Cine CCBEU apresenta
"Cães de Aluguel", de Quentin Tarantino
Sinopse:
Joe Cabot (Lawrence Tierney), um experiente criminoso, reuniu seis bandidos para um grande roubo de diamantes, mas estes seis homens não sabem nada uns sobre os outros e cada um utiliza uma cor como codinome. Porém, durante o assalto algo saiu errado, pois diversos policiais esperavam no local. Mr. White (Harvey Keitel) levou Mr. Orange (Tim Roth), que na fuga levou um tiro na barriga e morrerá se não tiver logo atendimento médico, para o armazém onde tinha sido combinado que todos se encontrassem. Logo depois chegou Mr. Pink (Steve Buscemi), que está certo que um deles é um policial disfarçado e eles precisam descobrir quem os traiu. Em um clima de acusações mútuas, a situação fica cada vez mais insustentável.
Sobre o ciclo "Quentin Tarantino Badass Muthaghfckr!":
Orson Welles dizia que todo filme é bom desde que revele o homem que o fez. Eric Rohmer dizia que todo grande filme é também um documentário. Roberto Rossellini dizia que as imagens estão todas aí e que os cineastas só precisavam ligar suas câmeras. O que nenhum deles esperava é que nos trágicos anos 90 do século XX, um garoto do Tenessee reunisse em seus filmes todas essas qualidades: o auto-retrato, o retrato de seu tempo e principalmente o registro-criador daquilo que passava diariamente na frente de seus olhos - que não eram as guerras urbanas, a busca pela vingança, a sociedade de consumo ou as suculentas "fatias de vida", mas sim um século de filmes sobre tudo isso.
Quentin Tarantino aprendeu com os filmes. Enquanto alguns cineastas iam às ruas atrás da verdade, ele sabia que ela sempre esteve passando pela sua janela a 24 frames por segundo. Isso, sem dúvida, garantiu o seu lugar no front de críticos, cineastas e amantes de cinema que bradaram orgulhosos: "Esse filho-da-puta é um dos nossos! E talvez seja o melhor de nós!"
Muito mais que o "rei da cola" a que querem reduzir os seus detratores, Tarantino coloca em seus filmes mais pedaços de sua própria alma que a maioria de seus colegas contemporâneos. Observemos por exemplo a maravilhosa dramaturgia de seus roteiros: a neurose, o consumismo, o humor, o amor (não existe outra palavra) pela linguagem, pela música das palavras e pela lógica da argumentação. Tudo isso é o próprio Tarantino. É a sua voz que sai da boca de todos os personagens.
Os personagens são o de sempre - gângsters de terno preto e mulheres fatais - mas nunca foram vistos tão de perto. Tarantino quer saber quem são essas pessoas. O que fazem, do que gostam, o que comem e sobre o que conversam durante os tempos mortos da narrativa convencional? Diferente de muitos realizadores, Tarantino não se envergonha das coisas do cinema. Não tenta justificá-lo com a hipocrisia de temas nobres, causas humanitárias ou referências bibliográficas. O cinema lhe basta.
Seus filmes são atos de amor. E é compartilhando este amor que o Cine CCBEU promove o ciclo "Quentin Tarantino Badass Muthaghfckr!". Ao optar pela primeira fase do diretor - antes do mergulho definitivo no século XXI, no cinema de ação, nos grandes orçamentos e na alegoria ultra-cinematográfica de "Kill Bill", "À prova de Morte" e "Bastardos Inglórios" - observamos a gênese do gênio. Sua trilogia de Los Angeles e suas incursões na tv, em curta-metragem e no cinema amador são reveladores de um novo tempo para o cinema americano e mundial. Um tempo de amor e violência.
Miguel Haoni (APJCC - 2010)
CINE CCBEU: espaço de exibição de grandes obras da cinematografia mundial e fórum regular de debates sobre arte, cultura e cinema.
Numa parceria entre Centro Cultural Brasil Estados Unidos, Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC), Cineclube Amazonas Douro e com o apoio da Rede Norte de Cineclubes, o Cine CCBEU funciona às quintas-feiras, a partir das 18:30, e apresenta dia 07 de outubro o filme "Cães de Aluguel" abrindo o ciclo "Quentin Tarantino Badass Muthaghfckr!" que terá a curadoria de Max Andreone (APJCC).
Ainda em outubro serão exibidos os filmes "Pulp Fiction" (dia 14), "Jackie Brown" (dia 21) e o Tarantino Bônus com fragmentos do filme "O Aniversário de meu Melhor Amigo", o episódio da série "Plantão Médico" dirigido pelo cineasta e o capítulo "O Homem de Hollywood" do filme "O Grande Hotel" (dia 28).
