Mostrando postagens com marcador Mateus Moura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mateus Moura. Mostrar todas as postagens
11.3.14
Mateus Moura ministra mini-curso de Cinema e Tarô em São Paulo
Em meu percurso individual de contato com os mistérios do mundo, houveram duas sendas particulares que se destacaram enquanto oráculos mais fecundos e reveladores. Na Estrada da Percepção e nas Veredas do Auto-Conhecimento, o Cinema e o Tarô se firmaram íntimos mestres, sempiternas esfinges.
A ideia deste curso é justamente-encruzilhar esses saberes, para colher – no ponto onde as linhas se cruzam – a sua substância-comum.
Cinema & Tarô. Ambos lidam, acima e sobretudo, com os signos visuais; ambos propõem, a pesar e além do nada, um mergulho no (coletivo) imaginário. Adentrar, consciente, os arcanos da Visão e da Hermenêutica das Imagens, é, por excelência, a liturgia de comunhão com os arquétipos humanos. Não existe abecedário visual mais completo que o tarô, e/ou mais infinito que o cinema.
A programação do curso não poderia ter sido decidida de outra forma. Dita a cartilha que o aprendiz de tarô deve se desenvolver em duas vias: a tarologia (estudo analítico das lâminas) e a taromancia (o jogo oracular). Quem rege a primeira via é o entendimento (o pai), a segunda, a intuição (a mãe), este filho que se busca encontro é a sabedoria.
O mesmo binário análogo se aplica ao cinema: saber receber/saber jogar. “Criar” e “contemplar” são verbos que se encontram na mesma moeda, quando nos percebemos, plenamente, parte da invenção.
As lâminas foram deitadas: VI - O enamorado (“Two lovers”, de James Gray, 2008); XIII – A Morte (“Filme demência”, de Carlos Reichenbach, 1986) e XXI – O Mundo (“L’Atalante”, de Jean Vigo, 1931).
Depois do estudo e do acaso, as obras. As sombras brilharão mais uma vez no fundo da caverna. O resto é interpretação.
Instrutor: Mateus Moura (APJCC)
(aprendiz-realizador de cinema, música, teatro, poesia, entre outros saberes e jogos. Trabalha ministrando cursos e oficinas nestes assuntos, e prestando serviços de free-lancer em edição e cinegrafia. É membro-fundador da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, crítico blogueiro e estudante de cinema na Universidade Federal do Pará)
SERVIÇO:
no Estudio Lâmina
(São João, 108, sala 41 - metrô são bento)
dias 13, 14 e 15 de março
de 9h às 12h
Entrada franca
Inscreva-se: cursocinemaetaro@gmail.com
20.7.13
Sessão Daqui realiza Mostra Cinema e Miritismo no Sesc Boulevard
Mostra Cinema e Miritismo
Rorschach
8m50s
Spaghetti Eisenstein
2m40s
Pega Não Me Larga
1m
Tereza e a Crítica
8m38s
A "Sessão Daqui" é um projeto do Sesc Boulevard em parceria com a APJCC (Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema) que tem o intuito de dar visibilidade aos realizadores do cenário audiovisual paraense.
Serviço:
31 de julho, quarta-feira
Às 19h, no Sesc Boulevard
(Avenida Boulevard Castilho França, 522/523-Campina)
ENTRADA FRANCA
Realização: APJCC e SESC Boulevard
Curadoria: Tiago Freitas (APJCC)
Mais informações
Blog do Sesc Boulevard
Facebook da APJCC
(91) 8374-9497
(91) 3224-5654
28.6.13
Em Julho, a carta da APJCC é o Cinema Contemporâneo
CURSO DE CINEMA ASIÁTICO CONTEMPORÂNEO: ENFIM ÀS ÍNDIAS
Se houve vezes na História do Cinema em que os EUA trouxeram a novidade, ou a França, a Itália, o Brasil, a URSS, hoje, sem dúvida, é dos países do Extremo Oriente que surgem os objetos mais notadamente não-identificados. Afora o movimento forte de vanguarda, parece vir de lá, como se não bastasse, o melhor “cinema clássico”, assim como o melhor “cinema comercial”.Tais cinematografias, por se tratarem de obras experimentais e/ou distantes, tem circulação restrita a poucos circuitos alternativos. Devido a essa falta de acesso, acabamos creditando a outrem o pódio que outros mereciam ocupar.
O “Curso de Cinema Asiático Contemporâneo: enfim às Índias” propõe uma grande navegação a esse inexplorado continente, tão rico e fascinante. A cartografia deverá ser crítica, os olhos nus e a vontade de exploração criativa. Serão 4 módulos, 2 cineastas perseguidos em cada. Enfim às Índias, sem sair do lugar.
Módulo 2: A vida como ela é, uma vez
(HONG SANG SOO & JIA ZHANG-KE E A ORIGEM DO MUNDO)
Se gênios do cinema como Yasujiro Ozu, Roberto Rossellini, Eric Rohmer, Jean Eustache acreditaram na máquina audiovisual como esse aparato que ao revelar o mundo constrói um universo, é porque seguiam a máxima hermética que o que está do lado de fora é como o que está do lado de dentro. Verdadeiros mensageiros alados, ao deslizar as encostas do caminho que trilharam, engendraram em seus momentos de comunicação com o mundo, fiéis epifanias, tecidas de arte e milagre.
Hong Sang-Soo e Jia Zhang-Ke, herdeiros contundentes deste cinema que Louis Lumiére, Robert Flaherty, André Bazin, Cesare Zavattini sonharam outrora, são, enquanto orientais (ocidentais), indivíduos ícones de nossa era.
Os personagens do primeiro são sempre homens-artistas-perdidos, perdidos com sua mente e a vontade inelutável de criar, perdidos com sua pica e a vontade inexorável de copular... Em “Noite e dia”, em cena antológica e ontológica, numa exposição dos quadros do realista Gustave Courbet, o casal discute, perscrutando o quadro, se ele se chama “A Origem do Mundo” ou “A Origem do Homem”. O diretor coreano Hong Sang-Soo, ao originar o seu mundo no espaço do tempo de um plano, retorna sempre às origens do homem & ao originar no personagem o homem segue sempre em direção ao mundo. Assim como o quadro que está na parede do museu não é nada além de uma superfície com tintas, o universo que se projeta fantasmático não é nada mais que luz de um outrora aprisionado. A vida como ela é, uma vez.
O segundo, o chinês Jia Zhang-Ke, impressiona com o seu faro de observador atento das superfícies mais profundas. Vê no cinema, claramente, sacro ofício de uma função: registrar o Mundo. Tarefa paradoxal em sua subjetividade-objetividade, labiríntica em suas entranhas, a arte de gravar é, em seu livre-arbítrio, problema ético dos mais complexos.
Em “Em busca da Vida”, filme onde registra o drama de cidadãos se adequando às decisões da nação, Jia traz a tona o homem em sua relação mais direta com a existência. Lembrando sempre da ficção inerente à construção artística, não obstante, nos recorda sempre que há um narrador, e que toda verdade só pode brilhar envolta neste olhar terno e desconfiado chamado mentira. A vida como ela é, uma vez.
Era uma vez...
Idealização e texto: Mateus Moura (APJCC – 2013)
SERVIÇO:
Módulo II – A vida como ela é, uma vez
09, 10, 11 e 12 de julho
De 10h as 13h
No Sesc Boulevard
(Av. Boulevard Castilho França, 522-523 – Campina)
INSCRIÇÕES ABERTAS – de 02 a 12 de julho, das 10h as 18h – no Sesc Boulevard
CURSO GRATUITO COM VAGAS LIMITADAS
Realização: SESC e APJCC
obs: Não é preciso ter feito o módulo I para cursar este módulo.
