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28.6.13

Em Julho, a carta da APJCC é o Cinema Contemporâneo

CURSO DE CINEMA ASIÁTICO CONTEMPORÂNEO: ENFIM ÀS ÍNDIAS

Se houve vezes na História do Cinema em que os EUA trouxeram a novidade, ou a França, a Itália, o Brasil, a URSS, hoje, sem dúvida, é dos países do Extremo Oriente que surgem os objetos mais notadamente não-identificados. Afora o movimento forte de vanguarda, parece vir de lá, como se não bastasse, o melhor “cinema clássico”, assim como o melhor “cinema comercial”.
Tais cinematografias, por se tratarem de obras experimentais e/ou distantes, tem circulação restrita a poucos circuitos alternativos. Devido a essa falta de acesso, acabamos creditando a outrem o pódio que outros mereciam ocupar.
O “Curso de Cinema Asiático Contemporâneo: enfim às Índias” propõe uma grande navegação a esse inexplorado continente, tão rico e fascinante. A cartografia deverá ser crítica, os olhos nus e a vontade de exploração criativa. Serão 4 módulos, 2 cineastas perseguidos em cada. Enfim às Índias, sem sair do lugar.


Módulo 2: A vida como ela é, uma vez
(HONG SANG SOO & JIA ZHANG-KE E A ORIGEM DO MUNDO)


Se gênios do cinema como Yasujiro Ozu, Roberto Rossellini, Eric Rohmer, Jean Eustache acreditaram na máquina audiovisual como esse aparato que ao revelar o mundo constrói um universo, é porque seguiam a máxima hermética que o que está do lado de fora é como o que está do lado de dentro. Verdadeiros mensageiros alados, ao deslizar as encostas do caminho que trilharam, engendraram em seus momentos de comunicação com o mundo, fiéis epifanias, tecidas de arte e milagre.
Hong Sang-Soo e Jia Zhang-Ke, herdeiros contundentes deste cinema que Louis Lumiére, Robert Flaherty, André Bazin, Cesare Zavattini sonharam outrora, são, enquanto orientais (ocidentais), indivíduos ícones de nossa era.
Os personagens do primeiro são sempre homens-artistas-perdidos, perdidos com sua mente e a vontade inelutável de criar, perdidos com sua pica e a vontade inexorável de copular... Em “Noite e dia”, em cena antológica e ontológica, numa exposição dos quadros do realista Gustave Courbet, o casal discute, perscrutando o quadro, se ele se chama “A Origem do Mundo” ou “A Origem do Homem”. O diretor coreano Hong Sang-Soo, ao originar o seu mundo no espaço do tempo de um plano, retorna sempre às origens do homem & ao originar no personagem o homem segue sempre em direção ao mundo. Assim como o quadro que está na parede do museu não é nada além de uma superfície com tintas, o universo que se projeta fantasmático não é nada mais que luz de um outrora aprisionado. A vida como ela é, uma vez.
O segundo, o chinês Jia Zhang-Ke, impressiona com o seu faro de observador atento das superfícies mais profundas. Vê no cinema, claramente, sacro ofício de uma função: registrar o Mundo. Tarefa paradoxal em sua subjetividade-objetividade, labiríntica em suas entranhas, a arte de gravar é, em seu livre-arbítrio, problema ético dos mais complexos.
Em “Em busca da Vida”, filme onde registra o drama de cidadãos se adequando às decisões da nação, Jia traz a tona o homem em sua relação mais direta com a existência. Lembrando sempre da ficção inerente à construção artística, não obstante, nos recorda sempre que há um narrador, e que toda verdade só pode brilhar envolta neste olhar terno e desconfiado chamado mentira. A vida como ela é, uma vez.
Era uma vez...

Idealização e texto: Mateus Moura (APJCC – 2013)


SERVIÇO:


Módulo II – A vida como ela é, uma vez
09, 10, 11 e 12 de julho
De 10h as 13h
No Sesc Boulevard
(Av. Boulevard Castilho França, 522-523 – Campina)

INSCRIÇÕES ABERTAS – de 02 a 12 de julho, das 10h as 18h – no Sesc Boulevard 
CURSO GRATUITO COM VAGAS LIMITADAS
Realização: SESC e APJCC

obs: Não é preciso ter feito o módulo I para cursar este módulo.


MINI-CURSO DE CINEMA CONTEMPORÂNEO

O mini-curso pretende através do percurso instituído pelo Mestre Luiz Carlos Gonçalves de Oliveira Júnior em seus textos "A estética de fluxo no cinema contemporâneo e O cinema de fluxo e a "mise-en scene" analisar um recorte da produção cinematográfica contemporânea sob a luz dos conceitos de plano-fluxo, dispositivo e instalação, e mise en scene. De que maneira os filmes de Hou Hsiao-hsien, Gus Van Sant, Claire Denis, Apichatpong Weerasethakul entre outros, são reveladores de uma contemporânea "crise da cena" e de uma sensibilidade neo-primitiva em relação ao mundo e ao fazer cinematográfico? O problema vai do cinematógrafo Lumière aos efeitos em CGI, passando pela longa historiografia da mise en scene clássica. Interessa ao mini-curso, entretanto avaliar de que maneira os realizadores "do fluxo" impõem uma alternativa sensorial ao reino da linguagem.


