Cine Refazenda apresenta:
O Cineasta da Selva, de Aurélio Michiles
Ainda hoje, os filmes de Silvino Santos (1886-1970) parecem bem mais que peças de um museu cinematográfico. Suas tomadas enchem os olhos pelos sentidos de movimento, ação, composição e detalhe. Cineasta do capitalismo caboclo nascente, cronista de índios, seringüeiros, pescadores e grandes empresários, são pétalas que caem na margem dessa amazônia retratada por um cineasta que passou mais tempo em terras amazônicas que na própria terra em que nasceu (Portugal). Silvino praticamente inaugurou, junto com o major Tomaz Reis, o documentarismo etnográfico brasileiro. E também uma série de dilemas que o nosso cinema historicamente enfrentou junto aos poderes político e econômico - principalmente em terras de "índio".
Aurélio Michiles encorpou uma perspectiva romântica para enfocar O cineasta da selva e o efeito ressalta a opção de Michiles por uma espécie de memorialismo lúdico, combinando rigor histórico e liberdade poética.
Uma cobra avança entre cachos de película, uma borboleta pousa num pedaço de filme. São imagens sintéticas que pretendem substituir grandes esforços de produção do filme de época. Da mesma forma, o uso gracioso de fotografias, mapas, transições de cor e incrustações digitais, além de um trabalho musical delicadíssimo e primoroso, tudo solicita do espectador uma atenção pelo menos tão lírica quanto histórica. A síntese acaba sendo a maior virtude desse filme que se lança ao desafio de retratar uma epopéia.
O filme retrata um tema de grande importância histórica para o Pará, o ciclo da borracha, que serve de paralelo com a situação da Amazônia dos anos 1970 no curta que será exibido na próxima sessassão do dia 14 de agosto, "Sangue e suor: A saga de Manaus".
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O Cine Refazenda convida as 12 Comunidades Rurais do Genipauba para espaço de exibição de grandes obras da cinematografia mundial e rodas de conversa sobre Permacultura, Arte e Espiritualidade.
Numa parceria entre a Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e a Rede Norte de Cineclubes, a programação passará a funcionar quinzenalmente, aos sábados, a partir do próximo dia 31 de julho, sempre às 19h30, com entrada franca.
A primeira sessão apresenta o filme "O Cineasta da Selva", de Aurélio Michiles. No dia 14 de agosto, será exibido "Sangue e Suor: A Saga de Manaus ", de Luiz de Miranda Corrêa
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Serviço:
31 de julho (sábado) às 19h30
debaixo da Mangueira do Instituto Refazenda (Km 12 da estrada do Genipauba) - Veja Mapa
Entrada franca
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Mais informações:
Site do Instituto Refazenda
E-mails: samiraoni@gmail.com e cinerefazenda@gmail.com
Contato: (91) 8154-1386
21.7.10
I JOPACINE realiza discussão de eixos temáticos
Neste mês de julho, o movimento cineclubista paraense poderá celebrar mais uma conquista através de um evento pioneiro no estado. Trata-se da I Jornada Paraense de Cineclubes (JOPACINE), evento que ocorre entre os dias 23 e 25 de julho, na Escola Estadual Davi Salomão Mufarrej.
Organizado por representantes de diversas entidades cineclubistas, como O INOVACINE/FAPESPA e a APJCC (Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema), o JOPACINE irá tratar de assuntos de interesse comum ao movimento, tais como a fundação da Federação Paraense de Cineclubes (ParáCINE), a aprovação de seu estatuto, eleição da diretoria, além da discussão de políticas públicas de incentivo aos cineclubes, e estratégias de desenvolvimento da atividade cineclubista no Estado do Pará, entre outros tópicos.
Podem participar do JOPACINE todas as organizações cineclubistas atuantes no Estado do Pará, filiados ou não ao CNC (Conselho Nacional de Cineclubes), representantes de instituições públicas e particulares, entidades da sociedade civil e outras nas quais sejam desenvolvidas atividades de caráter cineclubista. As inscrições estão abertas até o dia 23 de julho, 19 horas, no Colégio Davi . O material de inscrição pode ser enviado para o e-mail jopacine@gmail.com ou para a Comissão Organizadora da Jornada Paraense de Cineclubes – JOPACINE – Presidente Vargas, 1020, Centro – CEP: 66017-000 Belém – PA.
