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23.9.13

Coisas de Cinema apresenta "Colateral", de Michael Mann



Sinopse: Max vive há 12 anos como um simples motorista de táxi. Muitos rostos surgiram e sumiram no seu espelho retrovisor e ele já esqueceu muitas pessoas e lugares… até esta noite. Vincent é um assassino de aluguel. Quando os membros de um cartel do narcotráfico descobrem que estão prestes a serem condenados por um júri federal, é montada uma operação para identificar e matar as testemunhas-chave. E esta noite é o último estágio.
Vincent chega a Los Angeles e devem aparecer cinco corpos. As circunstâncias o obrigam a sequestrar o táxi de Max, que acaba se tornando uma espécie de “garantia” — no lugar errado e na hora errada, ele pode ser sacrificado por um motivo estratégico. Durante toda a noite, Vincent força Max a levá-lo a um determinado endereço e, enquanto a polícia de Los Angeles e o FBI correm para interceptá-los, Max e Vincent acabam dependendo um do outro para sobreviver, de modos que nenhum deles poderia imaginar.

Serviço:
Coisas de Cinema apresenta “Colateral”, de Michal Mann.
Data: 25 de setembro (quarta)
Horário: 19h30
Local: Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci
Entrada franca!

Realização: APJCC e Espaço Cultural Coisas de Negro

Informações: (91) 81522588

16.8.13

Filme de John Carpenter marca retorno do “Coisas de Cinema”


Cineclube de Icoaraci retoma atividades com exibição de “Os aventureiros do bairro proibido”



Uma das reclamações mais frequentes do público de cineclubes é que as iniciativas, em Belém, só acontecem no centro da cidade. Em 2010, o “Coisas de Cinema” surgiu como uma opção para o público do distrito de Icoaraci. A parceria entre a Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e o Espaço Cultural Coisas de Negro retoma suas atividades depois de um hiato de 2 anos, em função de problemas técnicos e de estrutura.

“As sessões que a APJCC organiza desde sua fundação movimentaram a cidade em um período em que a cultura cineclubista estava acamada, estéril, ter um cineclube em Icoaraci possibilita criarmos mais descobertas. Infelizmente ainda existem pessoas que não podem se locomover até o centro, por um sem números de motivos”, declara Aerton Martins, curador do projeto Coisas de Cinema e um dos fundadores da APJCC.

As sessões semanais às quartas-feiras foram desenvolvidas com o propósito de exibir filmes importantes para a história do cinema e obras desconhecidas pelo grande público, independentemente do país de origem, ano de produção e gênero. A proposta foi cumprida e projeções de cinema brasileiro, italiano, americano, coreano e chileno ganharam a tela do Coisas em um ano de atividades. Quanto aos gêneros, terror, drama, suspense e romance são só alguns dos que estiveram presentes.

Sessão de retorno

Sob a curadoria de Aerton Martins, a sessão de retorno exibe um filme que é clássico absoluto para quem cresceu vendo televisão nas décadas de 1980 e 1990: Os aventureiros do bairro proibido. Lançado em 1986, o filme não nega a estética oitentista, década muitas vezes menosprezada por certa ala da cinefilia.

A direção de um dos maiores autores do cinema norte-americano, John Carpenter (mais conhecido por “Halloween: a noite do terror” e pelas duas “Fugas”, de NY e de LA), flerta com o cinema fantástico e com o gênero de artes marciais para contar uma estória envolvendo feitiçaria chinesa no submundo da Chinatown de São Francisco.


Reafirmando o valor de uma das parcerias mais celebradas do cinema, o filme é protagonizado por um carismático Kurt Russell. Ele interpreta Jack Burton, um caminhoneiro que, ao ajudar um amigo, vê-se envolvido na luta contra uma maldição milenar, materializada na figura do feiticeiro Lo Pan. Outros destaques do elenco são Kim Cattrall, Dennis Dun e James Hong.

“Os aventureiros do bairro proibido” será exibido no dia 21 de agosto, quarta-feira, às 19h30. A entrada é franca.

Serviço:
Coisas de Cinema apresenta “Os aventureiros do bairro proibido”
Data: 21 de Agosto (quarta)
Horário: 19h30
Local: Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci
Entrada franca!