MINI-CURSO DE CINEMA CONTEMPORÂNEO
O mini-curso pretende através do percurso instituído pelo Mestre Luiz Carlos Gonçalves de Oliveira Júnior em seus textos "A estética de fluxo no cinema contemporâneo e O cinema de fluxo e a "mise-en scene" analisar um recorte da produção cinematográfica contemporânea sob a luz dos conceitos de plano-fluxo, dispositivo e instalação, e mise en scene. De que maneira os filmes de Hou Hsiao-hsien, Gus Van Sant, Claire Denis, Apichatpong Weerasethakul entre outros, são reveladores de uma contemporânea "crise da cena" e de uma sensibilidade neo-primitiva em relação ao mundo e ao fazer cinematográfico? O problema vai do cinematógrafo Lumière aos efeitos em CGI, passando pela longa historiografia da mise en scene clássica. Interessa ao mini-curso, entretanto avaliar de que maneira os realizadores "do fluxo" impõem uma alternativa sensorial ao reino da linguagem.Mini-curso de Cinema Contemporâneo
com Miguel Haoni (Coletivo Atalante)
10 à 12 de julho (quarta a sexta)
das 14h às 18h, no auditório do CCBEU
(Tv. Padre Eutíquio, 1309)
Inscrições: 50 R$
VAGAS LIMITADAS
Realização: Centro Cultural Brasil-Estados Unidos
Apoio: APJCC e Coletivo Atalante
Marcadores:
apjcc,
CCBEU,
cinema contemporâneo,
coletivo atalante,
cursos,
julho,
Mateus Moura,
Miguel Haoni,
Programações,
SESC
7.6.12
Sessão Daqui apresenta vídeos de Mateus Moura
Sinos de Belém
Badaladas. 3 curtos filmes em homenagem à Belém. Um conto de fadas, uma crônica de horror e um auto de natal.
Sim, em Belém se fazem filmes, nas manjedouras nascem esperanças e nos salões Pilatos lava as mãos.
Épocas e registros. Vã e Bela é a História. Cada peregrino com o seu caminho.
Fiz por outra Razão.
Badaladas. 3 curtos filmes em homenagem à Belém. Um conto de fadas, uma crônica de horror e um auto de natal.
Sim, em Belém se fazem filmes, nas manjedouras nascem esperanças e nos salões Pilatos lava as mãos.
Épocas e registros. Vã e Bela é a História. Cada peregrino com o seu caminho.
Fiz por outra Razão.
29.5.12
APJCC e Sesc Boulevard realizam curso de cinema oriental contemporâneo
Curso de Cinema Asiático Contemporâneo: enfim às Índias
Se houve vezes na História do Cinema em que os EUA trouxeram a novidade, ou a França, a Itália, o Brasil, a URSS, hoje, sem dúvida, é dos países do Extremo Oriente que surgem os objetos mais notadamente não-identificados. Afora o movimento forte de vanguarda, parece vir de lá, como se não bastasse, o melhor “cinema clássico” assim como o melhor “cinema comercial”.
Tais cinematografias, por se tratarem de obras experimentais e/ou distantes, tem circulação restrita a poucos circuitos alternativos. Devido a essa falta de acesso, acabamos creditando a outros o pódio que outros mereciam ocupar.
O “Curso de Cinema Asiático Contemporâneo: enfim às Índias” propõe uma grande navegação a esse inexplorado continente, tão rico e fascinante. A cartografia deverá ser crítica, os olhos nus, a vontade de exploração criativa. Serão 4 módulos, 2 cineastas perseguidos em cada. Enfim às Índias, sem sair do lugar.
Se houve vezes na História do Cinema em que os EUA trouxeram a novidade, ou a França, a Itália, o Brasil, a URSS, hoje, sem dúvida, é dos países do Extremo Oriente que surgem os objetos mais notadamente não-identificados. Afora o movimento forte de vanguarda, parece vir de lá, como se não bastasse, o melhor “cinema clássico” assim como o melhor “cinema comercial”.
Tais cinematografias, por se tratarem de obras experimentais e/ou distantes, tem circulação restrita a poucos circuitos alternativos. Devido a essa falta de acesso, acabamos creditando a outros o pódio que outros mereciam ocupar.
O “Curso de Cinema Asiático Contemporâneo: enfim às Índias” propõe uma grande navegação a esse inexplorado continente, tão rico e fascinante. A cartografia deverá ser crítica, os olhos nus, a vontade de exploração criativa. Serão 4 módulos, 2 cineastas perseguidos em cada. Enfim às Índias, sem sair do lugar.
Marcadores:
2012,
Apichatpong Weerasethakul,
apjcc,
cinema asiático,
cinema oriental,
Hou Hsiao-Hsien,
Joe,
junho,
Mateus Moura,
Ordem Monge Takuan
7.5.12
APJCC participa de sessão do Cine Mário Peixoto
O CINE MÁRIO PEIXOTO informa:
A próxima sessão não será na sexta às 16 , mas duas sessões especias nos dias 09/03 e 10/03, devido à realização da 2° semana acadêmica dos estudantes de Letras (SAEL), evento que o CINE MÁRIO PEIXOTO constroi juntamente com Calem Uepa. Assim, nossa programação será:
4.4.12
Projeto Matadouro firma parceria entre APJCC e UFPA
MATADOURO pretende o renascimento!
Marcadores:
2012,
abril,
apjcc,
Artes Visuais,
cinema,
Luizan Pinheiro,
Matadouro,
Mateus Moura,
max andreone,
Programações,
ufpa
20.3.12
APJCC e PARACINE realizam ação com o Cineclube Insular na Escola Bosque
Oficina de Edição Coletiva
Nos dias 23, 24 e 25, na Ilha de Cotijuba, Município de Belém, ocorrerá a Oficina de Edição Coletiva, ministrada por Mateus Moura, da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC). A ação é uma atividade da Paracine (Federação Paraense de Cineclubes) proposta pela Escola Bosque, sob a coordenação de Kid Quaresma, com intenções práticas de munir os interessados da ilha, que já filmam, com a técnica da edição.
Sessão do Cineclube Insular:
Suspiria. Dario Argento. 1977. cor. 98 min.
Girar na ciranda onírica é oportunidade colhida apenas aos que vivenciam o outro lado do espelho. Além dos questionamentos existenciais diante da imagem, há a própria existência em forma de luz. Não há mais reflexões quando somos no sonho de ilusões; há, sobretudo, sensações espirituais.
Dario Argento, no feérico Suspiria, nos convida a vivenciar a recriação de um de seus pesadelos. Ao som hipnotizante do rock progressivo da banda The Goblins, somos invadidos pelas sombras e pelas tempestades, pelo medo e pela beleza, pelo sangue e pelo vermelho. A alçada é a dos sonhos, o caminho o do cinema.
Suspirar diante desse fenômeno eterno e refletir sobre as características essenciais ao gênero e particulares à obra são os interesses da sessão deste sábado. Eis o cineclube: a apagar e o acender das luzes. O inconsciente e o consciente coletivo. Morpheus e Logos. Juntos.
Mateus Moura (APJCC – 2012)
Serviço da sessão:
24/03 (sábado), às 18h30
Rua Jarbas Passarinhos s/nº (em frente à Escola Estadual Márcia da Conceição)
Ilha de Cotijuba, município de Belém
Entrada Franca
Realização: APJCC, Paracine, Cineclube Insular, Escola Bosque de Cotijuba
Nos dias 23, 24 e 25, na Ilha de Cotijuba, Município de Belém, ocorrerá a Oficina de Edição Coletiva, ministrada por Mateus Moura, da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC). A ação é uma atividade da Paracine (Federação Paraense de Cineclubes) proposta pela Escola Bosque, sob a coordenação de Kid Quaresma, com intenções práticas de munir os interessados da ilha, que já filmam, com a técnica da edição.
Sessão do Cineclube Insular:
Suspiria. Dario Argento. 1977. cor. 98 min.
Girar na ciranda onírica é oportunidade colhida apenas aos que vivenciam o outro lado do espelho. Além dos questionamentos existenciais diante da imagem, há a própria existência em forma de luz. Não há mais reflexões quando somos no sonho de ilusões; há, sobretudo, sensações espirituais.