Serviço:
I Jornada Paraense de Cineclubes
Data: 23 a 25 de julho (sexta a domingo)
Horário: A Partir das 8h
Local: Escola Estadual Davi Salomão Mufarrej - Av. Alm. Tamandaré, 256
Inscrições até 22 de julho
Informações: http://jopacine.wordpress.com/
Organizado por representantes de diversas entidades cineclubistas, como O INOVACINE/FAPESPA e a APJCC (Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema), o JOPACINE irá tratar de assuntos de interesse comum ao movimento, tais como a fundação da Federação Paraense de Cineclubes (ParáCINE), a aprovação de seu estatuto, eleição da diretoria, além da discussão de políticas públicas de incentivo aos cineclubes, e estratégias de desenvolvimento da atividade cineclubista no Estado do Pará, entre outros tópicos.
Podem participar do JOPACINE todas as organizações cineclubistas atuantes no Estado do Pará, filiados ou não ao CNC (Conselho Nacional de Cineclubes), representantes de instituições públicas e particulares, entidades da sociedade civil e outras nas quais sejam desenvolvidas atividades de caráter cineclubista. As inscrições estão abertas até o dia 23 de julho, 19 horas, no Colégio Davi . O material de inscrição pode ser enviado para o e-mail jopacine@gmail.com ou para a Comissão Organizadora da Jornada Paraense de Cineclubes – JOPACINE – Presidente Vargas, 1020, Centro – CEP: 66017-000 Belém – PA.
Serviço:
I Jornada Paraense de Cineclubes
Data: 23 a 25 de julho (sexta a domingo)
Horário: A Partir das 8h
Local: Escola Estadual Davi Salomão Mufarrej - Av. Alm. Tamandaré, 256
Inscrições até 22 de julho
Informações: http://jopacine.wordpress.com/
19.7.10
Cine CCBEU exibe clássico de Eisenstein
Cine CCBEU apresenta:
Sergei Eisenstein já tinha inscrito seu nome definitivamente na história do cinema por conta de suas obras-primas dos anos 20 e de sua militância teórica na defesa do "cinema intelectual" inspirado na montagem, quando, no início dos anos 40, Stalin o convoca a filmar a vida do czar Ivan IV, famoso unificador da Rússia no fim do período medieval.
A relação de Eisenstein com o governo soviético nunca fora harmoniosa e o projeto da trilogia "Ivan, O Terrível" sofreu uma grave interferência ao ter sua segunda parte censurada. Stalin percebeu no filme uma crítica ao seu próprio despotismo e ao ninho de cobras que havia se tornado o alto escalão da administração pública.
Entretanto, o tempo foi favorável às obras e as duas partes de "Ivan" (a terceira não foi finalizada em funçãoda prematura morte do realizador) representam marcos no nascimento do cinema moderno.
O Cine CCBEU tem orgulho de levar ao público "Ivan, O Terrível - Parte I": um capítulo incontornável na história da encenação cinematográfica.
Ao fazer um filme inspirado nos princípios da arte expressionista, Eisenstein dá vida às peças de um xadrez barroco, cujos olhares e gestos apontam, a cada plano, para um mistério.
Tal qual no teatro elizabetano, nobres gigantes e desprezíveis conspiradores duelam aos olhos do público num cenário de ícones medievais cujos tetos baixos pervertem suas posturas.
Este caos dramático é organizado pela ousada mise-en-scène de Eisenstein, cujo rigor expressivo o posicionou como um dos grandes artistas de todos os tempos.
Miguel Haoni (APJCC - 2010)
* * *
Espaço de exibição de grandes obras da cinematografia mundial e fórum regular de debates sobre arte, cultura e cinema, o Cine CCBEU acontece numa parceria entre Centro Cultural Brasil Estados Unidos, Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Cineclube Amazonas Douro.
O cineclube funciona quinzenalmente às quintas-feiras, a partir das 18:30. A primeira sessão de agosto apresenta, no dia 05, "Céu e Inferno", de Akira Kurosawa.
* * *
Serviço:
22 de julho (quinta-feira) às 18h30
no Cineteatro do CCBEU (Tv. Padre Eutíquio, 1309)
Entrada Franca
Realização: CCBEU
Parceria: APJCC
Apoio: Cineclube Amazonas Douro
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Mais informações:
Comunidade e Perfil do Cine CCBEU
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Contato: (91) 88131891
Estar perto não é físico*
Por Mateus Moura - APJCC 2010
Tecnicamente o filme é nota 10. Fotografia, figurino, maquiagem, som. Tudo excelente.