Realização: APJCC e Espaço Cultural Coisas de Negro
Informações: (91) 81522588

25.4.11

Coisas de Cinema apresenta "UP - Altas Aventuras", de Pete Docter


O que seria do homem sem a imaginação? O que seria do homem sem o amor?

UP, animação da Pixar dirigida e escrita por Pete Docter, é uma das respostas mais exatas e afetuosas a essas perguntas. Docter nos fala da imaginação de um coração que conheceu o amor, e agora vai passar pela difícil caminhada em direção a um mundo em que o objeto de tanto amor já não existe – mas que ainda é repleto de novas aventuras a ser vividas. A viagem de Kurt e Russel pelas terras desconhecidas da América Latina pode ser tomada por várias coisas: divertida, agradável, infantil. O que me parece essencial é encará-la como a despedida que todos nós somos obrigados a encarar quando ainda queremos seguir em frente. UP é um ato de amor, é a fé inesgotável na animação 3D desses artistas-divindades da Pixar, é uma das produções áudio-visuais mais importantes dessa década que vivemos. Gosto mais de viver em um mundo em que obras como esta são possíveis (tamanha é a capacidade da Imaginação e do Amor).

Felipe Cruz (APJCC -2011)

Serviço:

Data: 27 de abril (quarta-feira)
às 19h30
no Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci
Entrada franca!

Realização: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema e Espaço Cultural Coisas de Negro
Informações: (91) 81522588 ou (91) 88906669

28.3.11

Sessão adiada!

Em virtude de acontecimentos que fogem ao nosso alcance, informamos que a sessão desta quarta do cineclube Coisas de Cinema, que exibiria o filme "UP", foi adiada para data ainda não confirmada. Pedimos desculpas pelo transtorno e agradecemos a compreensão. Assim que um novo dia for marcado, a informação será divulgada aqui no blog.

Cordialmente,

Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema

25.3.11

SESSÃO ADIADA! Coisas de Cinema apresenta "Up - Altas Aventuras", de Pete Docter


O que seria do homem sem a imaginação? O que seria do homem sem o amor?


UP, animação da Pixar dirigida e escrita por Pete Docter, é uma das respostas mais exatas e afetuosas a essas perguntas. Docter nos fala da imaginação de um coração que conheceu o amor, e agora vai passar pela difícil caminhada em direção a um mundo em que o objeto de tanto amor já não existe – mas que ainda é repleto de novas aventuras a ser vividas. A viagem de Kurt e Russel pelas terras desconhecidas da América Latina pode ser tomada por várias coisas: divertida, agradável, infantil. O que me parece essencial é encará-la como a despedida que todos nós somos obrigados a encarar quando ainda queremos seguir em frente. UP é um ato de amor, é a fé inesgotável na animação 3D desses artistas-divindades da Pixar, é uma das produções áudio-visuais mais importantes dessa década que vivemos. Gosto mais de viver em um mundo em que obras como esta são possíveis (tamanha é a capacidade da Imaginação e do Amor).

Felipe Cruz (APJCC -2011)

Serviço:

Data: a confirmar
às 19h30
no Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci
Entrada franca!

Realização: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema e Espaço Cultural Coisas de Negro
Informações: (91) 81522588 ou (91) 88906669

14.3.11

Coisas de Cinema comemora um ano com exibição de "Clube da Luta"


Uma das reclamações mais freqüentes do público de cineclubes é que as iniciativas, em Belém, só acontecem no centro da cidade. Em 2010, o “Coisas de Cinema” surgiu como uma opção para o público do distrito de Icoaraci. Parceria entre a Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e o Espaço Cultural Coisas de Negro, o cineclube comemora um ano de atividades na próxima quarta, 16, e exibe o filme “Clube da Luta”, de David Fincher. A entrada, sempre, é franca. 

As sessões semanais às quartas-feiras foram desenvolvidas com o propósito de exibir filmes importantes para a história do cinema e obras desconhecidas pelo grande público, independentemente do país de origem, ano de produção e gênero. A proposta foi cumprida e projeções de cinema brasileiro, italiano, americano, coreano e chileno ganharam a tela do “Coisas”. Quanto aos gêneros, terror, drama, suspense e romance são só alguns dos que estiveram presentes. 

