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1.2.12
Inscrições abertas para curso de cinema e cineclubismo
A Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, em parceria com a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, promove entre os dias 6 e 10 de fevereiro (segunda a sexta), das 14 às 18 horas, o Curso de Cinema e Cineclubismo, ministrado por Miguel Haoni com carga horária máxima de 20 horas.
O curso pretende através de uma oficina de formação cineclubista e duas unidades de teoria cinematográfica (o Cinema Clássico de John Ford e o Cinema Moderno de Federico Fellini) municiar os participantes para o desenvolvimento de ações arte-educativas de crítica e cineclubismo.
Compreendido como uma atividade regular e gratuita de exibição e discussão de filmes, o cineclube é espaço privilegiado para o desenvolvimento do pensamento cinematográfico através da colaboração democrática no processo de construção do conhecimento, além de propiciar um passeio crítico sobre a produção local, nacional e internacional.
Neste sentido, o curso aqui apresentado pretende-se um incentivador para o surgimento de novos e diferentes cineclubistas (componentes vitais do cineclube). Qual o projeto pedagógico da curadoria do cineclube? Como manipular os mecanismos de divulgação das sessões? Como sustentar o debate presencial e virtual após as exibições? Tais questões serão linhas-mestras que o curso pretende traçar.
As unidades teóricas partem de sessões cineclubistas (exibição e debate sobre os filmes "Rastros de Ódio" e "Fellini 8 e meio") para exercícios de olhar em que as noções de estilo e escrita fílmica regulam a inserção de dois cineastas-mestres, e seus respectivos universos líricos, em diferentes cânones historiograficos.
As inscrições para o Curso de Cinema e Cineclubismo podem ser feitas pelo telefone 8717-9683 e o investimento é de R$50,00.
Sobre as unidades:
Unidade Um
Oficina de formação cineclubista
Um passo-a-passo introdutório nos vários meandros da prática cineclubista (projeto pedagógico, programação, divulgação, produção e registro), a oficina pretende incentivar os participantes a transformar suas cinefilias numa ação educativa multiplicadora, além de oferecer ferramentas para os iniciados no cineclubismo potencializarem suas atividades.
Unidade Dois
Fazendo westerns: o Cinema Clássico em John Ford
Ao mesmo tempo direto e carregado de subtextos, o cinema do americano John Ford é um monumento à complexidade das emoções, aos conflitos essenciais e, sobretudo, ao poder expressivo das imagens. A aparente simplicidade de suas narrativas e personagens esconde um dos mais fascinantes universos poéticos e a parcimônia do estilo é um convite permanente à descoberta do que de mais humano o cinema de gênero produziu.
Unidade Três
Um brinquedo maravilhoso: o Cinema Moderno em Federico Fellini
Transformando seus traumas e obsessões em espetáculos circenses, o italiano Federico Fellini foi um dos maiores autores da história do cinema. Numa radicalização do barroco audiovisual, Fellini fundou suas alegorias nos dilaceramentos da vida. Sua fauna de rostos mudos e cenários histéricos é palco para gigantescas mulheres-bebê e frágeis machos num dos retratos mais perturbadores e sinceros da condição humana.
Serviço:
Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos apresenta: Curso de Cinema e Cineclubismo (20 horas/aula)
Ministrante: Miguel Haoni (APJCC)
De 6 a 10 de fevereiro (segunda a sexta), das 14 às 18 horas no auditório do SDDH (Av. Govenador José Malcher, 1381, Bairro Nazaré )
Informações e inscrições pelo fone: 8717-9683
Investimento: R$ 50,00
VAGAS LIMITADAS
Realização: SDDH e APJCC
Apoio: Cineclube Amazonas Douro
30.3.11
Cine CCBEU apresenta "No tempo das diligências", de John Ford
Sinopse:
São certamente os 95 minutos mais marcantes do faroeste: uma caravana em viagem pelo Velho Oeste é atacada pelos índios Apaches. Detalhe: compõem o grupo diferentes tipos de pessoas, um retrato reduzido da sociedade americana: prostitutas, milionários, pistoleiros, bêbados e trapaceiros. Com o perigo iminente, cada um vai revelando as peculiaridades (nem sempre edificantes) de suas personalidades.