Artisticamente o filme é nota 6. Idéias audiovisuais interessantes, rigor estilístico quase surpreendente para um estreante, respeito honesto por um universo banalizado, noção de tempo/espaço cinematográficos.
Não deixe a matemática te enganar, a nota 6 vale muito mais que a nota 10. Há quem acredite que fazer cinema é juntar os melhores técnicos, as atrizes mais gatinhas e enquadrá-los no bom e velho “tema contemporâneo”. Podem fazer o que chamam de um “bom filme”, mas do cinema a maioria ta longe...
Esmir Filho, diretor de Os famosos e os duendes da morte, está próximo. O filme tem tudo que caracteriza justamente o contrário, mas é aí que mora o diretor – ultrapassa os perfumes técnicos, os belos rostos em si e os grandes temas atuais. Ultrapassar não é negar, mas abraçar e avançar. Chegar no cinema.
Não botava fé que o Esmir era um cineasta. Fui assistir a algum o tempo o famoso Tapa na pantera no youtube, e não me interessou mais que outros vídeos da internet.
Não tenho uma proximidade de universo com o filme, a atmosfera emo-folk evocada não me fisga como fisgou vários adolescentes pelo Brasil (apesar de ser já um fã da música de Nelo Johann). Enfim, não falo do filme com amor; não é o caso. Enxergo então de fora o universo, e analiso que temos alguém pensando imagens, planos, movimentos sinestésicos de câmera, mundo sonoro.
São nas sensoriais imagens emaconhadas na conversa dos garotos, no segurar dos planos íntimos em sequências como a do vinho com a mãe, na eficiente e nada banal utilização das imagens digitais e mídias virtuais que Esmir me fisga a atenção.
Vai se tornar publicamente, mas em essência não é apenas um “filme cult”, tal qual, às vezes alguns, delimitam Gus Van Sant.
Na cidade interiorana sulista onde os pais morrem mais cedo, o universo interior de um adolescente é desnudado em cenas livres, que atingem o seu ápice no necrófilo e libertário ménage a trois bissexual platônico. A ponte, símbolo de morte no decorrer do filme, ao fim, ganha o contorno de renascimento. O realismo ao lado do simbolismo.
Um filme para as mães, disse minha mãe. Um filme para os filhos, disse meu irmão.
Um filme para ser visto com cuidado.
*Originalmente publicado no Cinemateus
Tecnicamente o filme é nota 10. Fotografia, figurino, maquiagem, som. Tudo excelente.
Artisticamente o filme é nota 6. Idéias audiovisuais interessantes, rigor estilístico quase surpreendente para um estreante, respeito honesto por um universo banalizado, noção de tempo/espaço cinematográficos.
Não deixe a matemática te enganar, a nota 6 vale muito mais que a nota 10. Há quem acredite que fazer cinema é juntar os melhores técnicos, as atrizes mais gatinhas e enquadrá-los no bom e velho “tema contemporâneo”. Podem fazer o que chamam de um “bom filme”, mas do cinema a maioria ta longe...
Não botava fé que o Esmir era um cineasta. Fui assistir a algum o tempo o famoso Tapa na pantera no youtube, e não me interessou mais que outros vídeos da internet.
Não tenho uma proximidade de universo com o filme, a atmosfera emo-folk evocada não me fisga como fisgou vários adolescentes pelo Brasil (apesar de ser já um fã da música de Nelo Johann). Enfim, não falo do filme com amor; não é o caso. Enxergo então de fora o universo, e analiso que temos alguém pensando imagens, planos, movimentos sinestésicos de câmera, mundo sonoro.
São nas sensoriais imagens emaconhadas na conversa dos garotos, no segurar dos planos íntimos em sequências como a do vinho com a mãe, na eficiente e nada banal utilização das imagens digitais e mídias virtuais que Esmir me fisga a atenção.
Vai se tornar publicamente, mas em essência não é apenas um “filme cult”, tal qual, às vezes alguns, delimitam Gus Van Sant.
Na cidade interiorana sulista onde os pais morrem mais cedo, o universo interior de um adolescente é desnudado em cenas livres, que atingem o seu ápice no necrófilo e libertário ménage a trois bissexual platônico. A ponte, símbolo de morte no decorrer do filme, ao fim, ganha o contorno de renascimento. O realismo ao lado do simbolismo.