Dario Argento, no feérico Suspiria, nos convida a vivenciar a recriação de um de seus pesadelos. Ao som hipnotizante do rock progressivo da banda The Goblins, somos invadidos pelas sombras e pelas tempestades, pelo medo e pela beleza, pelo sangue e pelo vermelho. A alçada é a dos sonhos, o caminho o do cinema.
Suspirar diante desse fenômeno eterno e refletir sobre as características essenciais ao gênero e particulares à obra são os interesses da sessão deste sábado. Eis o cineclube: a apagar e o acender das luzes. O inconsciente e o consciente coletivo. Morpheus e Logos. Juntos.
Mateus Moura (APJCC – 2012)
Serviço da sessão:
24/03 (sábado), às 18h30
Rua Jarbas Passarinhos s/nº (em frente à Escola Estadual Márcia da Conceição)
Ilha de Cotijuba, município de Belém
Entrada Franca
Realização: APJCC, Paracine, Cineclube Insular, Escola Bosque de Cotijuba
Marcadores:
cineclube insular,
dario argento,
escola bosque de cotijuba,
Mateus Moura,
Programações,
Suspiria
24.11.11
APJCC soma experiências com IPHAN em evento bragantino
Oficina - Patrimônio Cultural e Produção Audiovisual
Conscientizar a comunidade para a noção de Patrimônio, a importância do Cidadão como agente histórico e o poder das ferramentas do Audiovisual como registro e memória. Tornar próximas essas noções e essas técnicas e promover a assimilação com postura crítica dessas habilidades e conceitos é o principal interesse dessa oficina.
Carga horária: 8h
Público-alvo: livre
Ministrantes: Mateus Moura e Samir Raoni
Balaio do Patrimônio 2011 - Bragança/ PA
A Superintendência do Iphan no Pará realizará, em parceria com a SECULT e a Prefeitura Municipal de Bragança, o Balaio do Patrimônio, na cidade de Bragança, entre os dias 28/11 e 02/12. O objetivo do evento é fomentar o debate acerca das políticas públicas na área de cultura.
Período: 28/11 a 02/12/2011 (5 dias)
Local: Salão São Benedito – Bragança/PA
28 de novembro de 2011
17:00 às 18:00 Credenciamento
18:00 às 19:00 Mesa de abertura (Representantes Iphan/Secult/Pref. Bragança)
19:00 às 21:00 Palestra de abertura – Sistema Nacional de Patrimônio e PACCH (Iphan)
21:00 às 22:00 Apresentação Cultural
29 de novembro de 2011
08:00 às 12:00 Mesa redonda 1:
Introdução ao Patrimônio: Conceitos e Práticas (Thaïs Toscano – Dphac/Secult)
Intervalo
Patrimônio Material – Políticas Públicas Federais (Tatiana Borges – Iphan/Pa)
Patrimônio Material – Políticas Públicas Estaduais (Thaïs Toscano – Dphac/Secult)
12:00 às 14:00 Intervalo Almoço
14:00 às 18:00 Os participantes poderão se inscrever nas oficinas 1 ou 2 durante o credenciamento. As oficinas terão
duração de 8 horas e serão realizadas nos dias 29 e 30, 14h às 18h.
Oficina 1: Políticas de financiamento à Cultura – Governo Estadual (Cleber Silva – Dphac/Secult) –
Módulo 1
Oficina 2: Educação Patrimonial (Sônia Florêncio – Ceduc/Iphan) – Módulo 1
Oficina 3: Patrimônio Cultural e Produção Audiovisual (Samir Raoni e Mateus Moura)
18:00 às 19:00 Apresentação Cultural
30 de novembro de 2011
08:00 às 12:00 Mesa redonda 2:
Patrimônio Imaterial – Políticas Públicas Federais (Angela Kurovski – Iphan/Pa)
Ao som do Curimbó: a experiência da salvaguarda do Carimbó no Pará (Júlia Morim – Iphan/Pa)
Patrimônio Arqueológico (Denise Rosário – Iphan/Pa)
Intervalo
Patrimônio Documental (Leonardo Torii – Arquivo Público do Estado do Pará)
Os escaninhos da memória e do patrimônio imaterial no início do século XX (Dário Benedito Rodrigues – FAHIST/UFPA/Bragança)
12:00 às 14:00 Intervalo Almoço
14:00 às 18:00 Os participantes poderão se inscrever nas oficinas 1 ou 2 durante o credenciamento. As oficinas terão
duração de 8 horas e serão realizadas nos dias 29 e 30, 14h às 18h.
Oficina 1: Políticas de financiamento à Cultura – Governo Federal (Delson Cruz – Regional Norte MinC) – Módulo 2
Oficina 2: Educação Patrimonial (Sabrina Costa – Dphac/Secult) – Módulo 2
Oficina 3: Patrimônio Cultural e Produção Audiovisual (Samir Raoni e Mateus Moura)
18:15 às 19:00 Apresentação Cultural
01 de dezembro de 2011
8:00 às 12:00 Mesa redonda 3: A preservação do Patrimônio na prática
Apresentação resultado oficina de audiovisual
Exposição dos municípios que compõem o PACCH sobre suas experiências exitosas. (Serão disponibilizados 15m de fala para os representantes dos municípios que solicitarem espaço para apresentar suas ações no âmbito da preservação do patrimônio cultural)
12:00 às 14:00 Intervalo Almoço
14:00 às 18:00 Centro de Memória da Amazônia (Otaviano Vieira – CMA/Ufpa)
Trilhos da memória: Patrimônio ferroviário no Pará (Carmem Trindade-Iphan/Pa e Renato–
Dphac/Secult)
Patrimônio Museal (Renata Maués-Sistema Integrado de Museus)
Brasil Memória em Rede: uma experiência sobre tecnologia social da memória (Samir Raoni)
18:00 às 19:00 Mesa de encerramento (representantes Iphan/Secult/Pref. Bragança)
19:00 às 20:00 Apresentação Cultural
Texto: Blog Educação Patrimonial
Mais Informações e inscrições:
Superintendência do Iphan no Ceará
Telefone: (91) 3224-1825/3224-0699
E-mail: iphan-pa@iphan.gov.br ,carla.cruz@iphan.gov.br
Conscientizar a comunidade para a noção de Patrimônio, a importância do Cidadão como agente histórico e o poder das ferramentas do Audiovisual como registro e memória. Tornar próximas essas noções e essas técnicas e promover a assimilação com postura crítica dessas habilidades e conceitos é o principal interesse dessa oficina.
Carga horária: 8h
Público-alvo: livre
Ministrantes: Mateus Moura e Samir Raoni
Balaio do Patrimônio 2011 - Bragança/ PA
A Superintendência do Iphan no Pará realizará, em parceria com a SECULT e a Prefeitura Municipal de Bragança, o Balaio do Patrimônio, na cidade de Bragança, entre os dias 28/11 e 02/12. O objetivo do evento é fomentar o debate acerca das políticas públicas na área de cultura.
Período: 28/11 a 02/12/2011 (5 dias)
Local: Salão São Benedito – Bragança/PA
28 de novembro de 2011
17:00 às 18:00 Credenciamento
18:00 às 19:00 Mesa de abertura (Representantes Iphan/Secult/Pref. Bragança)
19:00 às 21:00 Palestra de abertura – Sistema Nacional de Patrimônio e PACCH (Iphan)
21:00 às 22:00 Apresentação Cultural
29 de novembro de 2011
08:00 às 12:00 Mesa redonda 1:
Introdução ao Patrimônio: Conceitos e Práticas (Thaïs Toscano – Dphac/Secult)
Intervalo
Patrimônio Material – Políticas Públicas Federais (Tatiana Borges – Iphan/Pa)
Patrimônio Material – Políticas Públicas Estaduais (Thaïs Toscano – Dphac/Secult)
12:00 às 14:00 Intervalo Almoço
14:00 às 18:00 Os participantes poderão se inscrever nas oficinas 1 ou 2 durante o credenciamento. As oficinas terão
duração de 8 horas e serão realizadas nos dias 29 e 30, 14h às 18h.