Sessão de aniversário 

Escolhido por Aerton Martins, produtor do "Coisas", o filme “Clube da Luta” será exibido na comemoração do 1º ano de atividade do cineclube. A obra do diretor David Fincher de 1999 traz um dos personagens mais emblemáticos dos últimos anos: Tyler Durden, vivido por Brad Pitt em um dos melhores papéis de sua carreira. 

A história acompanha Jack (Edward Norton), um executivo yuppie que trabalha como investigador de seguros e mora confortavelmente. A sua ansiedade o faz conviver com pessoas problemáticas, como a viciada Marla Singer (Helena Bonham Carter) e conhecer estranhos como Tyler Durden. Misterioso e cheios de idéias, Tyler apresenta a Jack um grupo secreto que se encontra para extravasar suas angústias e tensões através de violentos combates corporais. 

Serviço:
Coisas de Cinema apresenta “Clube da Luta”, de David Fncher 
Data: 16 de março (quarta) 
Horário: 19h30 
Local: Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci 
Entrada franca!

Realização: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema e Espaço Cultural Coisas de Negro 
Informações: (91) 81522588 ou (91) 88906669

11.2.11

Coisas de Cinema exibe"Nascido para Matar", de Stanley Kubrick




Sobre o filme:

A guerra do Vietnã serviu de ponto de partida para que cineastas corajosos pudessem extrair suas verdades. A câmera do inquieto cineasta Stanley Kubrick suja a tela com uma beleza purulenta, sádica, onde respinga não só o sangue dos soldados, mas também sua habilidade para criar imagens que entraram para a história do cinema. Kubrick deixa em Nascido para Matar não só a visão dos americanos para a guerra, mas uma obra que define seu gênio e a arte que ele escolheu; o cinema.

Aerton Martins (APJCC- 2011)


Serviço:

Data: 16 de Fevereiro (quarta-feira)
Horário: 19h30
Local: Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci
Entrada franca!

Informações: (91) 81522588 ou (91) 88906669.
Realização: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Espaço Cultural Coisas de Negro. 

23.1.11

Cineclube exibe “Watchmen” para comemorar dia do quadrinho

Sessão especial do cineclube Coisas de Cinema também celebra os 20 anos da associação de quadrinhistas Ponto de Fuga



Artes com histórias relativamente recentes, quadrinhos e cinema são linguagens cujo diálogo produziu bons resultados. “Watchmen”, filme de Zack Snyder adaptado da obra de Alan Moore, é o bem sucedido fruto de uma dessas incursões. Ele é também o escolhido pelo cineclube Coisas de Cinema para homenagear o dia do quadrinho (30 de janeiro), em programação que comemora ainda os 20 anos da Associação de Quadrinhistas Ponto de Fuga. A sessão acontece no próximo dia 26, a partir das 19h30, e tem entrada franca.


Diretor de “Madrugada dos Mortos” e “300”, Zack Snyder assumiu uma grande responsabilidade quando, em 2007, deu início à adaptação da graphic novel seminal de Alan Moore. “Snyder foi ousado, tocou em uma obra tão impensável para as telas que muitos desistiram de filmá-la. Alan Moore pediu para que seu nome fosse retirado dos créditos do filme por abominar os meandros desse maldito terreno chamado Hollywood”, comenta Aerton Martins, integrante da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema e coordenador do cineclube.

Aclamada pela crítica e adorada pelos fãs da nona arte, a obra de Moore revolucionou com sua complexa estrutura narrativa e uma trama na qual seres humanos comuns, utilizando máscaras, combatem o crime. Já o filme de Snyder é considerado uma das melhores adaptações de quadrinhos para o universo cinematográfico.


“Desenhistas, fanzineiros, quadrinhistas, cinéfilos, críticos de cinema, público, não importa o rótulo, o que fica é o convite para uma conversa aberta sobre estes dois segmentos que deram cor e movimento ao que conhecemos como arte”, finaliza Aerton.

Ponto de Fuga

Primeiro grupo de quadrinhos de Belém, o Ponto de Fuga surgiu na década de 1980 após uma oficina ministrada por Gian Danton e Joe Bennett na Fundação Cultural Tancredo Neves (Centur). A produção divulgada em fanzines e exposições promovidas pelo grupo ajudou a dar voz a toda uma geração de amantes da nona arte em Belém. No dia 26, integrantes do grupo estarão presentes para comentar a sessão e conversar com o público.