Mini-curso de Cinema Contemporâneo

com Miguel Haoni (Coletivo Atalante)
10 à 12 de julho (quarta a sexta)
das 14h às 18h, no auditório do CCBEU
(Tv. Padre Eutíquio, 1309)

Inscrições: 50 R$

VAGAS LIMITADAS

Realização: Centro Cultural Brasil-Estados Unidos

Apoio: APJCC e Coletivo Atalante

13.2.12

Cine CCBEU apresenta "Férias Frustradas de Verão", de Greg Mottola


Uma das declarações que melhor sintetiza o sentido profundo dos grandes filmes foi proferida pelo crítico francês François Truffaut na introdução de sua coletânea clássica "Os Filmes da Minha Vida". No texto, ele só pede de um filme que "expresse ou a satisfação de fazer cinema ou a angústia de fazer cinema". E é exatamente isso que nos mostra "Férias Frustradas de Verão": o registro de um olhar e as esperanças e dores implicadas nisso. Um filme sobre o cinema.
Greg Mottola ("Superbad - É hoje") talvez seja o maior cineasta do clã de Judd Apatow ("Ligeiramente Grávidos") - o grupo que protagoniza a maturidade das comédias adolescentes sujas no cinema americano atual, insuflando num dos gêneros mais desprezíveis uma dose surpreendente de humanidade, poesia e criatividade cinematográfica.
Em "Férias Frustradas de Verão", Mottola constrói seu filme mais pessoal, recontando suas experiências no final dos anos 80 quando trabalhou num parque de diversões naquele que foi o melhor "pior verão de sua vida". Mais do que um relato objetivo, o filme documenta o olhar que o autor direcionava ao mundo. Olhar contaminado de literatura, rock'n roll, sonhos e, acima de tudo, filmes.
Neste sentido a obra é um maravilhoso e profundo mosaico do universo mítico das comédias dos anos 80, de "Te Pego Lá Fora" a "Almôndegas", passando evidentemente pela lírica do maestro John Hugues ("Clube dos Cinco", "Curtindo a Vida Adoidado").
Para Mottola entretanto, mais importante que o monumento é o testamento, a ruptura, o adeus. E é nesta hora que a vitalidade explode no filme.
Mais importante que o sonho é o acordar, olhar para frente, perceber a vida e aceitar fazer parte. Descobrir que para além do romantismo das Sessões da Tarde existe a alegria e o risco de se estar vivo num mundo em que os golpes baixos existem e não podemos nos esconder deles. Num mundo em que a "garota dos seus sonhos" dá lugar  à "mulher da sua vida".

Miguel Haoni (Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema - 2012)

Obs: Esta sessão é dedicada àqueles que escolheram abandonar Adventureland.

Serviço:
16 de fevereiro (quinta) às 18h30
no cineteatro do CCBEU - Tv. Padre Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA

Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cine GEMPAC

Mais informações:
Comunidade e Perfil no Orkut
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Twitter da APJCC
Facebook da APJCC
Fone:: 8717-9683

1.2.12

Inscrições abertas para curso de cinema e cineclubismo

 
A Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, em parceria com a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, promove entre os dias 6 e 10 de fevereiro (segunda a sexta), das 14 às 18 horas, o Curso de Cinema e Cineclubismo, ministrado por Miguel Haoni com carga horária máxima de 20 horas.
O curso pretende através de uma oficina de formação cineclubista e duas unidades de teoria cinematográfica (o Cinema Clássico de John Ford e o Cinema Moderno de Federico Fellini) municiar os participantes para o desenvolvimento de ações arte-educativas de crítica e cineclubismo.
Compreendido como uma atividade regular e gratuita de exibição e discussão de filmes, o cineclube é espaço privilegiado para o desenvolvimento do pensamento cinematográfico através da colaboração democrática no processo de construção do conhecimento, além de propiciar um passeio crítico sobre a produção local, nacional e internacional.
Neste sentido, o curso aqui apresentado pretende-se um incentivador para o surgimento de novos e diferentes cineclubistas (componentes vitais do cineclube). Qual o projeto pedagógico da curadoria do cineclube? Como manipular os mecanismos de divulgação das sessões? Como sustentar o debate presencial e virtual após as exibições? Tais questões serão linhas-mestras que o curso pretende traçar.
As unidades teóricas partem de sessões cineclubistas (exibição e debate sobre os filmes "Rastros de Ódio" e "Fellini 8 e meio") para exercícios de olhar em que as noções de estilo e escrita fílmica regulam a inserção de dois cineastas-mestres, e seus respectivos universos líricos, em diferentes cânones historiograficos.
As inscrições para o Curso de Cinema e Cineclubismo podem ser feitas pelo telefone 8717-9683 e o investimento é de R$50,00.


Sobre as unidades:

Unidade Um
Oficina de formação cineclubista
Um passo-a-passo introdutório nos vários meandros da prática cineclubista (projeto pedagógico, programação, divulgação, produção e registro), a oficina pretende incentivar os participantes a transformar suas cinefilias numa ação educativa multiplicadora, além de oferecer ferramentas para os iniciados no cineclubismo potencializarem suas atividades.

Unidade Dois
Fazendo westerns: o Cinema Clássico em John Ford
Ao mesmo tempo direto e carregado de subtextos, o cinema do americano John Ford é um monumento à complexidade das emoções, aos conflitos essenciais e, sobretudo, ao poder expressivo das imagens. A aparente simplicidade de suas narrativas e personagens esconde um dos mais fascinantes universos poéticos e a parcimônia do estilo é um convite permanente à descoberta do que de mais humano o cinema de gênero produziu.

Unidade Três
Um brinquedo maravilhoso: o Cinema Moderno em Federico Fellini
Transformando seus traumas e obsessões em espetáculos circenses, o italiano Federico Fellini foi um dos maiores autores da história do cinema. Numa radicalização do barroco audiovisual, Fellini fundou suas alegorias nos dilaceramentos da vida. Sua fauna de rostos mudos e cenários histéricos é palco para gigantescas mulheres-bebê e frágeis machos num dos retratos mais perturbadores e sinceros da condição humana.

