7.6.10

Kung Fu no Cine CCBEU



Sinopse:
Baseado no clássico de Chang Cheh "O Espadachim de um Braço", The Blade - A Lenda, nos conta a história de Ting On-man um ferreiro que forja espadas e que tem seu braço direito cortado quando tenta salvar a jovem Ling do assédio de um grupo de bandidos. Dado como morto, ele começa uma nova vida trabalhando como garçom e passa a praticar uma técnica especial de uso da espada. Quando se sente seguro, parte para vingança contra o bandido que, anos atrás, matou seu pai. Violento e sem fazer concessões, este é considerado o melhor filme do cultuado diretor Tsui Hark, e o ápice dos filmes de artes marciais de Hong Kong.

Serviço:
10 de junho (quinta-feira)
às 18:30
no Cineteatro do CCBEU
(Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA

Realização: CCBEU
Parceria: APJCC
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

Mais informações:


28.5.10

Cinema e o cineclubismo conectam Marabá ao mundo‏

Matéria publicada em: 28/05/2010



Entre às 18H. e às 19H. de hoje, sexta, 28 de maio, quem acessar o hot site www.webtv.pa.gov.br poderá participar de um diálogo sobre cinema e cineclubismo (online) realizado pelo projeto INOVACINE, com o apoio da Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa) e do Programa NavegaPará. As perguntas dos internautas serão medidas pela assessoria de comunicação da Fapespa e repassadas aos debatedores.

Depois do diálogo (online), haverá a exibição (e debate) de “Inimigos públicos” (filme de Michael Mann), filme que fecha uma série de cinco sessões de cinema complementares à oficina de formação cineclubista desenvolvida ao longo desta semana (entre os dias 24 e 28 de maio). Cerca de 20 pessoas estão participando da oficina, entre as quais 4 cidadãos da etnia xikrin.

A transmissão (e a sessão) acontece(m) no Infocentro do Pontão de Cultura do Galpão das Artes de Marabá (Gam), com a participação do artista plástico Antônio Botelho. Mateus Moura e Miguel Haoni (da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, APJCC, entidade parceira da Fapespa na gestão do INOVACINE) também participam do diálogo, mediado por Francisco Weyl, coordenador do projeto.

Esta é terceira transmissão online do INOVACINE. As duas anteriores aconteceram (em fevereiro) a partir do Infocentro do Pontão de Cultura Digital do Tapajós (Santarém).  O coordenador do INOVACINE diz que as transmissões tem tido uma recepção razoável do público que acompanha o projeto.

“Estes diálogos virtuais interativos promovem a inclusão e a democratização do audiovisual, aprofundam o debate necessário sobre linguagens, estéticas e poéticas audiovisuais, e ainda potencializam e dinamizam os infocentros como espaços de agitação, produção e intervenção cultural”, afirma.

INDICADORES – Cerca de 90 pessoas foram formadas pelo projeto entre setembro de 2009 (quando começou a fazer sessões cineclubistas no espaço cultural Ná Figueredo, em Belém) e maio de 2010 (ou seja: já na sua fase itinerante). Nesse período, O INOVACINE realizou 6 oficinas de cineclubismo, 33 sessões de cinema (18 filmes paraenses, 16 nacionais e 11 estrangeiros) e 3 mostras de cinema (Glauber Rocha – itinerância / O negro no cinema de Nelson Pereira dos Santos / Invasão Beto Brant).

Weyl também destaca a parceria com o Cine+Cultura (Minc/Secult), com o IPHAN, e com parceiros locais como a Fundação Educadora de Bragança, Fundação Casa de Cultura de Marabá, além dos pontos de cultura e dos infocentros do NavegaPará. Ele diz que o crescimento do projeto deve-se á seriedade e á paixão com o qual o mesmo é conduzido.

“O INOVACINE se destaca na cena cineclubista porque ele fortalece as ações existentes, estimula o surgimento de novos projetos, afirma a bandeira da inclusão social, digital, cultural e audiovisual”, afirma o coordenador do projeto, que neste momento compõe a comissão organizadora da Jornada Paraense de Cineclubes, que vai fundar a Federação do setor, em julho de 2010.

SERVIÇO – Diálogo online sobre cinema. No link www.webtv.pa.gov.br. Entre 18H. e 19H. Realização: Governo do Pará (Sedect/Fapespa/Prodepa). Programa NavegaPará/Projeto INOVACINE. Parceria: Galpão das Artes de Marabá/Fundação Casa de Cultura de Marabá.

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FONTE: Ascom/Fapespa

27.5.10

O melhor de Glauber Rocha em Marabá



Já passavam das 10 da noite de ontem (segunda, 24 de maio) quando Mateus Moura, da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, encerrou a roda de conversa que rolou no Galpão das Artes de Marabá logo a seguir a projeção daquele que é considerado por Martin Scorsese o melhor filme de Glauber Rocha, “O dragão da maldade contra o santo guerreiro” (1969 – 95 min).