Oficina 1: Políticas de financiamento à Cultura – Governo Estadual (Cleber Silva – Dphac/Secult) –
Módulo 1
Oficina 2: Educação Patrimonial (Sônia Florêncio – Ceduc/Iphan) – Módulo 1
Oficina 3: Patrimônio Cultural e Produção Audiovisual (Samir Raoni e Mateus Moura)
18:00 às 19:00 Apresentação Cultural
30 de novembro de 2011
08:00 às 12:00 Mesa redonda 2:
Patrimônio Imaterial – Políticas Públicas Federais (Angela Kurovski – Iphan/Pa)
Ao som do Curimbó: a experiência da salvaguarda do Carimbó no Pará (Júlia Morim – Iphan/Pa)
Patrimônio Arqueológico (Denise Rosário – Iphan/Pa)
Intervalo
Patrimônio Documental (Leonardo Torii – Arquivo Público do Estado do Pará)
Os escaninhos da memória e do patrimônio imaterial no início do século XX (Dário Benedito Rodrigues – FAHIST/UFPA/Bragança)
12:00 às 14:00 Intervalo Almoço
14:00 às 18:00 Os participantes poderão se inscrever nas oficinas 1 ou 2 durante o credenciamento. As oficinas terão
duração de 8 horas e serão realizadas nos dias 29 e 30, 14h às 18h.
Oficina 1: Políticas de financiamento à Cultura – Governo Federal (Delson Cruz – Regional Norte MinC) – Módulo 2
Oficina 2: Educação Patrimonial (Sabrina Costa – Dphac/Secult) – Módulo 2
Oficina 3: Patrimônio Cultural e Produção Audiovisual (Samir Raoni e Mateus Moura)
18:15 às 19:00 Apresentação Cultural
01 de dezembro de 2011
8:00 às 12:00 Mesa redonda 3: A preservação do Patrimônio na prática
Apresentação resultado oficina de audiovisual
Exposição dos municípios que compõem o PACCH sobre suas experiências exitosas. (Serão disponibilizados 15m de fala para os representantes dos municípios que solicitarem espaço para apresentar suas ações no âmbito da preservação do patrimônio cultural)
12:00 às 14:00 Intervalo Almoço
14:00 às 18:00 Centro de Memória da Amazônia (Otaviano Vieira – CMA/Ufpa)
Trilhos da memória: Patrimônio ferroviário no Pará (Carmem Trindade-Iphan/Pa e Renato–
Dphac/Secult)
Patrimônio Museal (Renata Maués-Sistema Integrado de Museus)
Brasil Memória em Rede: uma experiência sobre tecnologia social da memória (Samir Raoni)
18:00 às 19:00 Mesa de encerramento (representantes Iphan/Secult/Pref. Bragança)
19:00 às 20:00 Apresentação Cultural
Texto: Blog Educação Patrimonial
Mais Informações e inscrições:
Superintendência do Iphan no Ceará
Telefone: (91) 3224-1825/3224-0699
E-mail: iphan-pa@iphan.gov.br ,carla.cruz@iphan.gov.br
27.5.11
"Primeiro" tem pré-estreia no Cine Olympia
Sr. Cheff Produções apresenta a pré-estreia de:
SERVIÇO:
31 de maio a 5 de junho (terça a domingo)
às 18h30
no Cinema Olympia
Entrada franca!
SINOPSE:
Um conto de fadas atemporal baseado no mito da gênese do teatro de sombras chinês. Narra a estória de um rei apaixonado que perdeu tragicamente a sua amada nas correntezas do sempiterno rio. Cego pela razão, encontra nas trevas um mágico; com sua devida autoridade ordena que se utilize de seus poderes ocultos para ressuscitar a rainha. Ao profeta, sob a pressão da morte, é revelado o cinema.
Entre o primitivo e o primordial, a criação (criança em ação) ensinará ao imperador, através da transubstanciação, que a vida pode surgir da luz, assim como da matéria.
Não existe o amor, apenas provas de amor – o mesmo à magia, o mesmo à arte.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS:
Filme rodado em dezembro de 2010 e janeiro de 2011 pela produtora independente Sr. Cheff Produções. Conta com o apoio Pontão de Rede Juvenil (que cedeu a câmera).
Título: PRIMEIRO
Realizador: Mateus Moura
Produção: Sr. Cheff Produções (Mateus Moura, Felipe Cruz, Romario Alves, Luah Sampaio, Luana Beatriz, Cauby Monteiro, Marcelo Marat, Eduarda Canto, Daniel Monfa)
Direção de arte: Romario Alves
Storyboard: Felipe Cruz
Atores: Marcelo Marat, Aquiles de Sousa, Eduarda Canto e Mateus Moura
Formato: 4:3 / p&b/ Cor / Digital
Agradecimentos: Clei, Alê de Sousa, Didi, Samir Raoni, Edison Santana, InTv e Sol Informática
Colaborações: Mariana Hass e Karllana Cordovil (cartaz digital do mágico)
PRIMEIRO
SERVIÇO:
31 de maio a 5 de junho (terça a domingo)
às 18h30
no Cinema Olympia
Entrada franca!
SINOPSE:
Um conto de fadas atemporal baseado no mito da gênese do teatro de sombras chinês. Narra a estória de um rei apaixonado que perdeu tragicamente a sua amada nas correntezas do sempiterno rio. Cego pela razão, encontra nas trevas um mágico; com sua devida autoridade ordena que se utilize de seus poderes ocultos para ressuscitar a rainha. Ao profeta, sob a pressão da morte, é revelado o cinema.
Entre o primitivo e o primordial, a criação (criança em ação) ensinará ao imperador, através da transubstanciação, que a vida pode surgir da luz, assim como da matéria.
Não existe o amor, apenas provas de amor – o mesmo à magia, o mesmo à arte.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS:
Filme rodado em dezembro de 2010 e janeiro de 2011 pela produtora independente Sr. Cheff Produções. Conta com o apoio Pontão de Rede Juvenil (que cedeu a câmera).
Título: PRIMEIRO
Realizador: Mateus Moura
Produção: Sr. Cheff Produções (Mateus Moura, Felipe Cruz, Romario Alves, Luah Sampaio, Luana Beatriz, Cauby Monteiro, Marcelo Marat, Eduarda Canto, Daniel Monfa)
Direção de arte: Romario Alves
Storyboard: Felipe Cruz
Atores: Marcelo Marat, Aquiles de Sousa, Eduarda Canto e Mateus Moura
Formato: 4:3 / p&b/ Cor / Digital
Agradecimentos: Clei, Alê de Sousa, Didi, Samir Raoni, Edison Santana, InTv e Sol Informática
Colaborações: Mariana Hass e Karllana Cordovil (cartaz digital do mágico)
26.5.11
"D. Juan" em exibição no Cine Olympia
Sr. Cheff Produções apresenta:
"D. JUAN", de Mateus Moura
Serviço:
24 a 29 de maio (terça a domingo)
18h30
No Cinema Olympia
Entrada franca.
Sinopse:
Ele e ela são atores de um grupo que vai encenar d. Juan de moliére. Ele é casado, ela é solteira. Durante os ensaios eles sentirão recíproco tesão. Ele, apesar de infiel no pensamento, é fiel materialmente; ela é fiel à sua vontade: devorá-lo. Tal conflito pode se resolver através da entrega ou do esquecimento. No mundo social a entrega é proibida, mas no mundo do “faz de conta” não é bem assim. Ele e ela, símbolos da atuação, desfilarão personas.
O encontro de lobos.
O homem é lobo do homem.
A mulher é loba da mulher.
A ribalta é a lua cheia,
onde o encontro das bestas será aceito.
Informações Técnicas:
Filme rodado nos dias 27 e 28 de julho de 2010 pela produtora independente Sr. Cheff Produções. Contou com o apoio da ETDUFPA (que cedeu o local de filmagem, com iluminação), o CEPEPO (que cedeu a câmera e os cinegrafistas), a MTV BELEM (que cedeu o microfone), a PARACINE (que bancou a alimentação) e a SINTDACPA (que cozinhou de forma admirável).