Serviço:
Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos apresenta: Curso de Cinema e Cineclubismo (20 horas/aula)
Ministrante: Miguel Haoni (APJCC)
De 6 a 10 de fevereiro (segunda a sexta), das 14 às 18 horas no auditório do SDDH (Av. Govenador José Malcher, 1381, Bairro Nazaré )
Informações e inscrições pelo fone: 8717-9683
Investimento: R$ 50,00
VAGAS LIMITADAS

Realização: SDDH e APJCC
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

18.1.12

Miguel Haoni ministra curso de cinema e cineclubismo

Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos apresenta:
Curso de Cinema e Cineclubismo (20 horas/aula)
Ministrante: Miguel Haoni (APJCC)

De 6 a 10 de fevereiro (segunda a sexta)
das 14 às 18 horas
no auditório do SDDH (Av. Govenador José Malcher, 1381, Bairro Nazaré )

Informações e inscrições pelo fone: 8717-9683
Investimento: R$ 50,00
VAGAS LIMITADAS

Realização: SDDH e APJCC

21.10.11

APJCC e SESC promovem curso de crítica cinematográfica

Cinema é a arte das imagens em movimento. Como arte é o canal de expressão de homens e mulheres que concebem o mundo sob um prisma poético. Como imagens é o espelho da humanidade nos últimos 115 anos: suas ilusões, vergonhas, vitórias e medos projetados em 24 quadros por segundo. E como movimento é a música da luz, a montanha russa nas mais impressionantes paisagens do inconsciente. 
Tudo isso, porém, quase sempre passa batido na nossa convencional  fruição de filmes. A dieta viciada de audiovisual imposta pela indústria massiva de imagens, nos impede de observar o universo por trás dos "roteiros e atuações".
Poesia em cinema é feita de zoom e travelling; do comportamento da câmera à mise-en-scène; do enquadramento criativo à duração do plano. Em resumo: da forma como se manipula a linguagem cinematográfica.
Nesse sentido o Centro Cultural SESC Boulevard propõe o Curso de Crítica Cinematográfica (ministrado por Miguel Haoni da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema), que com a ajuda da História Contemporânea e da Filosofia da Arte pretende lançar um outro olhar sobre o fenômeno audiovisual artístico.
O curso pretende, através de três unidades ( I Cinema Clássico Hollywoodiano; II Vanguardas de 20; e III Cinema Novo brasileiro) observar como diferentes cineastas concebiam a arte em momentos chave de sua evolução histórica.
 A partir do debate crítico, leitura de textos e análise de filmes ("Sua Esposa e o Mundo" de Frank Capra e "Iracema - Uma Transa Amazônica" de Jorge Bodanzky e Orlando Senna) o curso pretende desvendar de que maneira esta linguagem de imagens é tecida na construção de discursos e sensações, configurando parte fundamental de nossa experiência no mundo contemporâneo.


Sobre as unidades:

Unidade I: Artífices da transparência: o cinema clássico
Após a sua conturbada gênese, o cinema atravessou um processo de moralização simultâneo ao desenvolvimento de sua linguagem específica. Protagonizado por cineastas americanos, o "cinema clássico" representou a libertação dos códigos cinematográficos de seus correlatos nas outras artes. Apesar da domesticação posterior, sua criação entretanto, representou um dos momentos mais criativos na história.

Unidade II: A imagem fluida ou as Vanguardas de 1920
Na Europa dos anos 20, enquanto o cinema se enrijecia num padrão clássico, diversas cinematografias nacionais propunham novas formas de abordagem audiovisual. O impressionismo e o surrealismo na França, o expressionismo na Alemanha e as pesquisas de montagem na União Soviética ofereciam uma oposição selvagem ao modelo cinematográfico hegemônico.
 
Unidade III: Uma câmera na mão e muita raiva: Glauber Rocha e o Cinema Novo

Após o lançamento do filme Rio 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos, o cinema brasileiro havia entrado definitivamente por uma nova vereda. O contato entre grupos de jovens cineastas na Bahia e no Rio de Janeiro afinava aquilo que desencadearia um dos movimentos cinematogáficos mais importantes do 3° mundo. O Cinema Novo brasileiro deixou um legado valiosíssimo para o audiovisual latino americano e através da trajetória de seu maior mestre, Glauber Rocha, acompanharemos como a revolução chegou às telas do país.
 
Serviço:  

Centro Cultural SESC Boulevard apresenta: Curso de Crítica Cinematográfica (12 horas/aula). 
Ministrante: Miguel Haoni (APJCC)
De 25 a 27 de outubro (terça a quinta), das 18 às 22 horas no auditório do SESC Boulevard (Boulevard Castilho França, n°522/523)
Informações pelo fone: 3224-5654/5305
INSCRIÇÕES GRATUITAS NO LOCAL
VAGAS LIMITADAS
Realização: CCBEU e APJCC

17.10.11

APJCC ministra mini-curso em Curitiba

Centro Acadêmico Zé do Caixão e Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema apresentam:

Mini-curso de Introdução à Linguagem Cinematográfica (O Estilo no filme de Gênero)

Cinema é a arte das imagens em movimento. Como arte é o canal de expressão de homens e mulheres que concebem o mundo sob um prisma poético. Como imagens é o espelho da humanidade nos últimos 115 anos: suas ilusões, vergonhas, vitórias e medos projetados em 24 quadros por segundo. E como movimento é a música da luz, a montanha russa nas mais impressionantes paisagens do inconsciente.
Tudo isso, porém, quase sempre passa batido na nossa convencional fruição de filmes. A dieta viciada de audiovisual imposta pela indústria massiva de imagens, nos impede de perceber o universo por trás dos "roteiros e atuações".
Poesia em cinema é feita de zoom e travelling; do comportamento da câmera à mise-en-scène; do enquadramento criativo à duração do plano. Em resumo: da forma como se manipula a linguagem cinematográfica.
Nesse sentido, o Centro Acadêmico Zé do Caixão e a APJCC, propõem o Mini-curso de Introdução à Linguagem Cinematográfica (ministrado por Cauby Monteiro e Miguel Haoni*), que com a ajuda da História Contemporânea e da Filosofia da Arte pretende lançar um outro olhar sobre o fenômeno audiovisual artístico.
O curso pretende, através da análise estilística do "Filme de Gênero" observar como diferentes cineastas concebiam a arte em momentos chave de sua evolução histórica.
A partir do debate crítico, leitura de textos e análise do filme "Rastros de Ódio" de John Ford , o curso pretende desvendar de que maneira esta linguagem de imagens é tecida na construção de discursos e sensações, configurando parte fundamental de nossa experiência no mundo contemporâneo.

*Cauby Monteiro 
Idealizador e fundador da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema e membro do "Cinema em Transformação". Coordenou entre 2008 e 2009, a Sessão Maldita no Cine Líbero Luxardo. Tem uma produtora de filmes independentes chamada Antifilmes produções.