Serviço:

Coisas de Cinema apresenta “Watchmen”, de Zack Snyder
Data: 26 de janeiro (quarta-feira)
Local: Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci
Horário: 19h30
Comentários: Associação Ponto de Fuga e convidados
Entrada franca


Realização: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Espaço Cultural Coisas de Negro.
Parceria: Associação Ponto de Fuga.
Informações: (91) 8152-2588 ou (91) 8890-6669

17.1.11

Coisas de Cinema abre suas atividades de 2011 com o aclamado filme chileno ‘Mirageman’

Coisas de Cinema apresenta:

"Mirageman", de Ernesto Días Espinoza


O contexto realista do filme Mirageman o consagrou como um dos melhores filmes sobre super-heróis já feitos. A obra carrega uma força brutal mostrando o protagonista Maco, que, motivado pela recuperação de seu irmão, enfrenta o crime. Ele não tem super poderes e não carrega a presunção e inteligência dos heróis que pululam na maioria das obras, mas exala verdade. Maco é de ‘carne e osso’, combate o crime pegando ônibus e ajudando o caminhão de lixo. O diretor Espinoza exibe um raro controle de direção nas cenas de ação, prioriza a coreografia das lutas, demonstra um senso de equilíbrio supremo onde vibra humor, ação e drama. Mirageman pode ser considerado o melhor filme de 2007 que pouca gente viu, hipnótico do começo ao fim.
Aerton Martins (APJCC- 2011)


Serviço:


Coisas de Cinema apresenta “Mirageman”, de Ernesto Días Espinoza. Chile. 90 min.
Data: 19 de janeiro (quarta-feira)
Horário: 19h30
Local: Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci
ENTRADA FRANCA

Realização: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Espaço Cultural Coisas de Negro.
Informações: (91) 8152-2588 ou (91) 8890-6669.

13.12.10

Filme visceral de George Romero no coisas de cinema

Coisas de Cinema apresenta

“A Noite dos Mortos Vivos”, de George Romero





Sinopse:


A radiação provocada pela queda de um satélite faz com que os mortos saiam de suas covas como zumbis comedores de gente, levando um grupo de pessoas refugiado em uma casa a lutar pela sobrevivência contra uma horda sedenta de carne e sangue.


Notas

Vampiros, lobisomens, expressionismo alemão, seja o filme Barba Azul de Melies, é nocivo para a sétima-arte apontar o que e quem foi o precursor de um dos grandes e sublimes gêneros do cinema. Fica apenas um fato; o de que em 1968 um maluco com pouca grana fez um filme visceral, selvagem, que marcaria não só o gênero de horror mas toda uma geração de cineastas, que aprenderiam com ele que às vezes é salutar dar a cara a tapa e filmar o material em que se acredita; A Noite dos Mortos Vivos está aí, ainda vivo, forte, e deixa escapar a dimensão de um corajoso artista, chamado George Romero. Um dos grandes filmes dessa invenção que alguns bradam como sétima-arte.



Aerton Martins (APJCC 2010)



Serviço:

Coisas de Cinema apresenta “A Noite dos Mortos Vivos”, de George Romero.
Data: 15 de Dezembro (quarta-feira)
Horário: 19h30
Local: Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci
ENTRADA FRANCA!

Realização: APJCC e Espaço Cultural Coisas de Negro
Informações: (91) 81522588 ou (91) 88906669

28.8.10

Horror francês no Coisas de Cinema

Coisas de Cinema apresenta:

Os Olhos Sem Rosto, de Georges Franju

Sinopse:

O professor Génessier, um célebre cirurgião conhecido por seus trabalhos sobre heteroplastia, tem uma filha, Christiane, cujo rosto foi horrivelmente desfigurado num acidente, restando apenas os olhos intactos. Tentando restituir-lhe a beleza de antes, ele, com a ajuda de uma enfermeira, sequestra e mutila belas moças para fazer as cirurgias experimentais de enxerto de pele. 