O filme abriu o ciclo cineclubista organizado pelo INOVACINE em parceria com o GAM e a Casa de Cultura de Marabá. Até sexta-feira, 28 de maio, seis filmes terão sido exibidos. E sistematicamente dissecados e discutidos. Segundo Moura, as sessões possibilitam o aprofundamento de importantes temas que também são abordados (pela manhã) na oficina de formação cineclubista desenvolvida pelo INOVACINE na Casa de Cultura do Município.

Moura, que não economiza superlativos para analisar a obra glauberiana, diz que “O dragão da maldade contra o santo guerreiro” é um filme denso e até mesmo cansativo, mas necessário para uma completa assimilação dos elementos fundamentais que constituem uma obra de arte, afinal, se, ao fazer um filme, um realizador escreve com a câmera, compete aos amantes desta arte, fazer a leitura desta escritura.

“Com a devida responsabilidade inerente ao ato cineclubista, o Dragão... é um filme exemplar que nos permite a entrada no próprio processo de construção da poética das imagens e das estéticas que estas imagens nos evocam”, observa.

Cerca de 20 pessoas estão participando da oficina, a maioria das quais colaboradoras de pontos de cultura e Infocentros do programa NavegaPará, aliás, parceiro da videoconferência que o INOVACINE promove às 18hs desta sexta, dia 28, para debater o cinema paraense. Na noite de hoje, terça, 25, à noite, no GAM, os participantes da oficina também assistirão a um dos mais importantes filmes da história do cinema e um belo exemplo do cinema japonês clássico: “Contos da lua vaga” (1953 – 96 min), de Kenji Mizoguchi.

O coordenador do projeto, Francisco Weyl, informa que o INOVACINE está realizando pelo menos duas mostras itinerantes, sendo Glauber – a abrir - e outra de conteúdos paraenses – para encerrar. Desde setembro do ano passado, o projeto já realizou 29 sessões de cinema. A maioria dos filmes projetados é paraense. Além disso, nesse mesmo período, o INOVACINE promoveu seis oficinas e formou 70 pessoas.

“O diferencial das nossas oficinas é que somos apaixonados pelo que fazemos e essa paixão se impregna em todo o processo de trabalho, motivo pelo qual temos conseguido superar os nossos desafios, sendo o maior deles o de dinamizar novos cineclubes em espaços onde sequer existia cinema”, comemora.

OFICINA – Marabá é a quarta cidade visitada pelo INOVACINE, que já passou por Santarém (Pontão de Cultura Digital do Tapajós); Soure (Ponto de Cultura Cruzeirinho); Bragança (Rádio Educadora de Bragança); e  Belém:  Centro (Espaço Cultural Na Figueredo); Marambaia: Escola República de Portugal (Movimento Cultural da Marambaia - Moculma); Cidade Velha (Escola de Samba DEIXA FALAR); e Guamá (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação Popular – Cepepo; e Espaço Cultural Nossa Biblioteca).

Miguel Haoni, da APJCC, avisa que a oficina, que ontem entrou no primeiro cinema

(1895 – 1915), passou pela transição e hoje, entrará no cinema clássico e nos gêneros cinematográficos.

“Temos uma metodologia clara que estimula o participante da oficina a tomar posse de conteúdos indispensáveis para ver uma obra fílmica e dinamizar uma sessão cineclubista”, finaliza.

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FONTE: Ascom/Fapespa

20.5.10

INOVACINE em Marabá: cinema paraense em videoconferência‏



O projeto INOVACINE destacou-se em importantes momentos na semana que passou. Os ii DIÁ-logos Cineclubistas foram um sucesso absoluto, e a Jornada Paraense de Cineclubes já é uma realidade próxima, bem como a formação da Federação Paraense de Cineclubistas.

Apesar da agitação política cineclubista em Belém, a itinerância não pode parar. Marabá, com o apoio do GAM (Galpão das Artes de Marabá) e da Casa de Cultura será a próxima cidade que vai receber a Oficina de Formação Cineclubista e a mostra de filmes que lhe acompanha.

“O dragão da maldade contra o santo guerreiro” dá prosseguimento a Mostra “Glauber Rocha – itinerância”, que consiste na exibição, sempre na estréia da oficina, de um filme do grande cineasta produzido no Brasil. Mateus Moura, da APJCC, afirma que os filmes do Glauber representam um cartão de visitas ideológico e estético. Apresentando o melhor cinema do mundo – aquele feito de poesia de imagem e som – ele diz que, dessa forma, o projeto discute a arte, sem concessão alguma.

“O Glauber enquanto figura política também é uma apresentação da nossa postura enquanto crentes da revolução existencial através da violência do amor - via estética. Não acreditamos na demagogia ou no paternalismo. A intenção é criar um espaço onde discutamos juntos, sem hierarquia, sabedorias e sensibilidades. A pegada é dura, e a intenção é que todos se apaixonem pelo cinema através da sedução mais elementar do fascínio estético e que solidifiquem a consciência da importância da propagação desse espaço educacional social e fraterno que é o cineclube”, afirma.

Miguel Haoni, o outro ministrante das oficinas, diz que não acredita nas amarras geográficas. Para ele, o mundo artístico ultrapassa qualquer barreira. Haoni e Moura são os criadores da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC), que em parceria com a FAPESPA, na figura de Francisco Weyl, cineclubista e cineasta, coordenador do projeto, realizam o INOVACINE desde agosto de 2009.