Miguel Haoni
Cineclubista e diretor da APJCC. Coordenou os projetos Cine Uepa, Cinema na Casa e INOVACINE/FAPESPA e atualmente, coordena o Cine CCBEU, o projeto APJCC Debate de intervenção crítica no meio digital e ministra Cursos de História(s) do Cinema na capital paraense.

Serviço:
Centro Acadêmico Zé do Caixão e Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema apresentam: Mini-curso de Introdução à Linguagem Cinematográfica (O Estilo no filme de Gênero)
8 horas/aula
Ministrantes: Cauby Monteiro e Miguel Haoni (APJCC)
dias 3 e 4 de novembro (quinta e sexta)
das 14 às 18 horas
no auditório da FAP (Faculdade de Artes do Paraná) - Rua dos Funcionários, 1357 - Cabral

Informações pelo fone (41) 3250-7313
Investimento: 10 R$
VAGAS LIMITADAS

Realização: Cineclube Zé do Caixão e APJCC
Apoio institucional: FAP e Cinemateca de Curitiba

10.9.11

Curso de Introdução à Linguagem Cinematográfica no CCBEU

Centro Cultural Brasil Estados Unidos apresenta:

Curso de Introdução à Linguagem Cinematográfica 
(Ou História do Cinema)

Ministrante: Miguel Haoni (APJCC)

20 horas/aula



Serviço:

de 26 a 30 de setembro (segunda a sexta)
das 18 às 22 horas
no Auditório do CCBEU - Tv. Padre Eutíquio, 1309
Investimento: R$ 50,00
Informações pelo fone: (91) 3221-6100

VAGAS LIMITADAS
Realização: CCBEU

14.8.11

Curso de História(s) do Cinema no Colégio Sucesso




Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema e Colégio Sucesso apresentam

"Curso de História(s) do Cinema “
(20 horas/aula)
Ministrante: Miguel Haoni (APJCC)

de 22 a 26 de agosto (segunda a sexta)
das 15 às 19 horas
no Auditório do Colégio Sucesso - Travessa Mauriti, 1032. Sacramenta, entre Perdro Miranda e Antonio Everdosa
Investimento: R$ 50,00 (inscrições gratuitas para alunos dos Colégios Sucesso e Ideal)

Inscrições pelo fone: (91) 8717-9683
VAGAS LIMITADAS

Realização: APJCC e Colégio Sucesso
Apoio: Cineclube Amazonas Douro e Grupo Ideal

20.7.11

Curso debate movimentos essenciais na evolução da linguagem cinematográfica




O Curso de História(s) do Cinema, promovido pelo Casarão Cultural Floresta Sonora em parceria com a Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema e com o Cineclube Amazonas Douro, propõe uma reflexão sobre três momentos essenciais na evolução da linguagem cinematográfica: o estabelecimento do cinema narrativo clássico com o sistema de gêneros (destacando-se o Faroeste); as Vanguardas de 20 que se opunham ao esquema clássico (destaque para o Surrealismo); e a gênese do Cinema Moderno, uma espécie de fusão das concepções anteriores. Na quarta unidade será avaliado como o esquema canônico aqui dividido é responsável pela formação de cinematografias discriminadas, marginais na marcha da história mas essenciais para o desenvolvimento da arte.

O curso, ministrado por Miguel Haoni*, ocorre no período de 25 a 29 de julho (segunda à sexta), das 14 às 18 hs, com investimento de 50R$. Inscrições pelo fone: 8717-9683.

Sobre as unidades:

Unidade um A cosmogonia americana: ética e estética do faroeste
Inspirados pela ancestral tradição da narrativa, cineastas americanos na aurora de hollywood, dão movimento às tradicionais estórias do velho oeste. Apoiados pela documentação, eles criam uma nova mitologia com deuses e heróis lutando contra as forças da natureza. Os filmes de faroeste representam uma das formas mais sensíveis e ousadas de representação da realidade, do homem e das tragédias da existência .

Unidade dois: Luzes da loucura: Buñuel e o Surrealismo
Um dos momentos chave da história do cinema, o movimento surrealista francês será amplamente observado em todas as suas dimensões e princípios através da trajetória do grande Luis Buñuel, que com sua vasta filmografia, lançou luz aos aspectos mais subterrâneos do inconsciente humano.

Unidade três: Realismo e opacidade: a gênese do Cinema Moderno
Em meados de 1940, o cinema passa por uma modificação radical na sua concepção expressiva e na forma de abordar os fenômenos humanos. Através da influência revolucionária de Cidadão Kane e Roma, Cidade Aberta a década pavimentou o terreno para o desenvolvimento de novas formas de conceber e realizar filmes através do mundo: nasce o que se convencionou chamar de “Cinema Moderno”. E nada mais foi como era antes.

Unidade quatro: A revolução mnemônica: panorâmica sobre o Cinema Maldito
O que garante a eternidade de uma obra? O tempo e a sociedade por vezes foram cruéis com grandes artistas que por diversos motivos eram jogados ao limbo do esquecimento e cujas obras foram depreciadas por muitos. Mas não por todos. E nesse sentido entenderemos a relevância do “cinema marginal” e do esforço de seus mantenedores. De Stroheim ao horror italiano, do filme de vingança oriental ao cinema de celular africano, a tradição do cinema maldito é tão grande quanto a das “obras-primas”. Tudo o que precisamos é uma pá, uma peneira e a mente aberta.

*Miguel Haoni é cineclubista, diretor da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema. Coordenou os projetos Cine Uepa, Cinema na Casa e INOVACINE/FAPESPA . Participou do Cine EGPA , Sessão Maldita, Cineclube da Aliança Francesa, Coisas de Cinema e TV Clube, atualmente, coordena o Cine CCBEU, o Cineclube do Colégio Sucesso e o projeto APJCC Debate de intervenção crítica no espaço virtual.