Em uma diligência embarcam um médico alcoólatra (Mitchell), um pistoleiro (Wayne), uma prostituta (Trevor), um banqueiro (Meek), um jogador (Carradine) e uma mulher grávida (Platt). Ao longo da viagem, os integrantes do grupo enfrentam perigos e revelam sua verdadeira natureza
Sobre o filme:
No movimento da história não existem divisores de águas: os processos mudam lentamente e os períodos se sucedem através de graduais substituições e permanências. Na história do cinema, para cada "O Nascimento de uma Nação", "Um Cão Andaluz" ou "Cidadão Kane", existem dezenas de títulos anônimos que pavimentaram a estrada e deram os primeiros passos rumo ao "novo".
Nesta perspectiva não é absurdo reconhecer que em 1939, o maior filme clássico até então produzido trazia nas entranhas a semente revolucionária do Cinema Moderno. Estamos falando de "No Tempo das Diligências", de John Ford.
A aventura de uma comitiva cruzando o deserto americano sob a constante ameaça do ataque apache, é um exemplo perfeito de funcionalidade e concisão estilística: entre os imensos planos gerais do Monument Valley e os close-ups dramáticos dos personagens, todos os recursos cinematográficos (enquadramentos, movimentos de câmera, decupagem, mise-en-scène) são explorados na plenitude de suas funções narrativas.
Ao mesmo tempo, esta economia é constantemente desafiada pela poesia que Ford imprime no ato de contar a história através da sofisticada elaboração de cada sequencia, cena e plano, conferindo ao filme uma coesão que o transcende.
O filme também transfere ao universo do faroeste uma nova forma de representação dramática, ao mesmo tempo mais realista e mais mitológica, reveladora da humanidade por trás de cada ícone , transformando a diligência num microcosmo em ebulição.
Se no período, gente como David O. Selznick tinha dado o faroeste como "cultura morta", o surgimento de "No Tempo das Diligências" garantiu ao gênero um lugar privilegiado na história do cinema. A eternidade.
Miguel Haoni (APJCC - 2011)
Serviço:
Dia 31 de março (quinta)
às 18h30
No Cine-teatro do CCBEU - Tv. Padre Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA
Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cineclube Amazonas Douro
Informações: (91) 8356-1799
Vote no diretor que você quer (re)ver no aniversário de 2 anos do Cine CCBEU:
Clique aqui!
São certamente os 95 minutos mais marcantes do faroeste: uma caravana em viagem pelo Velho Oeste é atacada pelos índios Apaches. Detalhe: compõem o grupo diferentes tipos de pessoas, um retrato reduzido da sociedade americana: prostitutas, milionários, pistoleiros, bêbados e trapaceiros. Com o perigo iminente, cada um vai revelando as peculiaridades (nem sempre edificantes) de suas personalidades.
Em uma diligência embarcam um médico alcoólatra (Mitchell), um pistoleiro (Wayne), uma prostituta (Trevor), um banqueiro (Meek), um jogador (Carradine) e uma mulher grávida (Platt). Ao longo da viagem, os integrantes do grupo enfrentam perigos e revelam sua verdadeira natureza
Sobre o filme:
No movimento da história não existem divisores de águas: os processos mudam lentamente e os períodos se sucedem através de graduais substituições e permanências. Na história do cinema, para cada "O Nascimento de uma Nação", "Um Cão Andaluz" ou "Cidadão Kane", existem dezenas de títulos anônimos que pavimentaram a estrada e deram os primeiros passos rumo ao "novo".
Nesta perspectiva não é absurdo reconhecer que em 1939, o maior filme clássico até então produzido trazia nas entranhas a semente revolucionária do Cinema Moderno. Estamos falando de "No Tempo das Diligências", de John Ford.
A aventura de uma comitiva cruzando o deserto americano sob a constante ameaça do ataque apache, é um exemplo perfeito de funcionalidade e concisão estilística: entre os imensos planos gerais do Monument Valley e os close-ups dramáticos dos personagens, todos os recursos cinematográficos (enquadramentos, movimentos de câmera, decupagem, mise-en-scène) são explorados na plenitude de suas funções narrativas.