Título: D. Juan
Realizador: Mateus Moura
Assistência: Felipe Cruz
Produção: Sr. Cheff Produções
Atores: Ramón Rivera, Giovana Miglio, Haroldo França, Felipe Cruz e Mateus Moura
Música original: Ramón Rivera
Trilha sonora, montagem e fotografia: Mateus Moura
Figurino: Cassiane Dantas
Duração: 33 min
Formato: 16:9 & 4:3 / Cor / Digital
Sr. Cheff Produções é:
Mateus Moura
Felipe Cruz
Luana Beatriz
Luah Sampaio
Juan Pablo
Samir Raoni
Janaína Torres
Glenda Marinho
João Pedro Rodrigues
Neto Dias
Cassiane Dantas
Max Andreone
Giovana Miglio
Ramón Rivera
Haroldo França
Harrison Lopes
Vanessa Silva
"D. JUAN", de Mateus Moura
Serviço:
24 a 29 de maio (terça a domingo)
18h30
No Cinema Olympia
Entrada franca.
Sinopse:
Ele e ela são atores de um grupo que vai encenar d. Juan de moliére. Ele é casado, ela é solteira. Durante os ensaios eles sentirão recíproco tesão. Ele, apesar de infiel no pensamento, é fiel materialmente; ela é fiel à sua vontade: devorá-lo. Tal conflito pode se resolver através da entrega ou do esquecimento. No mundo social a entrega é proibida, mas no mundo do “faz de conta” não é bem assim. Ele e ela, símbolos da atuação, desfilarão personas.
O encontro de lobos.
O homem é lobo do homem.
A mulher é loba da mulher.
A ribalta é a lua cheia,
onde o encontro das bestas será aceito.
Informações Técnicas:
Filme rodado nos dias 27 e 28 de julho de 2010 pela produtora independente Sr. Cheff Produções. Contou com o apoio da ETDUFPA (que cedeu o local de filmagem, com iluminação), o CEPEPO (que cedeu a câmera e os cinegrafistas), a MTV BELEM (que cedeu o microfone), a PARACINE (que bancou a alimentação) e a SINTDACPA (que cozinhou de forma admirável).
Título: D. Juan
Realizador: Mateus Moura
Assistência: Felipe Cruz
Produção: Sr. Cheff Produções
Atores: Ramón Rivera, Giovana Miglio, Haroldo França, Felipe Cruz e Mateus Moura
Música original: Ramón Rivera
Trilha sonora, montagem e fotografia: Mateus Moura
Figurino: Cassiane Dantas
Duração: 33 min
Formato: 16:9 & 4:3 / Cor / Digital
Sr. Cheff Produções é:
Mateus Moura
Felipe Cruz
Luana Beatriz
Luah Sampaio
Juan Pablo
Samir Raoni
Janaína Torres
Glenda Marinho
João Pedro Rodrigues
Neto Dias
Cassiane Dantas
Max Andreone
Giovana Miglio
Ramón Rivera
Haroldo França
Harrison Lopes
Vanessa Silva
27.4.11
Cinema documentário no II módulo do curso "A arte audiovisual"
Curso "A arte audiovisual"
Módulo 2 O cineasta perscrutando a realidade (24 horas/aula)
Ministrante: Mateus Moura (APJCC)
de 03 a 08 de maio (terça a domingo)
das 9 às 13 hs
no auditório do SESC Boulevard
Inscrições gratuitas
Vagas limitadas
Sobre o curso:
As pretensões principais são sete: 1. Estimular a cinefilia como prática espiritual; 2. Enfocar certas formas de cinema que caminham estradas marginais; 3. Provocar o ser humano - tenha ele a condição que tiver - a realizar a prática cinematográfica; 4. Convocar os pensadores cinematográficos à produção escrita; 5. Desenvolver poder necessário para vôos críticos na questão filosófica trinária "O que é o cinema? O que é a realidade? O que é o documentário?"; 6. Compreender uma face da História da Humanidade através de certos Artistas e Imagens; e 7. Se questionar o que é a educação, a arte e a cultura - e o cineclubismo no seio disso.
Através da exposição de idéias, filmes, fatos e sonhos, deseja caminhar este curso (o segundo da trindade que pretende abarcar uma discussão sobre a “Arte Audiovisual”).
Sobre as unidades:
1 - Onde tudo começou...
- O primeiro cinema (atualidades X atrações)
- O cinema (ficção X documentário)
- “Diretor”, “Cinegrafista”, “Fotógrafo”, “Cineasta”
- A História (contada X registrada)
2 – Robert Flaherty – encenando a realidade
- O espetáculo do real
- encenação X registro
- luz, som e paisagem
- Robert Flaherty (autor)
3 – Dziga Vertov - um homem, uma câmera e o mundo
- “kino-glaz” (cine-olho) e “kino-pravda” (cine-verdade)
- os kinoks e os meios de produção
- o contexto histórico (vanguarda e comunismo)
- a montagem (manipulação)
4 – Robert Drew e cia - observadores sociais
- a evolução tecnológica e sua relevância na revolução estética
- o cinegrafista, o técnico de som e o montador
- o tema
- “direct cinema”
5 – Jean Rouch – o desbravador da humanidade
- rapsodo das imagens em movimento (a poesia da narração)
- o experimentalismo a partir do registro
- a realidade interior
- “cinéma vérité”
6 – Eduardo Coutinho – o conversador
- o documentário brasileiro e o cinema do terceiro mundo
- a entrevista
- o ator natural
- o filme se fazendo durante a filmagem
4.4.11
APJCC discute cinema no SESC Boulevard
Nos meses de abril e maio acontecerá no Centro Cultural SESC Boulevard o curso "O que é o cinema?", que tem como objetivo iniciar uma discussão sobre a arte cinematográfica assim como incentivar este segmento em Belém. O curso se dividirá em três momentos: Miguel Haoni será responsável pelo módulo “História do Cinema de Ficção”; Mateus Moura prosseguirá com “Perscrutando a Realidade” e para finalizar Luah Sampaio e Luana Beatriz ministrarão “Materializando a Imaginação”.
Miguel Haoni, cineclubista e diretor da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC), iniciará os trabalhos do curso com a “História do Cinema de Ficção”, nos dias 12 a 17 de abril. Este módulo abordará a significância do Cinema enquanto linguagem artística, propondo analisar as principais escolas estéticas, o papel das vanguardas, as modificações na linguagem cinematográfica ao longo dos anos.
Para tal evento, o módulo será dividido em 6 etapas iniciando pela estética dos faroestes americanos; seguindo pela loucura do cinema surrealista, representada pelo cineasta Luis Buñuel; o Realismo francês do entre-guerras; o Cinema Moderno; a Nova Hollywood, e por fim, a revolução que cerca o Cinema Maldito.
Dando continuidade, nos dias 03 a 08 de maio, Mateus Moura, que carrega vários títulos no currículo entre eles o de cineclubista e idealizador da APJCC, continuará o curso tendo em mente debater sobre o cinema documentário. Para isso, além da base teórica que será ofertada (entre eles, André Bazin), Mateus dará destaque aos momentos importantes dos pioneiros do cinema.
“A ideia do curso é fazer essa discussão teórica acerca desta questão trinária: o que é o cinema? O que é a realidade? O que é o documentário?", instiga Mateus Moura. Na ocasião, serão analisadas obras de artistas-problematizadores desde os Irmãos Lumiére, passando por Flaherty, Vertov, Rouch até os Irmãos Maysles e Eduardo Coutinho.
“A pretensão é influir nos potenciais realizadores e críticos o passo para a ação. O olhar crítico mais afinado nos espectadores e a compreensão mais profunda da História e da Cultura do século XX nos homens e mulheres”, finaliza Mateus.