Serviço:
Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema e Casarão Cultural Floresta Sonora apresentam "Curso de História(s) do Cinema" (20 horas/aula)
Ministrante: Miguel Haoni (APJCC)
de 25 a 29 de julho (segunda a sexta)
das 14 às 18 horas
no Casarão Cultural Floresta Sonora - 13 de maio, 363 - Comércio - Entre Frutuoso e Campos Salles
Investimento: R$ 50,00
Inscrições pelo fone: (91) 8717-9683
VAGAS LIMITADAS

Realização: APJCC e Casarão
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

8.7.11

APJCC apresenta

Hoje, a APJCC divulga o primeiro passo de um projeto que pretendemos desenvolver no decorrer deste segundo semestre. A aba "APJCC apresenta" dá acesso ao piloto de um programa desenvolvido com o intuito de expandir a discussão sobre cinema, crítica e sociedade para além de seus limites espaciais. Se a mídia, e isso há algum tempo, é a esfera pública da nossa época, já é hora de a APJCC pedir licença nesse púlpito. Façamos um cineclube virtual! E, claro, a prioridade, como sempre, é o diálogo. Então, convidamos todos a assistir e comentar o programa #1: "Crítica pra quê?".

Informações técnicas:

Felipe Cruz, Luah Sampaio e Miguel Haoni (membros da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema) debatem sobre a função da crítica.
Produção e câmera: Gabriel Gaya, Glenda Marinho, Janaína Torres;
Produção e montagem: Luana Beatriz
Música: Zoot Sims Quartet - "Blinuet"
Agradecimento: Gabriel Vilhena
Realização: APJCC

3.5.11

Miguel Haoni ministra curso de história do cinema


"Curso de História(s) do Cinema" (30 horas/aula)

Ministrante: Miguel Haoni (APJCC)*

de 11 a 31 de maio (segundas, quartas e sextas)
das 15h às 18h

Sobre o curso:

Mais de cem anos, o cinema acompanha, registra e encanta homens e mulheres pelo mundo inteiro. Sua trajetória muitas vezes confunde-se com os próprios movimentos perpetrados pelo homem contemporâneo. Nossas vitórias, medos, paixões e misérias foram por vezes, filmadas e projetadas como imagens em movimento. Por conta disto e de seu inestimável valor intelectual e estético, o Cinema configurou-se como a maior contribuição artística do século XX, o que não significa que seja visto, nos dias de hoje, como tal.

A realidade prática nos coloca diariamente em presença de imagens em movimento. Seja na TV, no computador e até mesmo em filmes, o ritual de fruição estética da linguagem audiovisual é gradualmente vulgarizado. A exemplo disso temos o crescimento avassalador do mercado de DVDs piratas que em sua grande maioria, dispõe de um catálogo extenso de títulos lastimáveis, filmes sem valor.

Tal condição torna premente a necessidade de um estudo detido e minucioso sobre o Cinema enquanto linguagem artística. Neste sentido apresenta-se o Curso de História(s) do Cinema, aqui dividido em seis unidades e nove aulas que dão conta de grandes períodos na linha evolutiva da sétima arte. A opção por uma perspectiva histórica não apenas dinamiza a abordagem do objeto estudado, mas também permite questionamentos fundamentais nesta empreitada: Quais foram as permanências e modificações na linguagem cinematográfica ao longo dos anos? Qual o papel das vanguardas e dos movimentos conservacionistas nesta história? Quais as principais escolas estéticas? Qual a ligação entre o cinema e a sociedade através do tempo?

Estas perguntas serão a base norteadora do curso aqui apresentado.

Sobre as unidades:

Unidade I
Artífices da transparência: o cinema clássico
Após a sua conturbada gênese, o cinema atravessou um processo de moralização simultâneo ao desenvolvimento de sua linguagem específica. Protagonizado por cineastas americanos, o "cinema clássico" representou a libertação dos códigos cinematográficos de seus correlatos nas outras artes. Apesar da domesticação posterior, sua criação entretanto, representou um dos momentos mais criativos na história.

Unidade II
A tradição do cinema narrativo clássico no Japão
O cinema clássico grassou uma rcepção mundial imensa atingindo os mais distantes pólos de produção. No Japão, os cineastas que antes, durante e após a Segunda Guerra operavam a matriz melodramática associada ao zen e à crise da modernização, ofereciam ao mundo uma forma particular de arte. A decupagem de Yasujiro Ozu e a mise-en-scène de Kenji Mizoguchi não apenas representavam uma variação formal mas uma maneira única e inovadora de observar o mundo.

Unidade III
A imagem fluida ou as Vanguardas de 1920
Na Europa dos anos 20, enquanto o cinema se enrijecia num padrão clássico, diversas cinematografias nacionais propunham novas formas de abordagem audiovisual. O impressionismo e o surrealismo na França, o expressionismo na Alemanha e as pesquisas de montagem na União Soviética ofereciam uma oposição selvagem ao modelo cinematográfico hegemônico.

Unidade IV
Uma câmera na mão e muita raiva: Glauber Rocha e o Cinema Novo
Após o lançamento do filme Rio 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos, o cinema brasileiro havia entrado definitivamente por uma nova vereda. O contato entre grupos de jovens cineastas na Bahia e no Rio de Janeiro afinava aquilo que desencadearia um dos movimentos cinematogáficos mais importantes do 3° mundo. O Cinema Novo brasileiro deixou um legado valiosíssimo para o audiovisual latino americano e através da trajetória de seu maior mestre, Glauber Rocha, acompanharemos como a revolução chegou às telas do país.

Unidade V
A cine-hipnose ou o estilo em Stanley Kubrick
Stanley Kubrick foi um cineasta único no panorama do cinema moderno. Seus filmes mostravam uma ampla consciência do potencial dos gêneros clássicos, mas sobretudo uma manipulação do tempo que atuava diretamente na respiração dos espectadores. Concebendo o cinema como um mantra, Kubrick concebeu obras-primas, tornando-se um dos maiores artistas-pensadores sobre a violência no século XX.

Unidade VI
Sangue de Poetas: panorâmica sobre a violência no cinema
Desde sua gênese, a história do cinema confunde-se com a história do cinema de violência, seja nos clássicos filmes de gênero hollywoodiano, ou os gritos de fome no Cinema Novo latino. Espetáculo vulgar ou expressão lírica, a violência sempre foi grande parceira do cinema, e em torno dela, suas vantagens e desvantagens éticas e estéticas, compreenderemos as funções das tripas e miolos na arte contemporânea.