Notas:

A França é um espaço na sétima-arte que não tem em seu currículo muitas obras do gênero de horror. O país que deu ao mundo os Irmãos Lumière e o cinema guarda uma das mais belas e selvagens manifestações artísticas: “Os Olhos sem Rosto”. A obra põe na tela uma obscuridade que remete aos filmes expressionistas alemães, carrega a inquietação do cinema surrealista de autores como Jean Cocteau e Luis Bunuel. O diretor Georges Franju  imprime poética e sensibilidade em um filme onde o medo é apenas um ponto figurativo e o que emerge do quadro fílmico é o que interessa; que o desespero também pode se tornar belo.

Aerton Martins (APJCC - 2010)

* * *

Serviço:

Coisas de Cinema apresenta “Os Olhos sem Rosto”, de Georges Franju.
Data: 1º de setembro (quarta-feira) 
Horário: 19h15
Local: Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci
ENTRADA FRANCA

Realização: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Espaço Cultural Coisas de Negro

15.8.10

APJCC exibe "O Hospedeiro" em homenagem aos pais

Coisas de Cinema apresenta:

O Hospedeiro, de Bong Joon-Ho - Homenagem aos pais



O cinema sul-coreano despeja vitalidade e beleza em suas últimas obras. Uma nova geração de cineastas preocupa-se em exorcizar a esterilidade cinematográfica que acomete alguns países. O diretor Bong Joon-ho é um dos bravos da Coréia e com o belíssimo "Memorias de Um Assassino", mostrou ao mundo sua habilidade com a câmera. Em "O Hospedeiro" temos um belo filme de gênero que, se porventura, carrega algum viés político, este é apenas retido e sentido na periferia da trama, com o dispositivo da mise-en-scene que o diretor habilidosamente se encarrega de cravar em cada fotograma da obra. Algumas convenções são destruídas em segundos; o protagonista/herói do filme nos é apresentado dormindo, babando - é mais cuidado pela filha do que cuida. A obra vai girar sua roleta na família do herói, uma família torta, que procura ir atrás da menina que foi sequestrada pelo monstro. "O Hospedeiro" é um dos filmes da década e exala vigor cinematográfico, obra que a APJCC escolheu para homenagear os pais e será exibida no Coisas de Cinema.

Aerton Martins (APJCC - 2010) 


"O Hospedeiro" é um filme complexo, que se expressa em várias camadas. Num plano superficial a aventura da família Park no resgate da pequena Hyun-seo é narrada utilizando as melhores técnicas possíveis para o nosso tempo: direção precisa, trilha envolvente, grandes atuações, efeitos impecáveis...é o filme que definitivamente coloca o cinema oriental contemporâneo como herdeiro direto e legítimo da Hollywood de ouro dos anos 40 e 50.
Num plano intermediário, é a obra que melhor expressa a sensibilidade e o talento do jovem Bong Joon-Ho. O domínio da mise-en-scéne e da construção das atmosferas de horror e humor são o passo definitivo na afirmaçãom estética dos filmes de gênero de grande orçamento - coisa que passa longe dos trabalhos de Camerons, Jacksons e blockbusters do outro lado do Pacífico.
Num plano profundo (e é isto que nos interessa), "O Hospedeiro" é a alegoria mitológica da paternidade. Neste ponto o filme transcende a própria narrativa e mergulha na experiência do amadurecimento através de traumáticos ritos de passagem.
Obviamente Bong mistura tudo isto e muito mais numa obra cinematográfica completa que representa como nenhuma outra, a grandiosidade do homem e do cinema sul-coreano. E é esta obra-prima que o cineclube Coisas de Cinema oferece em homenagem aos pais - sujeitos cuja tenacidade e amor os elevam à categoria de heróis.

Miguel Haoni (APJCC - 2010) 


Serviço:

Data: 18 de agosto (quarta-feira) às 19h30
Local: Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci
Realização: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Espaço Cultural Coisas de Negro
ENTRADA FRANCA

18.6.10

O frenesi de Alfred Hitchcock em Icoaraci

COISAS DE CINEMA APRESENTA




Frenesi”. Diretor: Alfred Hitchcock. Ano: 1972. . Duração: 115min. Data: 23.06.2010. Quarta-feira. Às 19h30. Local: Espaço Cultural Coisas de Negro.Parceria: Espaço Cultural Coisas de Negro e APJCC (Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema). Entrada franca



Sinopse

Um Criminoso sexual, conhecido como o “Assassino da Gravata”, deixa a polícia de Londres em estado de alerta. Todas as pistas incriminam um inocente, que vai ter que fugir da lei para provar que não é o culpado, tentando encontrar o verdadeiro assassino.

