20.3.12

APJCC e PARACINE realizam ação com o Cineclube Insular na Escola Bosque

Oficina de Edição Coletiva

Nos dias 23, 24 e 25, na Ilha de Cotijuba, Município de Belém, ocorrerá a Oficina de Edição Coletiva, ministrada por Mateus Moura, da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC). A ação é uma atividade da Paracine (Federação Paraense de Cineclubes) proposta pela Escola Bosque, sob a coordenação de Kid Quaresma, com intenções práticas de munir os interessados da ilha, que já filmam, com a técnica da edição.

Sessão do Cineclube Insular:


Suspiria. Dario Argento. 1977. cor. 98 min.



Girar na ciranda onírica é oportunidade colhida apenas aos que vivenciam o outro lado do espelho. Além dos questionamentos existenciais diante da imagem, há a própria existência em forma de luz. Não há mais reflexões quando somos no sonho de ilusões; há, sobretudo, sensações espirituais.
Dario Argento, no feérico Suspiria, nos convida a vivenciar a recriação de um de seus pesadelos. Ao som hipnotizante do rock progressivo da banda The Goblins, somos invadidos pelas sombras e pelas tempestades, pelo medo e pela beleza, pelo sangue e pelo vermelho. A alçada é a dos sonhos, o caminho o do cinema. 
Suspirar diante desse fenômeno eterno e refletir sobre as características essenciais ao gênero e particulares à obra são os interesses da sessão deste sábado. Eis o cineclube: a apagar e o acender das luzes. O inconsciente e o consciente coletivo. Morpheus e Logos. Juntos.

Mateus Moura (APJCC – 2012) 


Serviço da sessão:

24/03 (sábado), às 18h30
Rua Jarbas Passarinhos s/nº (em frente à Escola Estadual Márcia da Conceição)
Ilha de Cotijuba, município de Belém
Entrada Franca 


Realização: APJCC, Paracine, Cineclube Insular, Escola Bosque de Cotijuba

13.3.12

Cine CCBEU apresenta "São Bernardo", de Leon Hirszman



Em 1972, Leon Hirszman realizou uma pérola do rigor cinematográfico ao adaptar São Bernardo, livro homônimo de Graciliano Ramos. Além de se mostrar um trabalho de adaptação exemplar onde escritor e diretor trabalham em uníssono, cada um em seu território: um com a força das palavras e o outro na orquestração das imagens. O ritmo e a clareza dos episódios dão o tom do narrador Paulo Honório que perante o mundo age como um rolo compressor que transpõe obstáculos sem indecisões. Seja por terras ou por uma mulher, a voracidade dominadora dele anuncia a chegada da modernidade. São Bernardo é a construção de um burguês em sua forma mais complexa, contraditória e capitalista.

Max Andreone - APJCC 2012


Serviço:
15 de Março, quinta-feira                           
às 18h30
Auditório do CCBEU(excepcionalmente)
(Travessa Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA

Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cine GEMPAC

4.3.12

Cine CCBEU apresenta "O Despertar da Besta", de José Mojica Marins


Feito em 1969, “Ritual dos sádicos” foi imediatamente vetado pela censura da época. Um dos filmes mais radicais já feitos por Jose Mojica Marins que diferente das obras de horror que haviam marcado seu nome, era uma análise metalingüística de sua obra. A veia experimental de Mojica encontrava vazão e transcendia até os cineastas mais visionários de sua época. Uma narrativa urbana sobre narcóticos, sexo e os delírios de Zé do Caixão. Posteriormente, em 1982, o filme teve uma segunda chance de ser lançado. Rebatizado como “O Despertar da Besta”, uma versão retalhada e que pouco representava o poderio das imagens concebidas pelo gênio louco.

Max Andreone (APJCC - 2012)


Ficha técnica: O Despertar da Besta/Ritual dos Sádicos – Brasil, 1970.
Direção: José Mojica Marins.
Elenco: José Mojica Marins, Ângelo Assunção, Ronaldo Beibe, Andreia Bryan, João Callegaro, Ozualdo Candeias.