*Miguel Haoni é cineclubista, diretor da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema. Coordenou os projetos Cine Uepa e Cinema na Casa e participou do Cine EGPA , Sessão Maldita, Cineclube da Aliança Francesa, Coisas de Cinema e TV Clube, atualmente, coordena o Cine CCBEU, Cineclube do Colégio Sucesso e o projeto INOVACINE-FAPESPA, além de escrever crítica de cinema para o Jornal Amazônia.


4.4.11

APJCC discute cinema no SESC Boulevard



Nos meses de abril e maio acontecerá no Centro Cultural SESC Boulevard o curso "O que é o cinema?", que tem como objetivo iniciar uma discussão sobre a arte cinematográfica assim como incentivar este segmento em Belém. O curso se dividirá em três momentos: Miguel Haoni será responsável pelo módulo “História do Cinema de Ficção”; Mateus Moura prosseguirá com “Perscrutando a Realidade” e para finalizar Luah Sampaio e Luana Beatriz ministrarão “Materializando a Imaginação”.

Miguel Haoni, cineclubista e diretor da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC), iniciará os trabalhos do curso com a “História do Cinema de Ficção”, nos dias 12 a 17 de abril. Este módulo abordará a significância do Cinema enquanto linguagem artística, propondo analisar as principais escolas estéticas, o papel das vanguardas, as modificações na linguagem cinematográfica ao longo dos anos.

Para tal evento, o módulo será dividido em 6 etapas iniciando pela estética dos faroestes americanos; seguindo pela loucura do cinema surrealista, representada pelo cineasta Luis Buñuel; o Realismo francês do entre-guerras; o Cinema Moderno; a Nova Hollywood, e por fim, a revolução que cerca o Cinema Maldito.

Dando continuidade, nos dias 03 a 08 de maio, Mateus Moura, que carrega vários títulos no currículo entre eles o de cineclubista e idealizador da APJCC, continuará o curso tendo em mente debater sobre o cinema documentário. Para isso, além da base teórica que será ofertada (entre eles, André Bazin), Mateus dará destaque aos momentos importantes dos pioneiros do cinema.

“A ideia do curso é fazer essa discussão teórica acerca desta questão trinária: o que é o cinema? O que é a realidade? O que é o documentário?", instiga Mateus Moura. Na ocasião, serão analisadas obras de artistas-problematizadores desde os Irmãos Lumiére, passando por Flaherty, Vertov, Rouch até os Irmãos Maysles e Eduardo Coutinho.

“A pretensão é influir nos potenciais realizadores e críticos o passo para a ação. O olhar crítico mais afinado nos espectadores e a compreensão mais profunda da História e da Cultura do século XX nos homens e mulheres”, finaliza Mateus.

Por fim, Luah Sampaio e Luana Beatriz, integrantes da APJCC, encerrarão o curso, ministrando o módulo “Materializando a Imaginação”, que abordará o cinema de animação. A ideia é mostrar a magia por trás do cinema de animação e perpetuar o conceito de arte deste segmento do cinema, para tal resultado ser obtido, o primeiro passo é desvincular a idéia boba que há sobre a animação e levá-la para o lado artístico. A animação é uma forma de expressão com muitas coisas a oferecer àqueles que decidem apreciá-la.

Para os interessados em participar, os encontros serão diários, sempre de terça ao domingo. O curso obedecerá a dinâmica dos diálogos para cumprir as especificidades do conteúdo programado. Fazem parte do cronograma: aula expositiva e debate com os alunos sobre o conteúdo em questão, pontuado pela exposição de fotos, desenhos, textos e trechos de filmes; exibição parcial de longas-metragens chaves para o entendimento do conteúdo em questão e material didático, críticas ou artigos sobre o assunto em questão.

As inscrições serão abertas a partir do dia 22 de março (terça-feira). Os interessados devem encaminhar-se ao SESC Boulevard, que fica localizado no Boulevard Castilho França, n°522/523, em frente à Estação das Docas, no horário de 10h às 19h entre terça-feira e domingo. O público tem a possibilidade de escolher um ou mais módulos. Cada módulo será em períodos distintos e será constituído de 4 horas por dia, de 9h às 13h. As vagas são limitadas.

SERVIÇO:

Curso "O que é o cinema?"
Módulo I: “História do Cinema de Ficção” com Miguel Haoni.
Módulo II: “Perscrutando a Realidade” (Cinema Documentário) com Mateus Moura.
Módulo III: “Materializando a imaginação” (Animação) com Luah Sampaio e Luana Beatriz.

Período: Módulo I: 12 a 17 de abril/ Módulo II: 03 a 08 de maio/ Módulo III: 24 a 29 de maio
Horário: 09h às 13h
Local: Auditório do Centro Cultural SESC Boulevard (Boulevard Castilho França, n°522/523 – em frente à Estação das Docas)
Informações: (91) 3224-5654/5305 (Centro Cultural SESC Boulevard) ou (91) 4005-9584/9587 (Assessoria de Comunicação)

INSCRIÇÕES:
Início: 22 de março de 2011, terça-feira.
Horário: 10 às 19h.
Dias: terça a domingo.
VAGAS LIMITADAS
INSCRIÇÕES GRATUITAS

Fonte: ASCOM SESC Boulevard

1.9.10

A luta operária por Elio Petri

Cine CCBEU apresenta: 

A Classe Operária Vai Ao Paraíso, de Elio Petri


A classe operária não chegou ao paraíso. Pelo menos não naquele início dos anos 70, época de revoluções proletárias pelo mundo. A experiência soviética, chinesa, cubana, oferecia uma fresta para os milhões de trabalhadores vitimados pelo capitalismo respirar. Hoje, podemos enxergar as injustiças e incoerências do socialismo praticado. Entretanto, em 1971, quando o italiano Elio Petri filma "A Classe Operária Vai Ao Paraíso", havia esperança.

Lulu, interpretado pelo delirante Gian Maria Volonté, é o trabalhador comum, que enxerga a sua vida sendo diariamente sugada por uma Máquina à qual ele é servil e sobre a qual não sabe rigorosamente nada. Jogado entre a alienação e o discurso, entre o consumismo e a fome, Lulu reage (sem saber direito como) pela fé de que um outro tempo se reserva para o Homem. Do outro lado de um muro que precisa ser derrubado.