Por fim, Luah Sampaio e Luana Beatriz, integrantes da APJCC, encerrarão o curso, ministrando o módulo “Materializando a Imaginação”, que abordará o cinema de animação. A ideia é mostrar a magia por trás do cinema de animação e perpetuar o conceito de arte deste segmento do cinema, para tal resultado ser obtido, o primeiro passo é desvincular a idéia boba que há sobre a animação e levá-la para o lado artístico. A animação é uma forma de expressão com muitas coisas a oferecer àqueles que decidem apreciá-la.
Para os interessados em participar, os encontros serão diários, sempre de terça ao domingo. O curso obedecerá a dinâmica dos diálogos para cumprir as especificidades do conteúdo programado. Fazem parte do cronograma: aula expositiva e debate com os alunos sobre o conteúdo em questão, pontuado pela exposição de fotos, desenhos, textos e trechos de filmes; exibição parcial de longas-metragens chaves para o entendimento do conteúdo em questão e material didático, críticas ou artigos sobre o assunto em questão.
As inscrições serão abertas a partir do dia 22 de março (terça-feira). Os interessados devem encaminhar-se ao SESC Boulevard, que fica localizado no Boulevard Castilho França, n°522/523, em frente à Estação das Docas, no horário de 10h às 19h entre terça-feira e domingo. O público tem a possibilidade de escolher um ou mais módulos. Cada módulo será em períodos distintos e será constituído de 4 horas por dia, de 9h às 13h. As vagas são limitadas.
SERVIÇO:
Curso "O que é o cinema?"
Módulo I: “História do Cinema de Ficção” com Miguel Haoni.
Módulo II: “Perscrutando a Realidade” (Cinema Documentário) com Mateus Moura.
Módulo III: “Materializando a imaginação” (Animação) com Luah Sampaio e Luana Beatriz.
Período: Módulo I: 12 a 17 de abril/ Módulo II: 03 a 08 de maio/ Módulo III: 24 a 29 de maio
Horário: 09h às 13h
Local: Auditório do Centro Cultural SESC Boulevard (Boulevard Castilho França, n°522/523 – em frente à Estação das Docas)
Informações: (91) 3224-5654/5305 (Centro Cultural SESC Boulevard) ou (91) 4005-9584/9587 (Assessoria de Comunicação)
INSCRIÇÕES:
Início: 22 de março de 2011, terça-feira.
Horário: 10 às 19h.
Dias: terça a domingo.
VAGAS LIMITADAS
INSCRIÇÕES GRATUITAS
Fonte: ASCOM SESC Boulevard
Marcadores:
animação,
animar,
apjcc,
arte audiovisual,
cinema,
cursos,
documentário,
ficção,
luah sampaio,
luana beatriz,
Mateus Moura,
Miguel Haoni
18.3.11
"Os Comparsas" estreia sábado em Mosqueiro
A Mairí Produções, em parceria com Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema e Cineclube Amazonas Douro, apresenta em primeira mão neste sábado (dia 19), às 20 horas, o filme "Os Comparsas" de Marcio Barradas, no Espaço Praia Bar (Praça Matriz em Mosqueiro). Na ocasião serão exibidos ainda os filmes "D. Juan" de Mateus Moura e "Coração Roxo" também de Marcio Barradas. A classificação indicativa é 18 anos e a entrada franca.
Sobre o filme:
O cineasta alemão Fritz Lang apresentou, no conjunto de sua obra, uma idéia particular: em determinado momento a realidade sempre consegue ser pior que o pior dos pesadelos. Ele também dizia que num mundo sem Deus, a única forma de atingir o cognitivo das platéias era através da dor física. E esta era sempre resultado da violência.
Inspirado pelos mesmos princípios, o cineasta paraense Marcio Barradas destila este "Os Comparsas", mais novo capítulo de seu "Ciclo mosqueirense", também composto por "A Poeta da Praia", "O Mastro de São Caralho" e "O Filho de Xangô".
Adaptado da história em quadrinhos do alemão Matthias Schultheiss (que por sua vez é a releitura do conto "Os Assassinos" do também alemão Charles Bukowski), "Os Comparsas" encontra suas raízes germânicas ao compor sua plasticidade sobre o conflito luz x sombra, tão caro à vanguarda expressionista dos anos 20.
O protagonista Pedro, por exemplo (interpretado pelo econômico e expressivo Solano Costa), atua como um oficial reformado da República de Weimar. Apesar do deslocamento descompassado, nunca senta de costas para a porta, nem deixa uma dama acender o próprio cigarro em público.
A gratuidade da violência, um dos aspectos mais reais da condição humana, surge no filme como o cruzamento estéril do humor negro na arte exploitation e a vulgaridade das páginas policiais. Tudo alinhado sob o rigoroso olhar da câmera.
Os planos fixos e os cortes rápidos dão a sensação de correr com os olhos as amareladas folhas dos quadrinhos pulp, nos quais o filme se inspira.
Apesar do realizador conduzir praticamente sozinho todo o processo com uma criatividade gritada, o resultado é de um distanciamento claustrofóbico. "Os Comparsas" é um mergulho gelado no mar de sangue, um idílico passeio no inferno.
Na última parte do filme, desenrola-se um tour de force entre a selvageria do crime e a plácida indiferença da casa - esta, um dos principais personagens da narrativa. Aqui os inserts tão comuns no cinema de Barradas atingem um paroxismo quase eisensteiniano: cinema como resultado criativo do choque de imagens.
Marcio Barradas, neste "Os Comparsas", mais uma vez nos relembra o óbvio: na pequena ou grande produção, o cinema só existe quando dá forma a uma visão forte. Fugindo da tecnocracia e do acanhamento, Barradas ousa interessar-se pelo cinema. Por mais absurdo que isso esteja.
Miguel Haoni (1984-2011)*
*O cineclubista tinha várias passagens pela Divisão de Atendimento ao Adolescente e pode ter sido morto por causa de dívida com traficantes, segundo a polícia, que já tem um suspeito do crime.
No local do homicídio, moradores silenciam com medo de represálias.
Serviço:
Exibição de "Os Comparsas", de Marcio Barradas, e dos curtas "Coração Roxo", de Marcio Barradas, e "D. Juan", de Mateus Moura.
Dia 19 de março (sábado)
às 20h
no Espaço Praia Bar, na Praça Matriz em Mosqueiro
Classificação indicativa: 18 anos
ENTRADA FRANCA
Realização: Maíri Produções, Cineclube Amazonas Douro e Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema
Informações: (91) 8356-1799
Sobre o filme:
O cineasta alemão Fritz Lang apresentou, no conjunto de sua obra, uma idéia particular: em determinado momento a realidade sempre consegue ser pior que o pior dos pesadelos. Ele também dizia que num mundo sem Deus, a única forma de atingir o cognitivo das platéias era através da dor física. E esta era sempre resultado da violência.
Inspirado pelos mesmos princípios, o cineasta paraense Marcio Barradas destila este "Os Comparsas", mais novo capítulo de seu "Ciclo mosqueirense", também composto por "A Poeta da Praia", "O Mastro de São Caralho" e "O Filho de Xangô".
Adaptado da história em quadrinhos do alemão Matthias Schultheiss (que por sua vez é a releitura do conto "Os Assassinos" do também alemão Charles Bukowski), "Os Comparsas" encontra suas raízes germânicas ao compor sua plasticidade sobre o conflito luz x sombra, tão caro à vanguarda expressionista dos anos 20.
O protagonista Pedro, por exemplo (interpretado pelo econômico e expressivo Solano Costa), atua como um oficial reformado da República de Weimar. Apesar do deslocamento descompassado, nunca senta de costas para a porta, nem deixa uma dama acender o próprio cigarro em público.
A gratuidade da violência, um dos aspectos mais reais da condição humana, surge no filme como o cruzamento estéril do humor negro na arte exploitation e a vulgaridade das páginas policiais. Tudo alinhado sob o rigoroso olhar da câmera.
Os planos fixos e os cortes rápidos dão a sensação de correr com os olhos as amareladas folhas dos quadrinhos pulp, nos quais o filme se inspira.