Serviço:
8 de Março, quinta-feira às 18h30
no Cine Teatro do CCBEU - Tv Padre Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA

Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cine GEMPAC

Mais informações:
cineccbeu.blogspot.com
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Twitter da APJCC
Facebook
(91) 8421-8071

21.2.12

Cine CCBEU apresenta "Limite", de Mário Peixoto


Em 17 de maio de 1931, no Cinema Capitólio no Rio de Janeiro, acontecia a primeira exibição de Limite, organizada pelo Chaplin Club. Lá teve início um dos maiores mitos da história do cinema mundial, a obra de Mário Peixoto transcendia qualquer expectativa, a ousadia das imagens e suas nuances técnicas estavam muito à frente do cinema feito por outros diretores nacionais de sua época. A complexidade de Limite era algo tão novo que sua exibição comercial foi impossível, as raras exibições que ocorreram sempre em circuito alternativo faziam duvidar se o filme realmente existia, se não fosse pelo mito que como um fantasma percorria a história do cinema nacional, quase nunca visto, mas sempre citado em todas as épocas por seus defensores de renome como: Eisenstein, Scorsese, Orson Welles, Vinícius de Moraes, David Bowie, entre outros.

Mário Peixoto alegava que com Limite ele tentara expor a limitação humana e o tempo como uma ilusão, porém seu filme seria lembrado por revelar a eloqüência poética mais incrível das imagens e por ser uma obra que atravessou o tempo (mesmo pouco vista) e se tornou imortal.

Max Andreone (APJCC - Associação Paraense do Jovens Críticos de Cinema 2012)

Serviço:
1º de Março, quinta-feira, às 18h30
no Cine Teatro do CCBEU - Travessa Padre Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA

Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cine GEMPAC

Mais informações:
cineccbeu.blogspot.com
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Twitter da APJCC
Facebook

(91) 8421-8071
(91) 8158-1840

13.2.12

Cine CCBEU apresenta "Férias Frustradas de Verão", de Greg Mottola


Uma das declarações que melhor sintetiza o sentido profundo dos grandes filmes foi proferida pelo crítico francês François Truffaut na introdução de sua coletânea clássica "Os Filmes da Minha Vida". No texto, ele só pede de um filme que "expresse ou a satisfação de fazer cinema ou a angústia de fazer cinema". E é exatamente isso que nos mostra "Férias Frustradas de Verão": o registro de um olhar e as esperanças e dores implicadas nisso. Um filme sobre o cinema.
Greg Mottola ("Superbad - É hoje") talvez seja o maior cineasta do clã de Judd Apatow ("Ligeiramente Grávidos") - o grupo que protagoniza a maturidade das comédias adolescentes sujas no cinema americano atual, insuflando num dos gêneros mais desprezíveis uma dose surpreendente de humanidade, poesia e criatividade cinematográfica.
Em "Férias Frustradas de Verão", Mottola constrói seu filme mais pessoal, recontando suas experiências no final dos anos 80 quando trabalhou num parque de diversões naquele que foi o melhor "pior verão de sua vida". Mais do que um relato objetivo, o filme documenta o olhar que o autor direcionava ao mundo. Olhar contaminado de literatura, rock'n roll, sonhos e, acima de tudo, filmes.
Neste sentido a obra é um maravilhoso e profundo mosaico do universo mítico das comédias dos anos 80, de "Te Pego Lá Fora" a "Almôndegas", passando evidentemente pela lírica do maestro John Hugues ("Clube dos Cinco", "Curtindo a Vida Adoidado").
Para Mottola entretanto, mais importante que o monumento é o testamento, a ruptura, o adeus. E é nesta hora que a vitalidade explode no filme.
Mais importante que o sonho é o acordar, olhar para frente, perceber a vida e aceitar fazer parte. Descobrir que para além do romantismo das Sessões da Tarde existe a alegria e o risco de se estar vivo num mundo em que os golpes baixos existem e não podemos nos esconder deles. Num mundo em que a "garota dos seus sonhos" dá lugar  à "mulher da sua vida".

Miguel Haoni (Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema - 2012)

Obs: Esta sessão é dedicada àqueles que escolheram abandonar Adventureland.

Serviço:
16 de fevereiro (quinta) às 18h30
no cineteatro do CCBEU - Tv. Padre Eutíquio, 1309
ENTRADA FRANCA

Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cine GEMPAC

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