Sempre com entrada franca!
* * *
Serviço:
07 de outubro (quinta) às 18h30
no Cine-teatro do CCBEU (Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA
Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cineclube Amazonas Douro e Rede Norte de Cineclubes
Mais informações:
Comunidade e Perfil
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Twitter da APJCC
Contato: (91) 88131891
5.10.10
"Fabricando Tom Zé" na tela do INOVACINE
Inovacine/IPHAN apresenta
"Fabricando Tom Zé", de Décio Matos Jr.
Quando o jovem produtor e diretor, Décio Matos Júnior resolve fazer um documentário sobre a vida e a obra de Tom Zé acompanhando sua turnê pela Europa em 2005, ele, mais ou menos consciente, erige uma declaração de amor à Arte. Através da Arte, o que é muito melhor!
A relação orgânica do documentarista-criador com o fenômeno que pretende registrar na sua hora e meia de filme, transcende a pretensão média sub-jornalística do gênero e fabrica uma outra História do Brasil: a do homem velho, sábio, simples, baiano que tem seus altos e baixos e nunca foi totalmente assimilado pelos seus pares.
A sensibilidade do registro e a visceralidade do registrado dão ao documentário brasileiro um dos seus instantes máximos de catarse. A ampla aceitação popular do filme no país é a prova disso. É a mea-culpa de um Brasil que nunca deu a atenção devida a este grande artista em particular e a outros grandes artistas em geral.
Aqui cabe talvez um parêntese pessoalíssimo: mesmo a América sendo a terra do cinema, a crítica americana nunca conseguiu assimilar dignamente artistas como Chaplin, Hitchcock e os diretores de Western. Gente que devotou a sua vida a dar ao cinema americano aquilo que ele tem de mais vital e criativo eram tratados como "mercadoria" dentro da politicagem hollywoodiana. Observar Orson Welles, autor do melhor filme de todos os tempos, ter que, no final da vida, pedir "pelo-amor-de-deus" à burrocracia cinematografica mundial para conseguir realizar seus filmes é ABSOLUTAMENTE REVOLTANTE! Num mundo em que o artista é a escória e o farsante é coroado não podemos jamais ser condescendentes com os "Avatares" da vida. Num país em que Glauber Rocha é um quase-total desconhecido e Ozualdo Candeias nem tem mais o quase, não dá pra continuar rindo das graças de Guel Arraes! E isso falando só de cinema! A Humanidade já sabe que a arte é importante mas continua jogando pro Artista o osso duro do esquecimento enquanto que os agentes da mediocridade abundam confortavelmente à mesa da cultura.
Voltando ao Tom Zé, ele é tudo e mais que isso e o filme de Décio Matos Júnior nos põe em conflito direto com este grande sujeito.
O Inovacine orgulhosamente apresenta "Fabricando Tom Zé". Cinema brasileiro engarrafado, já vem pronto e tabelado, é somente requentar. E usar.
Miguel Haoni (APJCC - 2010)
Serviço:
06 de outubro (quarta)
às 18h30
No auditório do IPHAN (Travessa Rui Barbosa, esquina da Avenida Governador José Malcher)
ENTRADA FRANCA
Realização: INOVACINE
Apoio: IPHAN
Informações: (91) 8813-1891
"Fabricando Tom Zé", de Décio Matos Jr.
Quando o jovem produtor e diretor, Décio Matos Júnior resolve fazer um documentário sobre a vida e a obra de Tom Zé acompanhando sua turnê pela Europa em 2005, ele, mais ou menos consciente, erige uma declaração de amor à Arte. Através da Arte, o que é muito melhor!
A relação orgânica do documentarista-criador com o fenômeno que pretende registrar na sua hora e meia de filme, transcende a pretensão média sub-jornalística do gênero e fabrica uma outra História do Brasil: a do homem velho, sábio, simples, baiano que tem seus altos e baixos e nunca foi totalmente assimilado pelos seus pares.
A sensibilidade do registro e a visceralidade do registrado dão ao documentário brasileiro um dos seus instantes máximos de catarse. A ampla aceitação popular do filme no país é a prova disso. É a mea-culpa de um Brasil que nunca deu a atenção devida a este grande artista em particular e a outros grandes artistas em geral.