Notas



Alfred Hitchcock começou a fazer filmes cedo. Seu gênio nunca foi superado por nenhum outro cineasta. Tinha uma percepção fora dos padrões. Levava para o set de filmagens o filme todo estruturado. O cameraman de “Janela Indiscreta” ficou assustado com as palavras de seu patrão: “eu não preciso ver como ficou a cena, já está tudo na minha cabeça”. Hitch tomou gosto pelas produções expressionistas quando trabalhava como “legendador” de filmes mudos. Encheu seu bolso muito rápido. O diretor britânico mais bem pago de sua época. Apesar de grandes filmes na Inglaterra, no começo de sua carreira, “39 Degraus” e "Blackmail", foi em Hollywood que o gordinho pôde experimentar. Tamanha filmografia do diretor que outras obras, não menos importantes, foram despejadas na vala do desprezo por parte do público ou caíram no esquecimento. "Frenesi" faz parte dessa lista e nada melhor que abraçar uma das grandes pérolas da sétima-arte. O diretor retorna a Londres depois de 30 anos afastado. O humor frequente de Hitchcock é visto nos primeiros minutos: uma mulher nua, morta à beira do rio, e um político levantando  discurso sobre a poluição. Hitchcock era mestre em destruir suas personagens e ‘manipular’ o gosto do público, a cena onde o assassino se atrapalha em um caminhão de batatas é de lamber os beiços. Seco, direto, sem ladainhas e isento de frouxuras no roteiro. "Frenesi" finca o refinamento fílmico de um Deus do cinema.

Aerton Martins (APJCC)







Serviço: Coisas de Cinema apresenta “Frenesi”, de Alfred Hitchcock.

Data: 23 de junho (quarta-feira) Horário: 19h30

Local: Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci

Realização: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Espaço Cultural Coisas de Negro

Entrada Franca

6.7.08

Alfred Hitchcock (Inglaterra/ EUA, 1899-1980)






Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)*

Por Mateus Moura

Janela indiscreta é a obra-prima de um gênio no ápice de sua criatividade e rigor. Recheado de cenas antológicas e ontológicos, é um dos filmes da minha vida. A apresentação dos personagens já basta para colocar o cineasta inglês onde ele merece, e onde está hoje: num trono da casa chamada cinema. As cenas antológicas são aquelas que vão para a antologia do cinema, as ontológicas são aquelas que pensam o cinema em sua essência.
Jeff (incorporado por James Stewart) é o fotógrafo aventureiro que sofreu um acidente de trabalho e está confinado três semanas numa cadeira de rodas de frente para a sua janela, que tem vista para a vizinhança (ou em outras palavras: o mundo). E a primeira cena antológica do filme vem na apresentação estritamente áudio-visual da situação deste personagem. Em travellings Hitchcock nos diz tudo sem uma palavra. Mais tarde ele explica com palavras o que aconteceu. Questão de prevenção com o público desatento, afinal, para Hitch, perder o espectador por incompreensão intelectual do enredo é a morte do seu projeto. Tudo é preciso estar claro para o espectador, é a manipulação das emoções o jogo mais prazeroso para esse cineasta; se o espectador está perdido tentando decifrar o que não entendeu consequentemente perde o máximo que a cena que se transcorre pode oferecer emocionalmente; perde a identificação inconsciente com o personagem, perde a sensação universal da angústia, perde, em suma, o suspense. Alfred Hitchcock foi vanguardista do cinema clássico; experimentava como ninguém, mas tudo a favor da construção dramática da narrativa.
Uma cena ontológica, não obstante, ocorre antes da primeira cena antológica. Durante os créditos assistimos as persianas sendo recolhidas e a grande janela enquadrada enquanto passam os créditos. Nos diz Hitchcock com imagens que acabou de ser escancarado para nós, peeping toms (ou: espectadores), o mundo da ilusão – aquele que enxergamos com os olhos (o cinema, mas também nossa própria vizinhança). Mas esse mundo (que é o mundo mesmo, enquanto construção cósmica inteligente), será mediado por um fotógrafo, que o vê, mas que o ‘enxerga’ através de lentes, o completa através da imaginação. Seria Jeff alter-ego de Alfred Hitchcock - cineasta? Não confundindo autor com narrador, acredito que o personagem é no mínimo símbolo dos espectadores que vivem a aventura de produzir imagens, além de apenas observá-las.
A aparição de Lisa Fremont (a mulher mais linda do mundo: Grace Kelly) é a segunda cena antológica. Das trevas surge um fantasma, no big close-up o anjo, no rosto do herói que dorme a sombra, no slow-motion o despertar num beijo erótico de cinema. Inefável.
Todos nós que temos o sentido da visão vemos o mundo de uma forma única, através dos nossos olhos (as tais “janelas da alma”). O que Hitchcock propõe a si mesmo em Janela Indiscreta é a materialização desse mundo subjetivo e sua apercepção. O que seria um brainstorm vira um filme impuro de dois gêneros. O cineasta das massas emociona com o filme de mistério e entretém com a comédia de casamento. Nesse ínterim filosofa por um viés transcedental o cinema enquanto registro físico-poético da essência do imaginar, sócio-psicanalisa com humor as relações amorosas e as neuroses masculinas e femininas de seu tempo, dialoga metalinguisticaironicamente com a História do cinema e dos gêneros de que se serve e capta com a câmera os mais belos quadros de amor e medo de sua prolífica carreira artística. Nem mil palavras por imagem podem descrever todas as dimensões de Janela Indiscreta.
Com o cinema (e a arte em geral) aprendemos a viver. Após assistir os personagens e suas ações, refletimos as nossas, os nossos. Jeff e Lisa divagam seus problemas conjugais a partir das análises de cada janela, como se cada uma fosse um canal onde se propõe uma forma de espetáculo da vida. Eles, como nós, teriam de escolher qual se acostumar e seguir. Afinal, constituir família pressupõe um script social, assim como viver uma vida de aventuras parece não permitir confortos como o “happy end” ou o sexo ao som de violinos. Hitchcock acredita, como Sigmund Freud e Jean Renoir, não apenas que vive na “sociedade do espetáculo”, mas que a sociedade em si (qualquer que seja e cada qual com suas convenções) encerra em sua essência a idéia do espetáculo, cabendo a todos nós ocupar um papel, e representá-lo.
Um filme de montagem & mise-en-scène & enquadramento & movimento de câmera em uníssona unidade artística, em zênite estilístico. Cada sequência é um tratado misterioso, cada quadro uma forma lapidada da naturalidade da criação em estado de graça.
Ja tinha escrito sobre o filme em outra ocasião aqui no blog. Por hoje é só isso.

*Publicado originalmente em junho de 2010, no blog Cinemateus.


 
Frenesi (Frenzy, 1972)*

Por Aerton Martins

Alfred Hitchcock começou a fazer filmes cedo. Seu gênio nunca foi superado por nenhum outro cineasta. Tinha uma percepção fora dos padrões. Levava para o set de filmagens o filme todo estruturado. O cameraman de “Janela Indiscreta” ficou assustado com as palavras de seu patrão: “eu não preciso ver como ficou a cena, já está tudo na minha cabeça”. Hitch tomou gosto pelas produções expressionistas quando trabalhava como “legendador” de filmes mudos. Encheu seu bolso muito rápido. O diretor britânico mais bem pago de sua época. Apesar de grandes filmes na Inglaterra, no começo de sua carreira, “39 Degraus” e "Blackmail", foi em Hollywood que o gordinho pôde experimentar. Tamanha filmografia do diretor que outras obras, não menos importantes, foram despejadas na vala do desprezo por parte do público ou caíram no esquecimento. "Frenesi" faz parte dessa lista e nada melhor que abraçar uma das grandes pérolas da sétima-arte. O diretor retorna a Londres depois de 30 anos afastado. O humor frequente de Hitchcock é visto nos primeiros minutos: uma mulher nua, morta à beira do rio, e um político levantando  discurso sobre a poluição. Hitchcock era mestre em destruir suas personagens e ‘manipular’ o gosto do público, a cena onde o assassino se atrapalha em um caminhão de batatas é de lamber os beiços. Seco, direto, sem ladainhas e isento de frouxuras no roteiro. "Frenesi" finca o refinamento fílmico de um Deus do cinema.

*publicado originalmente em junho de 2010