A observação de Haoni é referente à curadoria da programação de filmes da mostra que acompanha a oficina, em Marabá. Ela começará com o moderno nordestern de Glauber Rocha, passará pelas mãos do mestre japonês Kenji Mizoguchi, o martelo do revolucionário Sergei Eisenstein, o classicismo do digital Michael Mann e a sensibilidade do cineasta Evandro Medeiros, de Marabá.

Francisco Weyl, entusiasmado com os resultados, recebe propostas de todos os cantos todas as horas. A agenda cada vez mais abarrotada do INOVACINE não é sinal senão de sucesso e reconhecimento. “E já cumprimos mais metas do que nos propomos no início, o que não nos alivia, queremos atender todas as demandas possíveis e da melhor forma. Essa procura só reforça essa demanda que existia, e esse poder do cinema de encantar quem for por onde passa”, diz.

Tal qual ocorreu em Santarém, ocorrerá uma VIDEOCONFERÊNCIA, através do programa NAVEGAPARÁ, tendo como tema o cinema paraense, que contará com a presença do cineasta Evandro Medeiros. Portanto, no dia 28 de maio, às 18hs, o mundo todo vai poder estar ligado em Marabá e poder participar através de chat interativo, de um diálogo sobre o novo cinema paraense. Quando retornar de Marabá, o INOVACINE, no dia 04 de junho, realiza uma sessão no Ver-o-Peso, em parceria com o IPHAN, do filme “Ver-o-Peso” de Gavin Andrews.

SERVIÇO – Oficina de formação, videoconferência e sessões cineclubistas. Marabá. De 24 a 28 de maio. Na Casa de Cultura (manhã). E no Galpão das Artes de Marabá (noite). Entrada franca. Contatos: jaironbg@yahoo.com.br / gampontodecultura@gmail.com.

© FONTE: Ascom / Fapespa

1 ano de CINE CCBEU!

O Cine CCBEU comemora 1 ano de atividades nesta quinta-feira, dia 20, e promove uma grande homenagem ao seu público.
O evento começa às 18:30 com a exibição do filme O fundo do coração de Francis Ford Coppola - realizador eleito pelo público na enquete "Qual diretor você gostaria de (re)ver no aniversário de 1 ano do Cine CCBEU?". Segundo Miguel Haoni coordenador do projeto, "esta foi a primeira oportunidade para o público afetar diretamente na programação do cineclube, política esta que vai pautar a curadoria deste 2° ano". Acreditando na agregação maior de seu público, a coordenação do cine aproveita o evento para lançar uma sessão mensal na qual os frequentadores elegem e dão o tratamento para o filme escolhido.
Mas a celebração não pára por aí! Após a exibição - e o tradicional debate - o público partiucipará de um quiz sobre conhecimentos cinematográficos no qual concorrerão a três livros e 30 camisas do Cine CCBEU. "O plano aqui não é instigar o espírito competitivo, mas sim presentear os participantes nessa dinâmica da brincadeira", afirma Haoni.
A atividade culminará num pequeno coquetel na galeria do CCBEU.
O cineclube celebra seu 1° ano de existência tendo como meta o maior entrosamento entre a organização e os frequentadores. Segundo a coordenação do evento, grande parte do sucesso da atividade - que se configura hoje como um dos pontos de exibição mais importantes do Estado - deu-se em função da assimilação massiva doi público à proposta do cine. "O descaso do público foi responsável pelo fechamento dos cinemas de rua no Brasil inteiro. É responsabilidade dos cineclubes, através do contato humano e democrático, reacender o interesse das platéias pelo ritual sagrado da fruição coletiva de filmes. É assim que se constrói uma comunidade cinéfila", conclui Haoni.



Sobre O Fundo do Coração:
O cinema é a música da luz. Inspirado neste princípio, Francis Ford Coppola constrói, em 1982 nos estúdios da Zoetrope, a sua obra-prima ultra-barroca, O fundo do coração.
A trama é um apanhado de clichês - cuja vitalidade é incontornável - sobre os altos e baixos das relações amorosas. Entretanto, como em qualquer grande filme, a trama serve apenas como base para uma arquitetura audio-visual rigorosa e fulgurante.
O conflito afetivo de Frannie e Hank desliza num cenário de cores, música e planos-sequência. Numa homenagem aos musicais de Vincente Minelli e às super-produções de Cecil B. DeMille, Coppola radicaliza o seu projeto de fabulação artificiosa e coloca cada elemento da produção à favor de sua estética onírica.
O Fundo do Coração é o cinema na essência, pois aposta exclusivamente na força das imagens e em suas funções dramático-expressivas. O carinho que o diretor imprime em cada plano, nos envolve como uma nova paixão. Nova paixão pelos velhos amopres.

Miguel Haoni
(APJCC - 2010)

Serviço:
20 de maio (quinta-feira)
às 18:30
no Cineteatro do CCBEU
(Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA

Realização: CCBEU
Parceria: APJCC
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

Mais informações: