Coisas de Cinema apresenta:
O Hospedeiro, de Bong Joon-Ho - Homenagem aos pais
O cinema sul-coreano despeja vitalidade e beleza em suas últimas obras. Uma nova geração de cineastas preocupa-se em exorcizar a esterilidade cinematográfica que acomete alguns países. O diretor Bong Joon-ho é um dos bravos da Coréia e com o belíssimo "Memorias de Um Assassino", mostrou ao mundo sua habilidade com a câmera. Em "O Hospedeiro" temos um belo filme de gênero que, se porventura, carrega algum viés político, este é apenas retido e sentido na periferia da trama, com o dispositivo da mise-en-scene que o diretor habilidosamente se encarrega de cravar em cada fotograma da obra. Algumas convenções são destruídas em segundos; o protagonista/herói do filme nos é apresentado dormindo, babando - é mais cuidado pela filha do que cuida. A obra vai girar sua roleta na família do herói, uma família torta, que procura ir atrás da menina que foi sequestrada pelo monstro. "O Hospedeiro" é um dos filmes da década e exala vigor cinematográfico, obra que a APJCC escolheu para homenagear os pais e será exibida no Coisas de Cinema.
Aerton Martins (APJCC - 2010)
Aerton Martins (APJCC - 2010)
"O Hospedeiro" é um filme complexo, que se expressa em várias camadas. Num plano superficial a aventura da família Park no resgate da pequena Hyun-seo é narrada utilizando as melhores técnicas possíveis para o nosso tempo: direção precisa, trilha envolvente, grandes atuações, efeitos impecáveis...é o filme que definitivamente coloca o cinema oriental contemporâneo como herdeiro direto e legítimo da Hollywood de ouro dos anos 40 e 50.
Num plano intermediário, é a obra que melhor expressa a sensibilidade e o talento do jovem Bong Joon-Ho. O domínio da mise-en-scéne e da construção das atmosferas de horror e humor são o passo definitivo na afirmaçãom estética dos filmes de gênero de grande orçamento - coisa que passa longe dos trabalhos de Camerons, Jacksons e blockbusters do outro lado do Pacífico.
Num plano profundo (e é isto que nos interessa), "O Hospedeiro" é a alegoria mitológica da paternidade. Neste ponto o filme transcende a própria narrativa e mergulha na experiência do amadurecimento através de traumáticos ritos de passagem.
Obviamente Bong mistura tudo isto e muito mais numa obra cinematográfica completa que representa como nenhuma outra, a grandiosidade do homem e do cinema sul-coreano. E é esta obra-prima que o cineclube Coisas de Cinema oferece em homenagem aos pais - sujeitos cuja tenacidade e amor os elevam à categoria de heróis.
Miguel Haoni (APJCC - 2010)
Serviço:
Num plano intermediário, é a obra que melhor expressa a sensibilidade e o talento do jovem Bong Joon-Ho. O domínio da mise-en-scéne e da construção das atmosferas de horror e humor são o passo definitivo na afirmaçãom estética dos filmes de gênero de grande orçamento - coisa que passa longe dos trabalhos de Camerons, Jacksons e blockbusters do outro lado do Pacífico.
Num plano profundo (e é isto que nos interessa), "O Hospedeiro" é a alegoria mitológica da paternidade. Neste ponto o filme transcende a própria narrativa e mergulha na experiência do amadurecimento através de traumáticos ritos de passagem.
Obviamente Bong mistura tudo isto e muito mais numa obra cinematográfica completa que representa como nenhuma outra, a grandiosidade do homem e do cinema sul-coreano. E é esta obra-prima que o cineclube Coisas de Cinema oferece em homenagem aos pais - sujeitos cuja tenacidade e amor os elevam à categoria de heróis.
Miguel Haoni (APJCC - 2010)
Serviço:
Data: 18 de agosto (quarta-feira) às 19h30
Local: Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci
Realização: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Espaço Cultural Coisas de Negro
ENTRADA FRANCA