Apesar do realizador conduzir praticamente sozinho todo o processo com uma criatividade gritada, o resultado é de um distanciamento claustrofóbico. "Os Comparsas" é um mergulho gelado no mar de sangue, um idílico passeio no inferno.
Na última parte do filme, desenrola-se um tour de force entre a selvageria do crime e a plácida indiferença da casa - esta, um dos principais personagens da narrativa. Aqui os inserts tão comuns no cinema de Barradas atingem um paroxismo quase eisensteiniano: cinema como resultado criativo do choque de imagens.
Marcio Barradas, neste "Os Comparsas", mais uma vez nos relembra o óbvio: na pequena ou grande produção, o cinema só existe quando dá forma a uma visão forte. Fugindo da tecnocracia e do acanhamento, Barradas ousa interessar-se pelo cinema. Por mais absurdo que isso esteja.
Miguel Haoni (1984-2011)*
*O cineclubista tinha várias passagens pela Divisão de Atendimento ao Adolescente e pode ter sido morto por causa de dívida com traficantes, segundo a polícia, que já tem um suspeito do crime.
No local do homicídio, moradores silenciam com medo de represálias.
Serviço:
Exibição de "Os Comparsas", de Marcio Barradas, e dos curtas "Coração Roxo", de Marcio Barradas, e "D. Juan", de Mateus Moura.
Dia 19 de março (sábado)
às 20h
no Espaço Praia Bar, na Praça Matriz em Mosqueiro
Classificação indicativa: 18 anos
ENTRADA FRANCA
Realização: Maíri Produções, Cineclube Amazonas Douro e Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema
Informações: (91) 8356-1799
23.11.10
D. Juan em três sessões nesta quarta
"Excelente!" "Depois a gente conversa..." "Delicado" "Psicodélico!" "Muito bom, cara" "Só achei que a cena deles andando ficou muito longa..." "Acho que tu ta vendo muito Godard..." "Meio Tarkovski né?" "Maldito" "Você fez um filme!" "Teu filme não tem um gênero substancial" "Parece que tu só tem uma perna no filme!" "O áudio no diálogo é impressionantemente nítido" "Não ouvi rigorosamente nada na cena do diálogo" "Estranho" "O início é lindo!" "Francamente, achei que esse Coltrane estragou" "Parece que tu bateu punheta com a mão esquerda, mas de camisinha: é isso o teu filme!" “O animal preso e livre começa dançar”
D.Juan
Sinopse:
O encontro de lobos.
O homem é lobo do homem.
A mulher é loba da mulher.
A ribalta é a lua cheia,
onde o encontro das bestas será aceito.
Informações Técnicas:
Filme rodado nos dias 27 e 28 de julho de 2010 pela produtora independente Sr. Cheff Produções. Contou com o apoio da ETDUFPA (que cedeu o local de filmagem, com iluminação), o CEPEPO (que cedeu a câmera e os cinegrafistas), a MTV BELEM (que cedeu o microfone), a PARACINE (que bancou a alimentação) e a SINTDACPA (que cozinhou de forma admirável).
D. JUAN
Título: D. Juan
Realizador: Mateus Moura
Assistência: Felipe Cruz
Produção: Sr. Cheff Produções
Atores: Ramón Rivera, Giovana Miglio, Haroldo França, Felipe Cruz e Mateus Moura
Música original: Ramón Rivera
Trilha sonora, montagem e fotografia: Mateus Moura
Figurino: Cassiane Dantas
Duração: 33 min
Formato: 16:9 & 4:3 / Cor / Digital
![]() |
| Parte da equipe de produção |
Sr. Cheff Produções é:
Mateus Moura
Felipe Cruz
Luana Beatriz
Luah Sampaio
Juan Pablo
Samir Raoni
Janaína Torres
Glenda Marinho
João Pedro Rodrigues
Neto Dias
Cassiane Dantas
Max Andreone
Giovana Miglio
Ramón Rivera
Haroldo França
Harrison Lopes
Vanessa Silva
Serviço:
24/11 (quarta-feira)
Em 3 sessões: às 19h, às 20h e às 21h
No Cine Líbero Luxardo - Av. Gentil Bitencourt, 650, Térreo
Entrada franca.
Apoio de exibição: Cine Líbero Luxardo
Leia textos sobre o filme em Cinemateus.
26.10.10
Nesta quarta, estreia oficial do filme "D. Juan", de Mateus Moura
Sinopse:
O encontro de lobos.
O homem é lobo do homem.
A mulher é loba da mulher.
A ribalta é a lua cheia,
onde o encontro das bestas será aceito.
Informações Técnicas:
Filme rodado nos dias 27 e 28 de julho de 2010 pela produtora independente Sr. Cheff Produções. Contou com o apoio da ETDUFPA (que cedeu o local de filmagem, com iluminação), o CEPEPO (que cedeu a câmera e os cinegrafistas), a MTV BELEM (que cedeu o microfone), a PARACINE (que bancou a alimentação) e a SINTDACPA (que cozinhou de forma admirável).
D. JUAN
Título: D. Juan
Realizador: Mateus Moura
Assistência: Felipe Cruz
Produção: Sr. Cheff Produções
Atores: Ramón Rivera, Giovana Miglio, Haroldo França, Felipe Cruz e Mateus Moura
Música original: Ramón Rivera
Trilha sonora, montagem e fotografia: Mateus Moura
Figurino: Cassiane Dantas
Duração: 33 min
Formato: 16:9 & 4:3 / Cor / Digital
![]() |
| Parte da equipe de Produção |
Mateus Moura
Felipe Cruz
Luana Beatriz
Luah Sampaio
Juan Pablo
Samir Raoni
Janaína Torres
Glenda Marinho
João Pedro Rodrigues
Neto Dias
Cassiane Dantas
Max Andreone
Giovana Miglio
Ramón Rivera
Haroldo França
Harrison Lopes
Vanessa Silva
Serviço:
27/10 (quarta-feira)
Em 2 sessões: às 19h e às 20h
No Teatro Cláudio Barradas - Tv. Dom Romualdo de Seixas, 820
Entrada franca.
1.9.10
Caminhemos para que um dia possamos andar*
"Louco, para ele a vida não valia nada
Para ele a mulher amada era seu mundo." (João Nogueira)
Para ele a mulher amada era seu mundo." (João Nogueira)
Que se foda o bom senso, a minha relação com as obras de arte são, acima de tudo, sexuais. A minha intimidade com algumas é tão grande que todos os sentimentos mais viscerais, naturalmente, afloram: superproteção violenta, adoração fanática, saudade desesperadora, Lucidez, Amor. Banalizar, a base de preconceitos, uma bela e honesta construção artística de animação na minha frente, por exemplo, é como dar um beliscão na cara da minha mulher. Infelizmente a minha educação emocional latina não harmoniza com o silêncio da paciência. A metodologia aplicada é antropologicamente clara e direta: Eu saio na porrada. É inevitável, é a desgraça do apaixonado. E como não me interessa o contato físico com qualquer um, escolho a arma da palavra, mais higiênica e consequente.
É fato. 99,9 % dos críticos de cinema – atenção, não estou falando do público em geral... – não sabe por onde passa a arte da animação. E este parece ser o ritmo natural das coisas... 99,9 % dos críticos literários também não tem a menor noção do que são as histórias em quadrinho. Culpa, não da indústria cultural, mas do ingênuo – porque alienado, quando se crê desalienado - olhar que se dirige aos produtos que dela nascem.
O termo “senso-comum” é comumente utilizado nos discursos insuflados dos elitistas para estabelecer sua diferença com o gado. Se termos psicanalíticos como “neurose” e “inconsciente” estão à disposição de qualquer um hoje, se são uso do senso-comum, deve-se não desesperar porque tais saberes foram ‘banalizados’ (!), mas celebrar a multiplicação dos pães.
