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11.3.14

Mateus Moura ministra mini-curso de Cinema e Tarô em São Paulo


Em meu percurso individual de contato com os mistérios do mundo, houveram duas sendas particulares que se destacaram enquanto oráculos mais fecundos e reveladores. Na Estrada da Percepção e nas Veredas do Auto-Conhecimento, o Cinema e o Tarô se firmaram íntimos mestres, sempiternas esfinges.
A ideia deste curso é justamente-encruzilhar esses saberes, para colher – no ponto onde as linhas se cruzam – a sua substância-comum.
Cinema & Tarô. Ambos lidam, acima e sobretudo, com os signos visuais; ambos propõem, a pesar e além do nada, um mergulho no (coletivo) imaginário. Adentrar, consciente, os arcanos da Visão e da Hermenêutica das Imagens, é, por excelência, a liturgia de comunhão com os arquétipos humanos. Não existe abecedário visual mais completo que o tarô, e/ou mais infinito que o cinema.
A programação do curso não poderia ter sido decidida de outra forma. Dita a cartilha que o aprendiz de tarô deve se desenvolver em duas vias: a tarologia (estudo analítico das lâminas) e a taromancia (o jogo oracular). Quem rege a primeira via é o entendimento (o pai), a segunda, a intuição (a mãe), este filho que se busca encontro é a sabedoria.
O mesmo binário análogo se aplica ao cinema: saber receber/saber jogar. “Criar” e “contemplar” são verbos que se encontram na mesma moeda, quando nos percebemos, plenamente, parte da invenção.
As lâminas foram deitadas: VI - O enamorado (“Two lovers”, de James Gray, 2008); XIII – A Morte (“Filme demência”, de Carlos Reichenbach, 1986) e XXI – O Mundo (“L’Atalante”, de Jean Vigo, 1931).
Depois do estudo e do acaso, as obras. As sombras brilharão mais uma vez no fundo da caverna. O resto é interpretação.



Instrutor: Mateus Moura (APJCC)
(aprendiz-realizador de cinema, música, teatro, poesia, entre outros saberes e jogos. Trabalha ministrando cursos e oficinas nestes assuntos, e prestando serviços de free-lancer em edição e cinegrafia. É membro-fundador da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, crítico blogueiro e estudante de cinema na Universidade Federal do Pará)

SERVIÇO:
no Estudio Lâmina
(São João, 108, sala 41 - metrô são bento)
dias 13, 14 e 15 de março
de 9h às 12h
Entrada franca
Inscreva-se: cursocinemaetaro@gmail.com

17.10.11

APJCC ministra mini-curso em Curitiba

Centro Acadêmico Zé do Caixão e Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema apresentam:

Mini-curso de Introdução à Linguagem Cinematográfica (O Estilo no filme de Gênero)

Cinema é a arte das imagens em movimento. Como arte é o canal de expressão de homens e mulheres que concebem o mundo sob um prisma poético. Como imagens é o espelho da humanidade nos últimos 115 anos: suas ilusões, vergonhas, vitórias e medos projetados em 24 quadros por segundo. E como movimento é a música da luz, a montanha russa nas mais impressionantes paisagens do inconsciente.
Tudo isso, porém, quase sempre passa batido na nossa convencional fruição de filmes. A dieta viciada de audiovisual imposta pela indústria massiva de imagens, nos impede de perceber o universo por trás dos "roteiros e atuações".
Poesia em cinema é feita de zoom e travelling; do comportamento da câmera à mise-en-scène; do enquadramento criativo à duração do plano. Em resumo: da forma como se manipula a linguagem cinematográfica.
Nesse sentido, o Centro Acadêmico Zé do Caixão e a APJCC, propõem o Mini-curso de Introdução à Linguagem Cinematográfica (ministrado por Cauby Monteiro e Miguel Haoni*), que com a ajuda da História Contemporânea e da Filosofia da Arte pretende lançar um outro olhar sobre o fenômeno audiovisual artístico.
O curso pretende, através da análise estilística do "Filme de Gênero" observar como diferentes cineastas concebiam a arte em momentos chave de sua evolução histórica.
A partir do debate crítico, leitura de textos e análise do filme "Rastros de Ódio" de John Ford , o curso pretende desvendar de que maneira esta linguagem de imagens é tecida na construção de discursos e sensações, configurando parte fundamental de nossa experiência no mundo contemporâneo.

*Cauby Monteiro 
Idealizador e fundador da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema e membro do "Cinema em Transformação". Coordenou entre 2008 e 2009, a Sessão Maldita no Cine Líbero Luxardo. Tem uma produtora de filmes independentes chamada Antifilmes produções.


Miguel Haoni
Cineclubista e diretor da APJCC. Coordenou os projetos Cine Uepa, Cinema na Casa e INOVACINE/FAPESPA e atualmente, coordena o Cine CCBEU, o projeto APJCC Debate de intervenção crítica no meio digital e ministra Cursos de História(s) do Cinema na capital paraense.

Serviço:
Centro Acadêmico Zé do Caixão e Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema apresentam: Mini-curso de Introdução à Linguagem Cinematográfica (O Estilo no filme de Gênero)
8 horas/aula
Ministrantes: Cauby Monteiro e Miguel Haoni (APJCC)
dias 3 e 4 de novembro (quinta e sexta)
das 14 às 18 horas
no auditório da FAP (Faculdade de Artes do Paraná) - Rua dos Funcionários, 1357 - Cabral

Informações pelo fone (41) 3250-7313
Investimento: 10 R$
VAGAS LIMITADAS

Realização: Cineclube Zé do Caixão e APJCC
Apoio institucional: FAP e Cinemateca de Curitiba