Petri constrói esta história com uma câmera nervosa, urgente, que trabalha recolhendo o suor no rosto e o sangue nas mãos de seus personagens. Com a ajuda do compositor Ennio Morricone (um gigante!), o diretor transforma um drama de classe em uma epopéia revolucionária, trágica, barroca e absolutamente moderna.

Este é um filme eterno que trata de conflitos, ilusões e realidades estampadas nas ruas, fábricas e escolas de qualquer tempo, pois onde houver a falta de fé no potencial transformador da arte, onde houver injustiça e fome, "A Classe Operária Vai Ao Paraíso" precisa ser exibido e discutido.

Miguel Haoni (APJCC - 2010)

* * *

Espaço de exibição de grandes obras da cinematografia mundial e fórum regular de debates sobre arte, cultura e cinema, o Cine CCBEU é uma parceria entre Centro Cultural Brasil Estados Unidos, Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Cineclube Amazonas Douro. 

Ainda no mês de setembro, no dia 16, serão exibidos 3 curtas do Coletivo Resistência Marajoara ("A Festa da Cobra", "A Lenda da Cobra Grande" e "Quem cortou a língua da feiticeira que os donos do mundo temiam") com comentários de Isabela do Lago e Francisco Weyl (Cineclube Amazonas Douro).

No dia 23, haverá uma sessão especial em comemoração aos 55 anos do CCBEU, com exibição do filme "Juventude Transviada", de Nicholas Ray, comentado por Aerton Martins (APJCC).

Encerrando a programação de setembro, no dia 30, o Filme da Platéia será "O Profissional", de Luc Besson, comentado por Sávio Oliveira.
 
Sempre com entrada franca!


* * *

Serviço:

Cine CCBEU apresenta "A Classe Operária vai ao Paraíso", de Elio Petri

Dia 02 de setembro (quinta-feira) às 18h30
No Cine-teatro do CCBEU (Tv. Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA

Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

Mais informações:
Comunidade e Perfil no Orkut
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Twitter da APJCC 

Contato: (91) 88131891

23.8.10

INOVACINE traz Machado de Assis pela câmera de Julio Bressane

Inovacine/ IPHAN apresenta:

"Brás Cubas", de Julio Bressane


Machado de Assis foi, e ainda é, o maior romancista do Brasil. Suas obras punham a nu o mito do "bom brasileiro" ao retratarem a cretinice, o egoísmo e a covardia do povo. "Memórias Póstumas de Brás Cubas" é seu testamento poético. Ao recapitular a vida e morte de um legítimo e vazio burguês perdido na côrte, Machado analisa com humor e coragem o espírito humano em seus aspectos mais pífios e embaraçosos.
 
Julio Bressane é o fauno do cinema underground brasileiro. Erotismo e ironia são os ingredientes principais na sua experimentação cinepoética. "Matou a Família e Foi ao Cinema", um dos maiores filmes da história do cinema brasileiro, é uma cuspida audiovisual no olho da mediocridade. Seu rigor cênico e seu despojamento são a prova cabal de que é possível realizar obras-primas sem dinheiro nenhum. Uma verdadeira lição aos pseudo-cineastas pobres, ricos e de classe-média.

 
O encontro do grande mestre com o pequeno gênio resultou em um filme bestial. "Brás Cubas" é um orgasmo de experimentação, ousadia e lirismo. Machado de Assis sadomasoquista encontra a sacanagem demolidora do grupo teatral "Asdrúbal Trouxe o Trombone" e do epidérmico Luís Fernando Guimarães. O filme em si revela o olhar de Bressane sobre o Rio de Janeiro ao retratar em Brás Cubas o primeiro garotão da Zona Sul, e o Paço Imperial como palco da pornochanchada realista.

 
"Brás Cubas" é a releitura cinestética de (quase) todos os capítulos do livro. Um filme gigantesco de baixíssimo orçamento que escorre arte dentro do acuado cinema brasileiro dos anos 80.

Miguel Haoni
(APJCC - 2010)


Serviço: 

“Brás Cubas”, de Julio Bressane
Data: 25 de agosto (quarta-feira) às 18h30
Lcal: Auditório do IPHAN - Tv Rui Barbosa, esquina da Avenida Governador José Malcher. 
Realização: INOVACINE
Apoio: IPHAN
Informações: (91) 8813-1891

10.8.10

APJCC realiza sessão em homenagem a Harvey Pekar

APJCC e Biblioteca Pública Arthur Vianna orgulhosamente apresentam "Anti-Herói Americano", de Shari Springer Berman e Robert Pulccini - Homenagem a Harvey Pekar
 
Queria escrever alguma coisa legal sobre o Pekar mas já estou há 2 semanas na frente da folha em branco e nada sai. Simplesmente não sai! Tudo o que eu consigo pensar é na reafirmação dos clichês: "O gênio do quadrinho underground, jogou luz sobre a miséria das pequenas cidades americanas que minguam à sombra das mega-corporações, e extraiu a poesia dos homens e mulheres que enfretam a solidão nos trabalhos medíocres e nas medíocres filas de supermercado...blá, blá, blá". Tudo isto já foi dito e repetido um milhão de vezes mas é só até onde a minha preguiça me permite chegar. Enquanto isso, a Dona  Ruth do CENTUR espera; e os caras da APJCC esperam e a maioria das pessoas não fazem a mínima idéia de que vamos exibir a cinebiografia de Harvey Pekar ou mesmo quem é esse Harvey Pekar!


 
Nada faz muito sentido. Mas o que faz sentido nesta terra... Meu Deus, Harvey Pekar morreu! Esse cara foi um grande parceiro no fim da minha adolescência (há 6 meses atrás!) quando eu comecei a perceber que a vida na minha cidade não teria grandes aventuras, explosões ou super-heróis. Quando eu ouvi de um velho Alex Pinheiro que a solidão era o estado natural do homem...
Harvey dizia que às vezes se sentia tão sozinho que, na cama, tinha a impressão de que um corpo estava ao seu lado, como um amputado sente a presença do membro perdido. Harvey Pekar se foi, mas sua presença vai nos acompanhar por um bom tempo, pelo menos enquanto a vida for diferente da propaganda.



