”, afirma.
Os debates que são realizados após as sessões do INOVACINE estão sendo gravados pelo Gabinete de Comunicação e Imagem da Fapespa. O objetivo é digitalizar todos os comentários e intervenções, disponibilizá-los no site da Fundação e, dentro de um ano, organizá-los em um livro, que trará também entrevistas com realizadores paraenses que estão participando deste projeto, além de fotografias de registro das sessões. De acordo com o coordenador de comunicação da Fundação, Francisco Weyl, “o livro será lançado em um seminário, quiçá, com o anúncio de uma bolsa de pesquisa em cinema, por exemplo, na Escola de Cuba”, projeta.
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FONTE: Ascom / Fapespa
6.10.09
Priscila Brasil fala do seu cinema e de cinema, terça-feira na Ná Figueiredo
CINECLUBE INOVACINE APRESENTA:
Da parceria entre FAPESPA (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará), APJCC (Associação de Jovens Críticos do Pará) e Ná Figueiredo, surge o mais novo cineclube da cidade: o INOVACINE. Com regularidade quinzenal, às segundas-feiras, no espaço Ná Figueiredo (Av. Gentil Bittencourt, n°449), uma sessão cineclubista será realizada pela FAPESPA, com a curadoria da APJCC.
A programação, que inicia no dia 28 de setembro, pretende, até o fim do ano, seguir 3 linhas norteadoras, porém não totalitárias: o cinema brasileiro, o cinema documental e o cinema local.
São 10 filmes até o dia 21 de dezembro. Quatro foram escolhidos pelos membros da APJCC e receberão sua curadoria, três foram escolhidos por cineastas da região metropolitana de Belém, e os outros três são curtas-metragens dirigidos ou produzidos pelos mesmos. Nesta sessão para ilustres convidados, um filme de curta duração próprio e um de longa do seu gosto serão exibidos um após o outro; e, ao fim, uma conversa acontecerá entre cineasta e público.
O objetivo é divulgar a cultura cinematográfica mundial, refletir o cinema em si (ficcional e documental), e percorrer com os olhos e ouvidos os caminhos que ele desbrava.
Depois do sonho maravilhoso, a vigília curiosa. Assim o homem evoluiu, assim o homem evoluirá.
Mateus Moura (APJCC-2009)
Programação Inovacine:
Serra Pelada – esperança não é sonho. Priscila Brasil. 2008 (curta).
Sinopse: A expectativa de reabertura do garimpo de Serra Pelada mobiliza a população garimpeira, em meio à dívida social do Estado brasileiro.
F for Fake. Orson Welles. 1975. 85’.
Sinopse: Rodado como um documentário, este filme introduz o personagem de Elmyr de Hory, um pintor que vive de falsificações de quadros de famosos como Van Gogh, Picasso e muitos outros, e faz passar como se fossem os originais. Welles também acrescenta à história uma atriz e um biógrafo. Com muitas semelhanças à própria vida de Welles, o diretor de Cidadão Kane ilude o espectador que já não sabe o que é real ou não. A premissa é: se Elmyr é capaz de pintar uma cópia perfeita de um quadro famoso e engana os maiores experts do mundo, então ele é tão genial quanto o verdadeiro pintor que ele está copiando?.
Comentários: Priscila Brasil
SERVIÇO:
Local: Loja Ná Figueiredo (Av. Gentil Bittencourt, 449, entre Dr. Moraes e Rui Barbosa)
Data: 13/10/09 (terça-feira)
Hora: 18:30
Entrada franca
REALIZAÇÃO: FAPESPA
PARCERIA: APJCC
APOIO: LOJAS NÁ FIGUEIREDO
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO SEMPRE NO BLOG DA APJCC: http://apjcc.blog.terra.com.br/
