É no lírico e monstruoso início do filme de classe Z Female Vampire, de Jess Franco, quando Lina Romay surge das brumas do desconhecido vestida de capa, coturno e cinto pretos, e a câmera adentra seus poros sedentos do desejo mais puro que sabemos que a Poesia só vem de um lugar: do coração dos artífices.
“Anyone can cook”, diz o eterno cheff Gusteau ao ratinho Remy em Ratatouille, numa das maiores obras de arte deste século. A culinária, uma arte que lida com tato, visão, paladar e olfato, memória, novidade e montagem, e que talvez seja a segunda maior de todas as artes (só perdendo para o sexo), é, falando de senso-comum, muitas vezes conscientemente esquecida como tal. Na subida (só possível no universo da animação) pelos caminhos de um roedor, dos esgotos obscuros da solidão à liberdade das luzes da cidade dos sonhos, contemplamos a maior apresentação audiovisual de um cenário (este totalmente irreal) desde Era uma vez no Oeste, de Sergio Leone. É com Gusteau, gordinho como o cheff Alfred Hitchcock, o principal diálogo deste ratinho sonhador; é com Walt Disney, Winsor McCay, e outros sonhadores e criadores de movimento em mundos de linhas e cores o principal diálogo de Brad Bird e seus companheiros da Pixar.
Através da sinestesia das cores palatáveis em fogos de artifícios computadorizados Brad Bird, através de Remy, tenta explicar ao glutão Emile a beleza de simplesmente experimentar novos sabores. No início de Bastardos Inglórios, outra obra-prima deste século, há um momento ápice no diálogo travado entre Hans Landa e o fazendeiro francês em que o “jude hunter” fala, fazendo uma alegoria para complicar com o fato social da caça aos judeus pelos nazistas, da anti-natural aversão dos humanos aos ratos.
É anti-natural a maioria de nossas aversões e preconceitos, sejam raciais, sociais, econômicos, geográficos, artísticos. Se é de simpatias que se constrói uma personalidade, que ela seja sempre revista, auto-criticada, exposta às fagulhas da nossa mais pura lucidez.
Para Ego provar do mais belo prato foi preciso que o rato se travestisse de humano, contrabandeasse sua arte por debaixo dos panos. Iludindo as pré-concepções invadiu o paraíso, plantou a macieira e colheu maduro. Às vezes é preciso ser serpente para seduzir os que tudo já cobriram com seus véus de certeza.
Em 2011, o grande projeto de um movimento de jovens que já transcende a sigla APJCC é levar à discussão os mais vilipendiados suportes quando se trata de expressão artística: discutir as histórias em quadrinho, a animação, a televisão e os jogos eletrônicos interativos, sempre por apaixonados – por tais objetos e pela Razão – é o objetivo, humilde e violento, de desgraçados em busca de comunhão.
“O maior vilão é a neblina”, diz Lionay Dias sobre o espectro de visão que assola o senso-comum acerca do fantástico universo do vídeo-game. Murilo Coelho já falava faz tempo do “cancro estético”, onde são embalsamados os olhos acadêmicos, do “funil”, seja ele qual for, em que se colocam muitas vezes as autônomas obras de arte. Cauby Monteiro sempre alertou acerca da “viseira”, que impede a visão “scope” dos faroestes mais revolucionários.
A preocupação sempre foi de ordem patológica; a profilaxia não através da farmacologia, mas da enteogenia.
Carregamos a neblina e o vento, o vilão e o homem, a travessia é percorrida pelos sentidos, em direção aos objetos; que a estrada criticamente seja perseguida enquanto percorrida, para que caminhemos como o peregrino, enquanto o artista, errante, erre, e o senso-comum, andante, ande.
Caminhemos pois, para que um dia, sem muletas, essas artes possam voar.
Texto: Mateus Moura.
Imagens: Mateus Moura e Lionay Dias.
25.8.10
Fullerianas Parte 6 *
[Pickup on South Street. 1953. Samuel Fuller]
Por Mateus Moura (APJCC - 2010)
O cinema enquanto recurso pedagógico... vamos lá.
A melhor ilustração do espírito fulleriano didaticamente se encontra esmiuçado pela eterna Moe, no noir Pickup on South Street. Na magnífica aparição dessa personagem, a testemunha ocular da batida de carteira no metrô, em sua tentativa de começar uma descrição do delinquente com a convencional descrição fisica anatômica, é logo interrompido em grande estilo pela delatora.
"-Altura mediana? Que me importa se é alto, baixo, gordo, magro, existem milhões por aí... Descreve como ele fez, eles são conhecidos pela técnica, cada um tem a sua...". Numa encenação de gestos e dialeto fora de série, Moe fala do herói do filme, mas poderia muito bem estar falando do herói que dirigiu este filme. Nesse complicado submundo que se chama Hollywood, Fuller é o maior e mais visceral contrabandista. Nesta seara dos "pickpockets" do cinema, cada qual tem um estilo. E no fim é isso o que realmente conta, isso é que diferencia chicos de franciscos:
O modus operandi.
E já que a repetição é a pedagogia do sábio, e o negrito o travelling frontal:
O modus operandi.
8.8.10
Testemunho sobre a Mostra Novo Cinema Paraense*
Por Mateus Moura
Não existe “cinema paraense”, mas cineastas que residem no Pará, e fazem cinema.
“Chega de igreja!”, bradou Priscila Brasil. Marcelo Marat concordou.
Vivenciei nesses últimos 3 dias o que denominei de “a maior fagulha de clareza coletiva de cineclubismo desse ano”. Da polêmica que antecedeu o evento sobrou apenas a batalha saudável de idéias. Foi quem queria realmente contribuir para a discussão. Natural e harmoniosamente, conclusões coletivas restaram lado a lado às discordâncias individuais. O que prevaleceu não foi nem a discussão sobre o “novo”, nem sobre o “paraense”, mas sobre o CINEMA.
“Não existe o cinema paraense”, disparou Nilson Bala. E nessa hora senti uma pontada na nuca, me lamentando termos perdido nome tão interessante para a Mostra. Entretanto, o nosso título não perdeu a realeza de seu significado profundo: o “Novo Cinema Paraense” seria sobre os últimos filmes aqui produzidos, mas, sobretudo, sobre uma nova consciência acerca desse tal cinema, construída através da discussão. Enquanto o filme trabalha o inconsciente coletivo, o cineclube trabalha com o consciente coletivo. É o apagar e o acender das luzes. O “Novo Cinema Paraense”, logo, não se configura numa tentativa de rotulação, mas de provocação.
“Espaço democrático horizontal expressivo intelectual”, nunca esses pleonasmos todos fizeram tanto sentido. Todos estavam à vontade: espectador, cineasta, crítico, produtor, ator, cineclubista, claquetista, filme. Ao invés da busca de uma identidade regional forçada e demagógica, tudo foi espontaneamente analisado através da sede de conhecer profundamente os objetos. Concluímos que é inegável a excelência cine-criativa de Marcelo Marat, Priscila Brasil, Márcio Barradas... A crítica – decidiu-se – deve ser sempre construtiva. O artista – vislumbrou-se – sempre livre.
O artista é o que não tem medo de errar. Se errar é humano e perdoar é divino, que Deus nos perdoe por sermos errantes. “Viver é perigoso, e é preciso ter coragem”, disse Rosa. Encarar a frio e sem desassossegos grandes as coisas todas que balbuciamos sobre é a grande sabedoria dos diálogos à luz da razão. Não é nada demais a arte, a crítica, a contemplação estética, a denúncia social; não é nada mais do que só tudo isso. O que aprendo no contato com o outro é essa troca, esse quinhão de conhecimento solidário.
Logicamente, esse não é um texto definitivo sobre o que aconteceu nos dias 4, 5 e 6 de agosto de 2010 no auditório do IPHAN. Menos ainda o texto oficial da avaliação do INOVACINE sobre a Mostra.
Não é nada mais que um testemunho pessoal.
*publicado originalmente em Cinemateus
Assinar:
Postagens (Atom)



