 
Sexta-feira, vamos exibir "Anti-Herói Americano" na Gibiteca do CENTUR. Tomara que esteja escuro o suficiente. Mas o trabalho precisa seguir e outras segundas-feiras nos esperam.

Miguel Haoni (APJCC - 2010)
 

Serviço:
 
dia 13/08 (sexta) às 16h00
na Gibiteca do CENTUR (Biblioteca Pública Arthur Vianna) - Av.Gentil Bittencourt, N°650
ENTRADA FRANCA

Realização: APJCC e Biblioteca Pública Arthur Vianna
Apoio: Cineclube Amazonas Douro e CCBEU

2.8.10

Thriller de Kurosawa no Cine CCBEU

Cine CCBEU apresenta
Céu e Inferno, de Akira Kurosawa



"Céu e Inferno" é o mergulho de Kurosawa nos contrastes do Japão urbano dos anos 60. O princípio maniqueísta da separação entre ricos e pobres numa sociedade invadida pela cultura norte-americana é dissolvido na situação extrema de um sequestro e sua posterior investigação.

Neste filme, a tendência lacrimogênea do diretor cede espaço a um audacioso "filme de gênero". Kurosawa apresenta um thriller cru, sem enfeites, em que a estrutura narrativa assimétrica e a mise-en-scéne iluminada colaboram para o total envolvimento da platéia, como nos melhores trabalhos de seus mestres americanos. A construção expressionista e o melodrama são enriquecidos com o trabalho visceral do grande Toshiro Mifune - um dos mais versáteis e encantadores intérpretes do mundo.


"Céu e Inferno" é um filme maiúsculo, cuja consistência formal e humana reflete o auge da fantástica obra de Akira Kurosawa

Miguel Haoni (APJCC - 2010)


Serviço:
05 de agosto (quinta-feira) às 18h30
no Cineteatro do CCBEU (Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA

Realização: CCBEU
Parceria: APJCC
Apoio: Cineclube Amazonas Douro


Mais informações:
Comunidade e Perfil do Cine CCBEU 
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Twitter da APJCC
Contato: (91) 88131891

19.7.10

Cine CCBEU exibe clássico de Eisenstein

Cine CCBEU apresenta:

Ivan, O Terrível - Parte I, de Sergei Eisenstein


Sergei Eisenstein já tinha inscrito seu nome definitivamente na história do cinema por conta de suas obras-primas dos anos 20 e de sua militância teórica na defesa do "cinema intelectual" inspirado na montagem, quando, no início dos anos 40, Stalin o convoca a filmar a vida do czar Ivan IV, famoso unificador da Rússia no fim do período medieval.

A relação de Eisenstein com o governo soviético nunca fora harmoniosa e o projeto da trilogia "Ivan, O Terrível" sofreu uma grave interferência ao ter sua segunda parte censurada. Stalin percebeu no filme uma crítica ao seu próprio despotismo e ao ninho de cobras que havia se tornado o alto escalão da administração pública.

Entretanto, o tempo foi favorável às obras e as duas partes de "Ivan" (a terceira não foi finalizada em funçãoda prematura morte do realizador) representam marcos no nascimento do cinema moderno.

O Cine CCBEU tem orgulho de levar ao público "Ivan, O Terrível - Parte I": um capítulo incontornável na história da encenação cinematográfica.

Ao fazer um filme inspirado nos princípios da arte expressionista, Eisenstein dá vida às peças de um xadrez barroco, cujos olhares e gestos apontam, a cada plano, para um mistério.

Tal qual no teatro elizabetano, nobres gigantes e desprezíveis conspiradores duelam aos olhos do público num cenário de ícones medievais cujos tetos baixos pervertem suas posturas.

Este caos dramático é organizado pela ousada mise-en-scène de Eisenstein, cujo rigor expressivo o posicionou como um dos grandes artistas de todos os tempos.

Miguel Haoni (APJCC - 2010)

* * *

Espaço de exibição de grandes obras da cinematografia mundial e fórum regular de debates sobre arte, cultura e cinema, o Cine CCBEU acontece numa parceria entre Centro Cultural Brasil Estados Unidos, Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Cineclube Amazonas Douro.
 
O cineclube funciona quinzenalmente às quintas-feiras, a partir das 18:30. A primeira sessão de agosto apresenta, no dia 05, "Céu e Inferno", de Akira Kurosawa.

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Serviço:

22 de julho (quinta-feira) às 18h30
no Cineteatro do CCBEU (Tv. Padre Eutíquio, 1309)
Entrada Franca

Realização: CCBEU
Parceria: APJCC
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

* * *

Mais informações:

Comunidade e Perfil do Cine CCBEU
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Contato: (91) 88131891

6.7.08

John Hughes (EUA, 1950-2009)

Clube dos Cinco (1985)*

Por Miguel Haoni 
Poucos artistas conseguiram enxergar dentro da alma dos jovens como o americano John Hugues. Suas obras eram tratados líricos sobre a liberdade, o amor e a masturbação; sobre o eterno conflito entre pais e filhos; sobre a descoberta da vida no coração oprimido dos lares e escolas americanos.
Tamanha era a ressonância do seu trabalho que seus filmes eram aguardados e devorados como um disco novo da banda preferida por milhões de jovens pelo mundo.

O lugar de Hughes na indústria cinematográfica é inquestionável. Mas mais importante que isso é o seu papel para a arte: seus filmes revelam o trabalho de um cineasta rigoroso, sensível e extremamente apaixonado pelas imagens que captura.

O maior exemplo dessa inventividade está no clássico "Clube dos Cinco", no qual o confinamento espaço-temporal representa a ampliação dos potenciais imagéticos da obra, como no cinema de Sidney Lumet.

O drama e a aventura dos cinco jovens na detenção tem tanta humanidade em cada fotograma que é impossível não se assombrar com a sua grandeza.

*publicado originalmente em 07/2010.