Ao mesmo tempo, esta economia é constantemente desafiada pela poesia que Ford imprime no ato de contar a história através da sofisticada elaboração de cada sequencia, cena e plano, conferindo ao filme uma coesão que o transcende.
O filme também transfere ao universo do faroeste uma nova forma de representação dramática, ao mesmo tempo mais realista e mais mitológica, reveladora da humanidade por trás de cada ícone , transformando a diligência num microcosmo em ebulição.
Se no período, gente como David O. Selznick tinha dado o faroeste como "cultura morta", o surgimento de "No Tempo das Diligências" garantiu ao gênero um lugar privilegiado na história do cinema. A eternidade.
Miguel Haoni (APJCC - 2011)
Serviço:
Dia 31 de março (quinta)
às 18h30
No Cine-teatro do CCBEU - Tv. Padre Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA
Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cineclube Amazonas Douro
Informações: (91) 8356-1799
Vote no diretor que você quer (re)ver no aniversário de 2 anos do Cine CCBEU:
Clique aqui!
20.2.11
Cine CCBEU apresenta: "O cinema americano dos anos 30"
O cinema americano dos anos 30Programação:
03/03 - "Luzes da Cidade", de Charles Chaplin
10/03 - "No Turbilhão da Metrópole", de King Vidor*
17/03 - "Inimigo Público n° 1", de William Wellman
24/03 - "Loucura Americana", de Frank Capra
31/03 - "No Tempo das Diligências", de John Ford*
*Comentários: Max Andreone
Serviço:
Toda quinta de março
às 18:30
no Cine-teatro do CCBEU - Tv. Padre Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA
Cartaz: Carol Abreu
Realização: APJCC e CCBEU
Mais informações:
Comunidade e Perfil no Orkut
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Twitter da APJCC
Facebook da APJCC
Contato: (91) 83561799
O crack da bolsa de Nova York em 1929, reconfigurou o panorama econômico internacional. Em meio ao desemprego e à crescente organização do crime, a América recebia diariamente carregamentos massivos de pobres imigrantes europeus que se aglutinavam na periferia das grandes metrópoles. O país afundava na Grande Depressão. Em meio à crise geral, contudo, a indústria cinematográfica hollywoodiana prosperava absurdamente através do controle dos grandes estúdios sobre toda a cadeia produtiva cinematográfica (inclusive a famigerada distribuição internacional) e graças à ampla recepção popular da linguagem audiovisual clássica, a qual eram mestres e criadores, que mesclava decupagem transparente, espetáculo visual, moral cristã e o recém-nascido som.
Os resultados deste movimento são sentidos até hoje com o predomínio opressivo do cinema hollywoodiano sobre todas as outras cinematografias do mundo.
Nos anos 30, porém, enquanto o projeto de domesticação não se fazia regra, diversos artistas gozavam de algo impensável em anos posteriores e anteriores: liberdade.
Nesta época surgiu o "ciclo de gângsteres" da Warner e Chaplin filmou "O Grande Ditador". O cinema era radical, violento, erótico e subversivo. E não se tratavam de filmes marginais. Eram grandes produções com distribuição mundial. Na aurora da indústria, carteiras e cabeças se abriam ao mesmo tempo para a viabilização da nova arte.
Antes da Segunda Guerra e do Macartismo enrigecerem o cinema americano, havia espaço e condição para as mais díspares e ousadas propostas: do filme mudo tardio ("Luzes da Cidade" de Charles Chaplin) ao teatro filmado ("No Turbilhão da Metrópole" de King Vidor), do policial realista ("Inimigo Público n° 1" de William Wellman) ao melodrama político ("Loucura Americana" de Frank Capra). Havia espaço até para a revolução do gênero mais antigo do cinema, perpetrada por John Ford em seu imortal "No Tempo das Diligências".
Nos anos 30 arte e indústria tiveram o seu primeiro grande romance, com lucros para ambas as partes. No mês de março o Cine CCBEU promove um encontro com este universo lírico que tal qual o teatro grego e a pintura renascentista é um dos maiores patrimônios que a Humanidade legou para as gerações posteriores.
Miguel Haoni (APJCC - 2011)
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