Aqui cabe talvez um parêntese pessoalíssimo: mesmo a América sendo a terra do cinema, a crítica americana nunca conseguiu assimilar dignamente artistas como Chaplin, Hitchcock e os diretores de Western. Gente que devotou a sua vida a dar ao cinema americano aquilo que ele tem de mais vital e criativo eram tratados como "mercadoria" dentro da politicagem hollywoodiana. Observar Orson Welles, autor do melhor filme de todos os tempos, ter que, no final da vida, pedir "pelo-amor-de-deus" à burrocracia cinematografica mundial para conseguir realizar seus filmes é ABSOLUTAMENTE REVOLTANTE! Num mundo em que o artista é a escória e o farsante é coroado não podemos jamais ser condescendentes com os "Avatares" da vida. Num país em que Glauber Rocha é um quase-total desconhecido e Ozualdo Candeias nem tem mais o quase, não dá pra continuar rindo das graças de Guel Arraes! E isso falando só de cinema! A Humanidade já sabe que a arte é importante mas continua jogando pro Artista o osso duro do esquecimento enquanto que os agentes da mediocridade abundam confortavelmente à mesa da cultura.
Voltando ao Tom Zé, ele é tudo e mais que isso e o filme de Décio Matos Júnior nos põe em conflito direto com este grande sujeito.
O Inovacine orgulhosamente apresenta "Fabricando Tom Zé". Cinema brasileiro engarrafado, já vem pronto e tabelado, é somente requentar. E usar.
Miguel Haoni (APJCC - 2010)
Serviço:
06 de outubro (quarta)
às 18h30
No auditório do IPHAN (Travessa Rui Barbosa, esquina da Avenida Governador José Malcher)
ENTRADA FRANCA
Realização: INOVACINE
Apoio: IPHAN
Informações: (91) 8813-1891
3.10.10
Cine CCBEU apresenta: Quentin Tarantino Badass Muthaghfckr
Programação:
07/10 - Cães de Aluguel
14/10 - Pulp Fiction
21/10 - Jackie Brown
28/10 - Tarantino Bônus
Serviço:
Toda quinta de outubro às 18h30
No Cine-teatro do CCBEU (Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA
Curadoria: Max Andreone (APJCC)
Cartaz: Maecio Monteiro
Realização: APJCC e CCBEU
Apoio: Cineclube Amazonas Douro e Rede Norte de Cineclubes
Mais informações:
Comunidade e Perfil
E-mail: cineccbeu@gmail.com
Contato: (91) 88131891
1.10.10
Ciclo Novos Orientes exibe RAN, de Akira Kurosawa
Um gênio provando que shakespeare é atemporal, universal
Sobre o Filme:
Kurosawa capta a essência do drama humano contida na obra de shakespeare, e ilustra com um japão colorido e feudal, a trama fria e densa de Reai Lear; o ódio e o ego, culminando em loucura e vingança. Uma tragedia transcrita de forma sublime para o cinema.
RAN mostra que não existem fronteiras pra estética que busca o espirito. Tão pouco existem fronteiras pros pecados que devoram a razão.
Lionay Dias
Lionay Dias
SERVIÇO:
RAN, de Akira Kurosawa
Dia: 06/10 (quarta-feira)
Local: sala de exibições do restaurante popular de ananindeua
(cidade nova 6 SN 22 com WE 75 na praça Dom Vicente Zico)
Horario: 18h30
Entrada franca
Realização: APJCC & Cine Argonautas
Parceria: Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ponto de Cultura Ananin e Rede Norte de Cineclube
Comentários: Lionay Dias, Thiago Oliveira e Samir Raoni
Sábado, tem Godard no Cine CASA
Cine CASA apresenta
Sinopse
Um roteirista e sua esposa estão em Capri, onde ele deve adaptar a “Odisseia” para o cinema - sua relação com o produtor, o diretor e a atmosfera das filmagens são o móbile de um filme intenso que trata das relações não só entre marido e esposa como também entre Artista e a sua própria obra, no que toca à realidade da produção cinematográfica; um dos filmes mais íntimos do grande autor do cinema francês. O Desprezo!
Um roteirista e sua esposa estão em Capri, onde ele deve adaptar a “Odisseia” para o cinema - sua relação com o produtor, o diretor e a atmosfera das filmagens são o móbile de um filme intenso que trata das relações não só entre marido e esposa como também entre Artista e a sua própria obra, no que toca à realidade da produção cinematográfica; um dos filmes mais íntimos do grande autor do cinema francês. O Desprezo!
Guimarães Neto (APJCC - 2010)
Serviço:
Cine CASA apresenta “O Desprezo”, de Jean Luc Godard
Data: 02 de outubro (sábado)
Horário: 18h30
Local: Centro de Articulação Social e Apoio (CASA) da Juventude – Av. Gentil Bittencourt, 694 (ao lado do CENTUR)
ENTRADA FRANCA
Realização: APJCC E CASA da Juventude
Parceria: Cine CCBEU e Rede Norte de Cineclubes (RNC)
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