Um filme para as mães, disse minha mãe. Um filme para os filhos, disse meu irmão.
Um filme para ser visto com cuidado.
*Originalmente publicado no Cinemateus
13.7.10
Bragacine vive o cinema no Museu da Marujada
A onda cineclubista continua a crescer no Estado do Pará. Prova disso é que cerca de 30 jovens do projeto Aluno Repórter – financiado por Edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará – lançam nesta sexta, 16 de julho, o mais novo cineclube paraense, o BRAGACINE. O espaço escolhido para o ato é exatamente o local onde funciona o Museu da Marujada (e onde também já funcionou um cinema, há décadas atrás).
Ai que vida”, de Cícero Filho, é o filme escolhido para abrir a programação do BRAGACINE. Sucesso de público onde tem sido exibida, esta narrativa audiovisual se passa na fictícia cidade de Poço Fundo, no interior do Nordeste, sob um verdadeiro caos por causa da administração de um prefeito corrupto, até que uma moradora se revolta e decide “acordar” o povo sobre a atual situação da cidade.
As datas das próximas sessões do BRAGACINE já estão definidas: dias 04/09, 25/09, 16/10, 06/11, 27/11 e 18/12 às 19h. Mas o espaço destas sessões ainda está a ser articulado pela equipe organizadora do BRAGACINE, na qual se destacam alguns jovens formados pela oficina cineclubista desenvolvida em abril pelo Projeto INOVACINE no Município.
Entre os jovens da equipe organizadora estão: Adria Larissa Belém da Silva, Alex Jean Ferreira da Silva, Alex Luan Brito Macedo, Andriele Cavalcante Alves, Euclides Gonçalves dos Santos Neto, Jayne Andrade de Oliveira, Luciane Batista de Sousa, Luiz Alan Melo, Maria Genailze de Oliveira Ribeiro, Nayna Gisella Sousa Costa, Tamiris Milena Da Silva, Thiago do Socorro dos Santos Ferreira. Grande parte deles já confirmou presença em Belém na Jornada Paraense de Cineclubes, dias 23 e 25 de julho.
SERVIÇO: Inauguração do Cineclube BRAGACINE. Museu da Marujada. Bragança. Dia 16 de julho de 2010. A partir das 19H. Entrada e diálogo francos. Realização: BRAGACINE. Apoio: Projeto Aluno Repórter, Inovacine-Fapespa, Secretaria de Educação do Estado do Pará.
Fonte: Ascom/ Fapespa
Ai que vida”, de Cícero Filho, é o filme escolhido para abrir a programação do BRAGACINE. Sucesso de público onde tem sido exibida, esta narrativa audiovisual se passa na fictícia cidade de Poço Fundo, no interior do Nordeste, sob um verdadeiro caos por causa da administração de um prefeito corrupto, até que uma moradora se revolta e decide “acordar” o povo sobre a atual situação da cidade.
As datas das próximas sessões do BRAGACINE já estão definidas: dias 04/09, 25/09, 16/10, 06/11, 27/11 e 18/12 às 19h. Mas o espaço destas sessões ainda está a ser articulado pela equipe organizadora do BRAGACINE, na qual se destacam alguns jovens formados pela oficina cineclubista desenvolvida em abril pelo Projeto INOVACINE no Município.
Entre os jovens da equipe organizadora estão: Adria Larissa Belém da Silva, Alex Jean Ferreira da Silva, Alex Luan Brito Macedo, Andriele Cavalcante Alves, Euclides Gonçalves dos Santos Neto, Jayne Andrade de Oliveira, Luciane Batista de Sousa, Luiz Alan Melo, Maria Genailze de Oliveira Ribeiro, Nayna Gisella Sousa Costa, Tamiris Milena Da Silva, Thiago do Socorro dos Santos Ferreira. Grande parte deles já confirmou presença em Belém na Jornada Paraense de Cineclubes, dias 23 e 25 de julho.
SERVIÇO: Inauguração do Cineclube BRAGACINE. Museu da Marujada. Bragança. Dia 16 de julho de 2010. A partir das 19H. Entrada e diálogo francos. Realização: BRAGACINE. Apoio: Projeto Aluno Repórter, Inovacine-Fapespa, Secretaria de Educação do Estado do Pará.
Fonte: Ascom/ Fapespa
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