16.8.09

O Orson Welles contemporâneo: Paul Thomas Anderson é o homenageado do mês de agosto no Cine CCBEU


CINE CCBEU APRESENTA:

The Magnificent Andersons - Chapter One: Paul Thomas Anderson



De quando em vez a Providência envia um artista para nos ajudar a enxergar. Seja lá o que esta frase signifique (e provavelmente não significa nada), ela encerra um segredo: milagres acontecem o tempo todo!
Nem no Céu nem no Inferno, Paul Thomas Anderson nasceu na cidade da Califórnia. Enquanto bilhões de outras pessoas faziam outras coisas em outros lugares, o garoto PTA ia à igreja, estudava pornografia e consumia com ferocidade o acervo das vídeo-locadoras da região. A mesma região que em 1915 foi palco da Guerra da Secessão quando D.W. Griffith filmava o nascimento de uma nação chamada cinema.
Mera coincidência ou não, o jovem cineasta Paul Thomas Anderson empunhou sua câmera, colocou Kubrick, Altman e Scorsese na bagagem e partiu para o lugar que nunca deixou. Como resultado, alguns longas-metragens e muitas horas do melhor cinema da atualidade.
Anderson não é o Anjo Salvador, o Messias ou a Terceira Revelação, mas a sua chegada no mundo do cinema nos faz lembrar daquele segredo que, apesar de significar pouco para muita gente, continua nos ajudando a enxergar melhor.

Miguel Haoni
(APJCC - 2009)

Programação:
06/08 - Boogie Nights
13/08 - Magnólia
20/08 - Embriagado de Amor
27/08 - Sangue Negro

Serviço:
Toda quinta de agosto
às 18:30
no Teatro do CCBEU
(Padre Eutíquio, 1306)
ENTRADA FRANCA

Realização: CCBEU
Parceria: APJCC

Artigos de julho na comunidade do Cine CCBEU no orkut:



13.8.09

Obra-prima do mestre Alfred Hitchcock no Cineclube Aliança Francesa

Cineclube Aliança Francesa:


Janela indiscreta (Rear window). Alfred Hitchcock. 1954. Technicolor. 112’.




Como bem diz François Truffaut acerca de Janela indiscreta, este empreendimento hitchcockiano (acolhido pelo próprio crítico francês como o seu favorito) é simplesmente inenarrável em sua complexidade. Pois, de filme de entretenimento, aventura, suspense, mistério policial e obra sobre a relação amorosa e suas implicações matrimoniais, o filme ainda comporta o epíteto de tratado moral e filme ontológico.
Esse é Alfred Hitchcock. Que, graças a François Truffaut, hoje é considerado o maior cineasta de todos os tempos pela grande maioria.
Janela indiscreta, realizado no ápice de seu amadurecimento artístico, é, sem dúvida, testamento fílmico do seu inigualável estilo. Mais que isso: testamento do cinema enquanto linguagem autônoma, do cinema em estado puro. Truffaut tem em Hitchcock, assim como em Renoir e Bazin, a figura de um grande homem que lhe ensinou os maiores ensinamentos. Aprendamos também, é o grande mestre do suspense que vai falar audiovisualmente. Vivendo (o cinema) que se aprende.

Mateus Moura.


Convidado especial: Aerton Martins (Fellinianos/APJCC/ Programador da Sessão Maldita/ Crítico blogueiro)



SERVIÇO:
Local: Aliança Francesa (Tv. Rui Barbosa, 1851, entre Mudurucus e Conselheiro Furtado)
Data: 19/08/09 (quarta-feira)
Horário: 19:00
Legendas em português
Entrada Franca


AÇÃO: APJCC (ASSOCIAÇÃO PARAENSE DE JOVENS CRÍTICOS DE CINEMA)
BLOG: http://apjcc.blog.terra.com.br/
COMUNIDADE:  http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?rl=cpp&cmm=37014176

9.8.09

Textos da APJCC acerca de Inimigos Públicos - um dos filmes do ano!

Links:

http://cinemateusmoura.blogspot.com/

http://cinemanamangueirosa.zip.net/

Magnólia de PTA no Cine CCBEU

Cine CCBEU apresenta: "Magnólia" de Paul Thomas Anderson




Coisas absurdas acontecem o tempo inteiro e a vida é um emaranhado de coincidências fantásticas. Estas são as premissas que Paul Thomas Anderson utiliza para nos apresentar histórias que, como as pétalas de uma flor, apontam para diferentes direções mas partem de um mesmo núcleo,de uma mesma verdade: a culpa e o sofrimento humano. Magnólia é a maturidade da fórmula short-cut (defendida pelo mestre Robert Altman) que no filme ganha um andamento musical, com crescendo, diminuendo, clímax, rítmo e harmonia genialmente compostos. Com a contribuição da compositora Aimee Mann, o diretor cria um filme poderoso e instigante que ajuda o cinema americano a assumir a posição de produção mais interessante dos últimos anos.

Miguel Haoni
(2007/2009)

Serviço:
Dia 13/08 (quinta)
às 18:30 h
No Teatro do CCBEU
(Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA

Realização: CCBEU
Parceria: APJCC


Programação completa do ciclo na comunidade do Cine CCBEU no orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community. aspx?cmm=87934260


Scarface de Howard Hawks dá seguimento ao Ciclo "As idéias e os filmes da vida de François Truffaut". A sessão será na Aliança Francesa!

Cineclube Aliança Francesa apresenta:


Scarface. Howard Hawks. 1932. p/b. 90’.




“Sem perigo não há ação, viver ou morrer, eis o nosso drama”. Essas palavras pertencem ao diretor de filmes de comédia, faroeste, musical, thriller, aventura, guerra, ficção científica, noir e – finalmente – gângster. Pode parecer que Howard Hawks se adaptava a qualquer gênero, mas o que acontecia era justamente o contrário: o gênero se adaptava a Howard Hawks. Talvez o gênio mais subestimado do cinema americano pela crítica na época, depois do resgate moral dos “jovens turcos”, virou referência, e recebeu os aplausos merecidos.
“Top of the world”. Scarface (1933), considerado por Jean-Luc Godard o maior filme americano na era do cinema falado, louvado por todos os cineastas do gênero gângster como obra-mãe, é o que podemos chamar tranquilamente de um “clássico”. A história, de Hawks e Hetch, de ascensão e queda de um criminoso atravessou o mundo, passou pela China – onde as metralhadoras foram substituídas pelo kung-fu -, pela França - com Jean Gabin interpretando Pépé Le Moko nos labirintos da Casbah -, e até pelo Brasil - na figura de um bicheiro de Madureira, onde a cicatriz fatalista era a dentadura de ouro megalomaníaca.
O “código de produção” (ou “Hays code”), na época recentemente vigente nos EUA, segurou o filme por dois anos, e exigiu cortes e reajustes, epílogos e complementos. Hawks, fatigado, lançou o filme mesmo sem ser aprovado... Al Capone (o Scarface real) aprovou.
Realista e mitológico, Scarface é obrigatório. Uma aula de cinema. Howard Hawks caçando seu estilo. O destino caçando Paul Muni. O cinema falado é o som das metralhadoras. BARAKARAKARAKARAKA. BARAKARAKARAKA. BARAKARAKARAKA. BARAKARAKARAKA.

Mateus Moura.



SERVIÇO:
Local: Aliança Francesa (Tv. Rui Barbosa, 1851, entre Mudurucus e Conselheiro Furtado)
Data: 12/08/09 (quarta-feira)
Horário: 19:00
Legendas em português
Entrada Franca